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17.ª SESSÃO DO PROGRAMA DE CONVERSAS ÁGORA DE CÁ DECORRE NO DIA 27 DESTE MÊS - MANUELA PIMENTEL, FILIPA LEAL E CAPICUA DISCUTEM O PODER DA PALAVRA NA ZET

Diário do Minho

2026-02-17 08:04:03

Qual o poder da palavra e de que forma empodera o seu emissor, num mundo saturado de mensagens, por vezes truncadas, outras adulteradas? Este é o ponto de partida para uma conversa que sentará à mesa, no dia 27 de fevereiro, às 18h00, a artista da exposição “Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem”, Manuela Pimentel, patente na ZET, em Braga, até 21 de Março; a escritora e poetisa Filipa Leal e a rapper Capicua, numa conversa moderada pela curadora da exposição e diretora geral da ZET, Helena Mendes Pereira. «No momento que vivemos, de disseminação de desinformação com fake news que colocam em cau-sa valores e direitos que levaram séculos a conquistar, devemos ter uma palavra e usá-la como forma de luta. A Manuela, a Filipa e a Capicua são três mulheres ativistas, que usam a palavra como forma de lu-ta, a beleza como antídoto de discursos extremados, xenófobos e intolerantes», defende a curadora. Catálogo da exposição será apresentado Pela primeira vez, a ZET, em Braga, irá apresentar o catálogo da exposição com as obras expostas na galeria, permitindo criar um documento que explora a linguagem da artista de uma forma mais próxima da realidade visitável, indo de encontro às opções curatoriais tomadas, em conjunto, por Manuela Pimentel e pela curadora, Helena Mendes Pereira. «É uma ideia que temos vindo a amadurecer e que foi possível concretizar agora, com esta exposição. Depois de várias conversas com a artista, decidimos explorar a pequena topografia para transformar a galeria numa espécie de cidade, em que ca-da sala é uma rua ou uma praça que adota o nome do escritor que inspirou a Manuela a criar. O catálogo é, por isso, resultado de algo único criado para a ZET, em Braga», refere a curadora, acrescentando que «cada curador tem as suas opções, cada espaço tem as suas especificidades, e acreditamos que o catálogo sairá valorizado com as imagens da própria exposição, nomeadamente, as das obras concluídas in situ, que é o caso de “ Wars won t truly end until women are at the peace table” , Doutora Scilla Elworthy», que reflete sobre o facto de não haver mulheres nas mesas de negociação de paz e no benefício que seria se tal acontecesse. Exposição de Manuela pimentel serve de mote para a sessão