STELLANTIS DEIXA INVESTIDORES EM CHOQUE: PREJUÍZO MILIONÁRIO , E A CULPA É DOS ELÉCTRICOS
2026-02-09 22:05:31

(dr) Stellantis Prejuízo de 22 mil milhões de euros no segundo semestre de 2025. As contas sobre o sector eléctrico foram mal feitas. A justificação oficial começa assim: a Stellantis reformula o seu negócio para atender às preferências dos clientes e impulsionar o crescimento rentável. Mas, logo a seguir, começam os números: esta reestruturação do negócio originou um prejuízo de cerca de 22,2 mil milhões de euros no segundo semestre de 2025. Haverá um novo plano estratégico em Maio deste ano. A empresa realizou uma avaliação completa da sua estratégia e dos custos relacionados necessários para alinhar a empresa com as preferências reais dos seus clientes. Nos últimos 5 anos, continua o comunicado, a Stellantis tornou-se líder em veículos eléctricos , e vai continuar “na vanguarda do seu desenvolvimento”. Mas o ritmo desta viagem “precisa de ser ditado pela exigência, e não pela imposição”. Traduzindo: o gigante do sector automóvel , proprietário de marcas como Fiat, Peugeot, Opel e Jeep , está a reduzir significativamente as suas ambições em relação aos veículos eléctricos. Essa é a mudança de rumo. Uma alteração provocada pelos elevados custos e pelas fracas vendas de veículos eléctricos. Dos EUA (mercado central) chegaram más notícias: fim dos subsídios para eléctricos e alterações nas regras de emissões promovidas pelo presidente Donald Trump. A Stellantis está a descontinuar modelos. A administração do grupo não pretende distribuir dividendos aos accionistas este ano: ainda há pagamentos, em dinheiro, por fazer até 2030. Ao todo, serão cerca de 6,5 mil milhões de euros. A Stellantis ainda pensa angariar até 5 mil milhões de euros em novo capital através da emissão de novas obrigações. Mesmo assim, esta mudança de rumo deixou os investidores em choque, resume o Handelsblatt. Nesta sexta-feira, as acções da Stellantis, negociadas na Bolsa de Paris, chegaram a cair quase 30%. Foi a maior queda num só dia na história do grupo automóvel. A CNN acrescenta que os fabricantes automóveis estão agora a pagar o preço por terem avaliado mal a transição para uma condução mais ecológica. Aliás, no comunicado do grupo, o director Antonio Filosa admitiu que estes números negativos são consequência de erros estratégicos e operacionais. Foi superestimado o ritmo da transição energética, o que afastou a marca das necessidades e dos desejos reais de muitos compradores. Mas o italiano não se esquece do português Carlos Tavares, seu antecessor. Antonio Filosa indica que o desastre da Stellantis também foi consequência de má gestão da administração anterior. Carlos Tavares deixou a liderança do grupo em Outubro de 2024, há quase um ano e meio. Nuno Teixeira da Silva, ZAP // Nuno Teixeira da Silva