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ELECTRÃO ENCAMINHOU PARA RECICLAGEM MAIS 25% DE PILHAS E BATERIAS EM 2025

Público Online

2026-02-27 22:09:04

O maior peso é das bateriais industriais, mas as de automóveis eléctricos começam a ganhar algum impacto, diz relatório anual desta entidade gestora de resíduos. A associação de gestão de resíduos Electrão recolheu e enviou para reciclagem no ano passado 1705 toneladas de pilhas e baterias usadas, o que representa um aumento de 25% relativamente a 2024. As baterias de veículos eléctricos representaram já 1% do total. Segundo dados da associação, em 2025 a rede Electrão tinha dez mil pontos de recolha em todo o país, mais 572 do que no ano anterior. A recolha de baterias industriais liderou, com um crescimento de 26%. Estas são provenientes sobretudo de actividades empresariais. A recolha e reciclagem destes dispositivos aumentaram, de um ano para o outro, de 957 para as 1201 toneladas, adianta a organização. Quanto às chamadas "pilhas portáveis" (usadas em equipamentos eléctricos do dia-a-dia, como telecomandos e brinquedos), a rede Electrão recolheu e enviou para reciclagem mais 17% do que no ano anterior, o que equivale a um crescimento de 412 para 481 toneladas. As baterias de veículos eléctricos e de meios de transporte ligeiro, como bicicletas e trotinetes eléctricas, representam já 1% do material recolhido. No total, foram recolhidas 23,3 toneladas de baterias destas formas de mobilidade, "que já tem grande expressão, sobretudo nas zonas urbanas, com tendência a intensificar-se", diz o comunicado da Electrão. Das 1705 toneladas de pilhas e baterias recolhidas como resíduos, a Electrão avançou que 1369 toneladas foram revalorizadas. "Estes resultados são fruto do esforço operacional, mas constituem também um sinal claro de que Portugal está a posicionar-se para responder ao maior desafio europeu da próxima década, a autonomia em termos de matérias-primas críticas", considerou o director de Eléctricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado, citado na nota de imprensa. Recolher matérias-primas críticas "O aumento do número de locais de recolha - que podem ser consultados em www.ondereciclar.pt - é fundamental para os resultados alcançados, que só têm sido possíveis em colaboração com municípios, distribuição, empresas e instituições, operadores de gestão de resíduos", refere a Electrão. "Todas as lojas que comercializam estes produtos têm que assegurar a retoma das pilhas e baterias entregues pelos cidadãos e este constitui um canal com grande potencial", recorda a organização que organiza a reciclagem. "As pilhas e baterias não são apenas resíduos: são fontes de lítio, cobalto e outros materiais de que a Europa depende. Recuperá-los, mais do que uma boa prática ambiental, é uma estratégia geopolítica", diz o comunicado. Por esse motivo, o regulamento europeu das matérias-primas críticas considera a reciclagem uma prioridade estratégica, uma das bases da economia circular. A União Europeia quer garantir que 25% das matérias-primas críticas de que precisa vêm da reciclagem, o que pressupõe a necessidade de identificar, separar e processar resíduos que, até agora, se perdiam em fluxos convencionais. As baterias de iões de lítio, por exemplo, contêm materiais valiosos que antes ficavam diluídos em metais comuns como ferro, alumínio ou aço, exemplifica a Electrão. Além disso, as pilhas e baterias, sobretudo as de iões de lítio, que estão cada vez mais presentes em equipamentos do quotidiano, representam um risco significativo de incêndio se forem danificadas, armazenadas de forma incorrecta ou descartadas. Foram recolhidas 23,3 toneladas de baterias de automóveis eléctricos Norihiko Shirouzu/REUTERS Lusa