PEUGEOT POLYGON CONCEPT - É O NOVO 208!
2026-02-26 22:06:01

Ao volante. O Polygon Concept introduz a direção "Steer-by-Wire" e o volante que a Peugeot prepara para a próxima geração do i-Cockpit apresentado em 2012, no 208, e reinterpretado em 2023, no 3008. O sistema, por não dispor de qualquer ligação mecânica, muda muito a experiência de condução. Estreia programada para 2027, na terceira geração do subcompacto com que a Peugeot compete no segmento B. E este estudo apresenta-nos, ainda, o desenho da próxima geração de automóveis da marca francesa da Stellantis. APeugeot, no presente, prepara o futuro! Confirmo-o com O Polygon Concept, que é muito mais do que vemos nestas fotos, razão por detrás de digressão europeia que termina apenas no final de junho, mas já passou pelo nosso País. O objetivo é promover a próxima geração de automóveis da marca do leão tanto técnica, como visualmente. Apromessa é de (mais) inovação! o estudo apresenta-nos mudanças significativas no “design” na dianteira e na traseira, por exemplo, encontramos as três garras na horizontal e não na vertical e os logotipos iluminados (micro-LED é o nome da “fórmula”) =, no potencial de personalização (promove-o, por exemplo, o recurso a materiais reciclados tão fáceis de montar como de desmontar) e, ainda, na tecnologia (sistema de direção "Steer-by-Wire” e volante Hypersquare). A Peugeot, com o Polygon Concept, não demonstra apenas capacidade criativa. A marca do leão, pressionada quer pela obrigação de investir cada vez mais na área da eletrificação, quer pela concorrência dos fabricantes chineses, tem a ambição de permanecer no topo da indústria automóvel europeia e... reage! o estudo novo demonstra que o cumprimento de missão não é impossível, devido, sobretudo, ao facto de a diferenciar "q.b." das rivais. Plataforma STLA Small e i-Cockpit novo O Polygon Concept antecipa a terceira geração de carro fundamental para a marca francesa, o 208, segundo automóvel mais vendido em Portugal durante 2025 (7463 unidades), e o sétimo na Europa (185.096)! A primeira, recorda-se, foi apresentada em 2012 e a segunda encontra-se no mercado desde 2019. No futuro segmento B, que tem apresentação calendarizada para 2027, estreia da plataforma STLA Small da Stellantis, arquitetura compatível com a estratégia multienergia do consórcio na prática, admite motorizações elétricas, híbridas e térmicas, fórmula que facilita a adaptação da produção à velocidade de adesão à eletrificação. No próximo 208, geração nova do i-Co-ckpit apresentado pela Peugeot em 2012, no 208, e reinterpretado em 2023, no 3008. Para proporcionar experiência mais digital e intuitiva, menos botões e comandos no pai-nel de bordo, conceito importado dos “smartphones”. O Polygon Concent, os ecrãs no interior do carro são substituídos por projetor de informações no para-brisas (Head-Up Display), sistema com 24 cm de largura por 74 cm de altura. O programa permite reconfiguração em função das necessidades momentâneas, e muda de apresentação de acordo com o modo de condução (Cruise, Fun e Hyper) e altera a animação e a iluminação dentro e fora do subcompacto. Direção “Steer-by-Wire” e Hypersquare Paralelamente, e baseando-se em fórmula bem-sucedida importada da indústria aeronáutica, a marca propõe a recriação de equipamento que mudou pouco em mais de 100 anos de história do automóvel: o volante! O Hypersquare não é mais do que a reinterpretação extrema do módulo de controlo da direção, que passa a executar, eletronicamente, todas as ações do condutor, por combinar o desenho novo do comando com O "Steer-by-Wire” (ligação às rodas com recurso a impulso elétrico em vez de sistema mecânico), o que assegura mais agilidade e precisão, e beneficia a experiência e o prazer de condução. Na prática, assim, cria-se relação Homem-Máquina nova. Recentemente, a Lexus, na versão de topo do RZ, introduziu sistema (quase) igual. A divisão de luxo da Toyota chama-Ihe One Motion Grip. O controlo recorda-nos as forma das manches dos aviões comerciais e necessita só de 200 graus de rotação entre a posição neutra e o bloqueio (nas duas direções). A tecnologia, obviamente, encontra-se protegida Peugeot Polygon Concept por redundâncias, para aumento tanto da confiança, como da segurança na condução. Recorda-se o que escrevemos depois da experiência: “Exige período de adaptação e aprendizagem, mas estranha-se e entranha-sel”. O Hypersquare da Peugeot diferencia-se dos volantes convencionais pelas formas retangulares e por dispor de comandos nos quatro cantos para controlo de muitas funções do carro, através de toques simples com os polegares. E há, ainda, painel micro-LED que substitui a instrumentação clássica. A marca france-sa apresentou-nos o conceito no Inception Concept de 2023, promoveu-o no VivaTech de 2024 e, atualmente, continua a otimizá-lo para poder introduzi-lo na produção em série. O sistema tem as vantagens que encontrámos no RZ da Lexus: a baixa velocidade, o automóvel estaciona-se com movimentos muito pequenos no volante; a média e a alta velocidades, a direção reage sempre com sensibilidade (leia-se muito direta!). A sua utilização obriga a período de aprendizagem, que também é necessário para adaptação à ergonomia. Componentes, consumo e peso diminuem A ausência da coluna de direção permite, também, reinterpretar a configuração do interior do automóvel, sobretudo na consola central e no painel de bordo, que têm arquiteturas e desenhos diferentes do comum. Ensaia-se, ainda, abordagem nova à construção, sempre com a economia circular debaixo de olho , recurso massivo a materiais reciclados e muito fáceis de reciclar, diminuição expressiva do número de componentes para simplificar o desenvolvimento, a produção, a manutenção e a reparação. Vantagem extra: reduz o peso e, diretamente, o consumo de energia menos emissões de co2 nos carros com motores de combustão, mais autonomia nos elétricos! No Polygon Concept com duas portas que abrem ou fecham como “asas” (trata-se de solução que melhora muito o acesso a interior com apresentação minimalista, mas que não será aplicada no carro de produção em série, devido à complexidade e ao custo do sistema), bancos em plásticos reciclados e injetados com espuma, e fabricados com recurso à tecnologia de impressão 3D, processos desenvolvidos com a Nagami (Espanha) e a Sixinch (Bélgica). ? até os pneus GoodYear permitem personalização (gravações a laser nos flancos na mesma cor do carro). O Polygon Concept tem me-nos de 4 m de comprimento e motor elétrico, mas a Peugeot não comunica potência, capacidade da bateria e autonomia. Atualmente, na gama da marca, existe E-208 com 4,055 m de comprimento, motor elétrico com 156 cv/260 Nm alimentado por bateria com 54,0 kWh de capacidade nominal. Este subcompacto com velocidade máxima limitada, eletronicamente, a 150 km/h, acelera de 0 a 100 km/h em 8,5 e, por consumir apenas 14 kWh/100 km, segundo a homologação europeia WLTP, percorre até 433 km entre recargas. Três interpretações no Fortnite O Peugeot Polygon Concept, recorda-se, também está disponível digitalmente em videojogo com milhões de adeptos (Fortnite) , a Epic Games introduziu o título em 2017 e, segundo os números mais recentes, contabiliza 650 milhões de jogadores registados, com cerca de 120 milhões ativos/mês e entre um e três milhões/dia! o carro movimenta-se na Peugeot Polygon City, ilha virtual com o mesmo formato do Hypersquare. E existem três interpretações do estudo: urbana (Urban), desportiva (Player) e exploradora (Explorer). JOSÉ CAETANO