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PRÉMIOS EUROPEUS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DISTINGUEM ADN FEUP

Sapo Online

2026-02-21 18:45:04

Há ADN da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) entre os projetos distinguidos nos UEPG “Sustainable Development Awards 2025?, os galardões promovidos pela Aggregates Europe que reconhecem boas práticas na indústria extrativa a nível europeu. Entre os protagonistas estão dois alumni da FEUP, Francelina Pinto e Nuno Faria, ambos com percursos profissionais [...] Há ADN da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) entre os projetos distinguidos nos UEPG “Sustainable Development Awards 2025?, os galardões promovidos pela Aggregates Europe que reconhecem boas práticas na indústria extrativa a nível europeu. Entre os protagonistas estão dois alumni da FEUP, Francelina Pinto e Nuno Faria, ambos com percursos profissionais ligados à indústria extrativa e a projetos que têm vindo a afirmar-se pela sua qualidade técnica e abordagem sustentável. As distinções atribuídas a projetos portugueses refletem o trabalho desenvolvido no setor em áreas como a sustentabilidade ambiental, a segurança e a responsabilidade social. A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar em Bruxelas, no passado mês de novembro, e contou com a presença de Joaquim Góis, professor da FEUP e representante da Ordem dos Engenheiros, reforçando a ligação entre academia, indústria e instituições europeias. Dois prémios europeus e cinco certificados de excelência para Portugal Num universo de 66 candidaturas de 16 países europeus, Portugal arrecadou dois Prémios Europeus de Desenvolvimento Sustentável e cinco certificados de excelência, resultado das candidaturas submetidas pela ANIET , Associação Nacional da Indústria Extrativa e Transformadora, entidade que representa Portugal junto da Aggregates Europe. Como sublinha Francelina Pinto, diretora-geral da ANIET e alumna da FEUP, o impacto desta distinção ultrapassa o simbolismo do prémio: “Portugal conquistou não um, mas dois prémios europeus e cinco certificados de excelência”, evidenciando “o nível de excelência da nossa indústria e o seu compromisso com a sustentabilidade.” Os prémios europeus foram atribuídos ao dstgroup, na categoria Recuperação Ambiental e Paisagística, com o projeto “What if a Quarry could be Something Else!”, e à Sibelco Portugal, na categoria Boas Práticas em Segurança e Saúde, com o projeto “No Dust Methodology”. Para Francelina Pinto, a sustentabilidade deixou de ser uma opção para se tornar um imperativo estratégico no setor: “Atualmente, a sustentabilidade assume um papel central na indústria extrativa, sendo considerada não apenas indispensável, mas também um grande desafio.” A responsável destaca que as empresas do setor têm vindo a apostar numa gestão responsável dos recursos naturais, no uso eficiente da água e da energia, na redução de resíduos e na adoção de tecnologias mais limpas, conciliando a atividade industrial com a proteção ambiental e a responsabilidade social. Um projeto que transforma o território O projeto vencedor do dstgroup ilustra esta nova abordagem. Para Nuno Faria, alumnus da FEUP e Gestor de Projetos no grupo, o reconhecimento europeu resulta da capacidade de questionar modelos tradicionais: “Na indústria extrativa permanece um “tabu” na comunicação e interconexão com a sociedade. Esta indústria é basilar para o nosso modo de vida e essencial para a manutenção das comodidades que damos por adquiridas.” Segundo o alumnus, o projeto “What if a Quarry could be Something Else!” representa uma visão integrada e inovadora: “é absolutamente exemplar na transformação da envolvente de uma pedreira, convertendo-a num espaço de uso múltiplos, onde é possível a coexistência de zonas de lazer, de desporto, de cultura, de arte, mas também, de indústria moderna e unidades produtivas tradicionais. Esse equilíbrio é ímpar. No país, certamente e pelo que podemos comprovar nesta edição dos Prémios Europeus de Sustentabilidade, singular na Europa.” Formação FEUP e ligação à indústria Para Joaquim Góis, este reconhecimento europeu é mais uma prova do prestígio internacional da FEUP: “creio que é, uma vez mais, a afirmação indiscutível da “marca” FEUP, o reforço e a consagração do prestígio internacional da instituição. A título meramente pessoal, confesso-lhe que é com indisfarçável orgulho que observo a trajetória de sucesso e reconhecimento que alguns dos “nossos” antigos estudantes protagonizam aquém e além-fronteiras”, aponta O docente destaca que os alumni distinguidos souberam interpretar os novos paradigmas da sustentabilidade: “Nestes prémios os “nossos” antigos estudantes interpretaram, de forma superior, os novos paradigmas da sustentabilidade, tendo aliado nos seus projetos a excelência técnica à criatividade e inovação”. Defensor de uma ligação efetiva entre academia e indústria, Joaquim Góis sublinha a importância de experiências em contexto real: “Torna-se imperativo que a FEUP possa e deva, através dos seus corpos docente/discente e alumni, estabelecer pontes reais. Esta articulação permitirá acelerar a transferência de tecnologia, promoverá soluções ajustadas às necessidades reais do setor e garantirá que a inovação tem impacto efetivo no terreno. Se quisermos e utilizando uma expressão infelizmente muito em voga nos dias de hoje, é necessário “boots on the ground”. Apesar de muitas vezes invisível, a indústria dos agregados é essencial para a sociedade europeia. Na Europa (UE27 + EFTA), a procura anual ronda os 3 mil milhões de toneladas, correspondendo a cerca de 6 toneladas per capita por ano. O setor integra aproximadamente 15 mil empresas, maioritariamente PME, emprega cerca de 187 mil pessoas e opera em mais de 26 mil locais de produção. Estes números reforçam a relevância estratégica do setor e a importância de projetos que conciliem competitividade industrial com responsabilidade ambiental e social. Para Nuno Faria, representar a engenharia portuguesa num contexto europeu de excelência é indissociável do percurso académico realizado na FEUP: “Enquanto alumni, há uma gratidão enorme à casa que nos deu as ferramentas para sermos bons profissionais.” Também Francelina Pinto sublinha a importância do reconhecimento europeu para a afirmação da engenharia nacional: “este reconhecimento demonstra que o conhecimento e a inovação praticados em Portugal apresentam elevados padrões de qualidade, impacto e relevância, sendo competitivos e reconhecidos ao mais alto nível europeu. Este tipo de distinção inspira-nos a ambicionar mais, a acreditar no potencial das nossas empresas, dos projetos nacionais e a assumir um papel ativo na construção de um futuro mais sustentável, inovador e alinhado com as necessidades da sociedade.” Source link 21 Fevereiro 2026 13:4921 Fevereiro 2026 13:49 SAPO