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A BOA (MÁ) NOTÍCIA DA SEMANA - CHUVAS PROLONGADAS AMEACAM TERRITÓRIO FRAGILIZADO DEPOIS DA TEMPESTADE KRISTIN"

Aurora do Lima (A)

2026-02-09 22:05:40

in: Jornal de Notícias (31/01/2026) Portugal foi atingido no final de janeiro, prolongando-se por fevereiro, por depressões atmosféricas (Ingrid, Joseph e Kristin) que nos desafiam a refletir sobre o nosso país e sobre o clima. Em Portugal as notícias alertam-nos para as consequências devastadoras das ditas depressões. Na indústria, vemos fábricas arrasadas impedidas de produzir, afetando mesmo a produção noutros países. A fábrica TJ Moldes, da Marinha Grande, atingida pela depressão e produtora de peças para a Porsche, pode, mesmo, fazer parar a produção da empresa alemã, por falta de fornecimento de material Na agricultura, há culturas com sementeiras de Outono destruídas. A saúde pública, o saneamento, a educação, a defesa, o fornecimento de energia, comunicações, água e alimentação, foram atingidos com estradas, bases militares, hospitais, escolas e equipamentos sociais e comerciais fechados. Seres humanos morreram e a solidariedade e a entreajuda aumentaram. Portugal tornou-se mais hmano contra as vozes do ódio e da divisão entre as pessoas. Quanto ao clima, dizem uns, que isso das alterações climáticas constitui alarmismo apocalítico e promoção de uma agenda ideológica contra as liberdades e o desenvolvimento económico. Dizem, mesmo, que a problemática climatérica se deve à ação do Sol e não à ação humana, com a Ciência como um complô conspirativo. No entanto, a Ciência atribui o aumento do desequilíbrio e da mudança climática, com eventos extremos como ventos muito fortes, ondas de calor, chuvas fortes e secas frequentes e severas, às atividades humanas Sempre existiram eventos extremos, no entanto, desde meados do século xx tendem a ser mais frequentes e mais fortes o ârtico em processo de degelo, provocando a deslocação de água para o sul, causa o sobreaquecimento do planeta, complementado com o aumento das emissões de co2 para a atmosfera e a exploração desordenada dos recursos florestais e minerais do planeta. Que fazer? No longo prazo a solução passa pela exploração eficiente dos recursos e pela redução de emissões químicas perniciosas para a atmosfera. No curto e médio prazo, depois do ataque à situação calamitosa, onde lamentamos a espetacularidade mediática, há que fazer prevenção. Há árvores caidas, matas a renascer, solos encharcados, perigo de derrocadas, o calor e os ventos norte e leste a chegar, com as secas e os incêndios no horizonte. Vamo-nos preparar? José Escaleira