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SUSTENTABILIDADE - A URGÊNCIA DE SALVAR OS OCEANOS

Fórum Estudante

2026-02-16 22:09:06

As alterações climáticas colocam os nossos oceanos e tudo ? que neles vive em risco. Nos últimos anos esses efeitos têm sido acentuados, mas os governos e organizações internacionais operam num ésforco Conjunto para conseguir travar os seus avanços. “Se salvarmos o mar, salvamos O nosso mundo”. A frase foi proferida pelo biólogo e apresentador britânico David Attenborough, à margem da estreia do documentário Ocean, em Bruxelas. A importância dos mares para a sobrevivência do planeta é inegável. os oceanos cobrem 71% do planeta e, de acordo com a BBC Earth, embora as florestas sejam referidas como os pulmões do planeta , os cientistas afirmam que o oceano fornece entre 50 a 80% do oxigénio que respiramos”. Estes, através das suas correntes, ajudam a regular O clima "transportando o calor para longe do equador e em direção aos polos, para arrefecer”. ? oceano é também um reservatório gigantesco de carbono retendo, no seu conjunto, por volta de cinquenta vezes o carbono presente na atmosfera, graças a processos físicos, químicos e biológicos que ? levam para as profundezas No entanto, desde O final do século XIX, ? nível médio do mar aumentou, globalmente, entre 16 a 21 centímetros.com metade desse crescimento a acontecer ao longo das últimas três décadas. “Os “Os oceanos oceanos e e a a criosfera criosfera absorvem absorvem O O calor calor das das alterações alterações climáticas climáticas há há décadas” décadas", afirmou afirmou à à revista revista Time, a co-presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), Ko Barrett, antes de acrescentar: “As consequências para a natureza e a humanidade vão ser abrangentes e severas”. As ilhas do Pacífico, como ? Quiribati, Tuvalu e as Fiji já enfrentam há vários anos O aumento do nível do mar. Neste campo, a NASA prevê que, mesmo com as emissões de gases de estufa controladas, estas nações vão experienciar uma subida de 15 centímetros do nível das águas. Em 2014, de maneira a assegurar O fornecimento de comida e uma futura casa, ? presidente do Quiribati, Anote Tong, falou na possibilidade de comprar terras noutros locais. Mais tarde, numa cimeira em Nova lorque, citado pela Scientific American, disse querer lançar as fundações para uma “migração com dignidade” das ilhas. De acordo com relatórios, desde a década de 80, OS oceanos já absorveram quase 30% das emissões globais de dióxido de carbono e uma maior percentagem de calor excessivo. Esses efeitos fazem-se sentir no clima, com O aumento da intensidade dos furacões e do nível dos mares e alterações no abastecimento alimentar. Segundo a revista Time, os cientistas estimam que existem atualmente cerca de "400 zonas mortas” nos oceanos mundiais, onde nenhuma vida marinha pode sobreviver , um número que duplicou nos últimos 20 anos. Exemplo disso são os recifes de corais, que nos últimos anos têm vivido um episódio de branqueamento que já é considerado ? maior da história. Este desastre ambiental, que começou em 2023, já impactou até ao momento cerca de 84% dos ecossistemas de coral do planeta. A International Coral Reef Initiative anunciou, em abril de 2025, que este era ? quarto evento de branqueamento documentado da história e que superava O registado entre 2014 e 2017, que impactou quase dois terços dos recifes globais. A proteção dos oceanos como objetivo ? Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, espera ver um esforço conjunto para a preservação dos oceanos. “Tenho esperança de que consigamos mudar a maré e que passemos da pilhagem à proteção”, disse em junho de 2025, na Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU). A conservação e sustentabilidade dos oceanos, mares e recursos marinhos é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Um oceano e mares saudáveis são essenciais para a existência humana na terra”, é referido na página do 14.0 ODS. Nos últimos anos, têm sido feitos progressos no campo das políticas de conservação e sustentabilidade marinhas. Em 2023, foi negociado ? Tratado do Alto Mar, que pretende preencher lacunas na governança de águas internacionais, com a criação de mecanismos para âreas Marinhas Protegidas, avaliações de impacto ambiental. A União Europeia também avançou com a Estratégia de Biodiversidade da UE para 2030, em conjunto com a missão Horizon Europe, a representar ? quadro europeu para proteger áreas marinhas, restaurar ecossistemas e financiar a ciência e tecnologia para gestão costeira e marinha. Segundo o The Guardian, mesmo se o mundo parasse de emitir gases de efeito estufa amanhã, o nível das águas continuaria a aumentar. Até 2050, é mais provável encontrar plástico do que peixe em mais de 70% dos oceanos que cobrem o planeta. Aproximadamente 90% das espécies marinhas podem estar extintas até 2100. Os ecossistemas de recifes de coral são o habitat de aproximadamente 25% das espécies marinhas, com a sua deterioração a ser uma ameaça à manutenção da biodiversidade marinha. A poluição marinha atingiu níveis extremos com cerca de 17 milhões de toneladas métricas a alcançar os oceanos em 2021, um númro que pode duplicar ou triplicar até 2040.