pressmedia logo

BMW DESISTE DA CONDUÇÃO AUTÓNOMA NÍVEL 3 NO I7 E OPTA PELO MAIS BARATO NÍVEL 2

Observador Online

2026-02-27 22:09:04

Os construtores, sobretudo os que navegam no segmento de luxo, têm dificuldade em não oferecer aos seus clientes os níveis mais avançados de condução autónoma. Mas a BMW vai retirar ao i7 o Nível 3. Todas as marcas querem oferecer aos seus clientes, especialmente os que adquirem modelos mais sofisticados e mais caros, os sistemas mais avançados de condução autónoma. Mas, na maior parte das vezes, isso implica custos elevados e sem sequer oferecer a possibilidade de o veículo se conduzir a si próprio, dispensando a intervenção do condutor. Os Níveis 2 e 3 de automação permitem que o automóvel assuma a direcção, o acelerador e o travão, mas com o condutor sempre em controlo no Nível 2 para, no Nível 3, o veículo assegurar todas as funcionalidades básicas em determinadas condições, com a obrigatoriedade de o condutor intervir sempre que necessário. A BMW já oferecia o Nível 3 no seu eléctrico topo de gama, o i7, mas vai realizar um downsizing e passar a disponibilizar somente o Nível 2. Tudo por uma questão de preço. Até aqui, a BMW equipava os seus i7 com Nível 3 de autonomia, um equipamento opcional que exigia um investimento adicional de 6.000EUR, uma vez que inclui sistemas dispendiosos como o LiDAR, completado com soluções de processamento cada vez mais potentes e rápidas. Mas, segundo o construtor germânico, a melhor solução para reduzir os custos consiste em recorrer a um sistema herdado da nova geração de veículos eléctricos da BMW, os Neue Klasse Technology, que dão origem ao iX3, o novo SUV eléctrico da marca germânica. O abandono de sistemas de ajuda à condução mais sofisticados não é uma opção exclusiva da BMW, uma vez que também a rival Mercedes e o grupo Stellantis tomaram uma decisão similar e trocaram o Nível 3 que disponibilizavam em alguns modelos topos de gama por um Nível 2, menos funcional e mais acessível. Isto significa que a BMW vai abrir mão do seu Personal Pilot L3, o sistema mais sofisticado da marca mas que funciona apenas até 60 km/h, abandonando-o em favor de um mais barato Nível 2. De acordo com a Automotive News, a BMW tinha de encaixar 6000EUR devido à inclusão do Nível 3 de condução autónoma mas, a partir de 2027, quando o próximo i7 chegar ao mercado (a seguir ao Verão), vai apenas ter de lidar com um custo adicional de 1.450EUR. A BMW propõe o i7 em Portugal a partir de 122.000EUR, na versão e-Drive50 (com 455 cv e 612 km de autonomia), com o preço a evoluir até aos 188.400EUR do i7 M70 e-Drive (659 cv e 559 km), pelo que não deveria ser difícil convencer alguém que paga quase 200 mil euros por um topo de gama eléctrico em adquirir por apenas mais 4550EUR um sistema de ajuda à condução mais sofisticado e evoluído, que incrementaria a segurança e o conforto de utilização. Sobretudo porque, tradicionalmente, entre estofos em pele, sistemas de som hi-fi, jantes de maior diâmetro e pneus mais largos e com perfil inferior e pintura mais sofisticada, os clientes da BMW investem pelo menos entre uma e duas dezenas de milhar de euros nos seus topo de gama. Alfredo Lavrador