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CINCO CARROS DESPORTIVOS POR MENOS DE 20 MIL EUROS

Razão Automóvel Online

2026-03-01 22:05:49

Quem disse que era preciso rebentar o orçamento para ter um carro divertido na garagem? Estes 5 modelos estão todos abaixo dos 20 mil euros Quem disse que era preciso rebentar o orçamento para ter um carro divertido na garagem? Estes cinco modelos estão todos abaixo dos 20 mil euros. Os automóveis novos estão mais caros do que nunca. A escalada de preços dos últimos anos afetou todo o mercado, dos pequenos utilitários aos superdesportivos, mas em Portugal o fenómeno tem contornos ainda mais expressivos. A nossa fiscalidade automóvel continua fortemente assente na cilindrada, penalizando mais os modelos com motores mais generosos - precisamente aqueles que, muitas vezes, associamos aos automóveis mais divertidos. E nem sequer é preciso visitar motores de seis ou oito cilindros. Da maneira que Portugal olha para os automóveis, basta um pequeno bloco de 2,0 litros para inflacionar em vários milhares de euros o preço de um carro novo. Ainda assim, se procura um carro com pedigree desportivo, não desista já: o mercado de usados continua a oferecer oportunidades interessantes para quem quer um carro com prestações sérias e caráter dinâmico bem vincado. Reunimos cinco propostas distintas, todas com argumentos sólidos e presença real no mercado nacional. E têm todas algo em comum: podem encontrar-se por menos de 20 mil euros. Mazda MX-5 (ND) O Mazda MX-5 (ND) trouxe de volta a leveza e a simplicidade que definiram o conceito original do roadster japonês e que muitos acham ter sido algo esquecida na terceira geração (NC). © Thomas V. Esveld / Razão Automóvel Para quem privilegia sensações em detrimento de números absolutos, o MX-5 (ND) é uma escolha à prova de bala . Lançado em 2015, o MX-5 (ND) apostou numa imagem totalmente nova, mais dinâmica, e recorreu a uma fórmula infalível: tração traseira, peso baixo (cerca de uma tonelada nas versões mais leves) e caixa manual. As primeiras unidades surgiram com o motor Skyactiv-G (sempre naturalmente aspirado) de 1,5 litros de 131 cv e o 2,0 litros de 160 cv. Em 2018, o de 1,5 litros ganhou 1 cv e o 2,0 litros evoluiu para os 184 cv. O primeiro tem a vantagem clara dos consumos, ainda que obrigue a algum trabalho de caixa. O segundo tem mais vida nos regimes baixos e desbloqueia um nível de diversão extra no MX-5. As versões de 1,5 litros e os primeiros 2,0 litros de 160 cv são as que mais facilmente se aproximam da fasquia dos 20 000 euros no mercado nacional. Pode encontrar unidades nesta faixa de preço no PiscaPisca. Independentemente da versão que escolher, o MX-5 nunca será o mais rápido desta lista, mas poucos oferecem uma experiência de condução tão pura. Renault Clio R.S. 2.0 (197 cv) A Renault Sport, que fechou portas em 2021, deixou um legado que dificilmente será esquecido entre os adeptos das versões apimentadas de carros de produção. Do Clio V6 ao Twingo R.S. Gordini, haveria muitos modelos para falar, mas escolhemos um dos que mais saudades nos deixou: o Renault Clio R.S. 2.0 ou como muitos gostam de lhe chamar, o último dos Clio R.S. com motor atmosférico. © Renault Sport Para muitos puristas, o Clio R.S. 2.0 com 197 cv é um dos últimos hot hatch verdadeiramente analógicos. E é precisamente pelo bloco de 2,0 litros com 197 cv que temos de começar, porque ele era o coração e a alma da versão R.S. do Clio de terceira geração. Estava associado a uma caixa manual de seis velocidades, acelerava dos 0 aos 100 km/h em 6,9s e atingia os 215 km/h de velocidade de ponta. Mas os números só contam parte da história deste modelo, que tinha um chassis que ainda hoje tem lugar no Monte Olimpo dos hot hatch, onde também vive o Mégane R.S. de terceira geração: Equilibrado, muito comunicativo e com uma entrega de binário progressiva, o Renault Clio R.S. 2.0 recompensava quem gosta de trabalhar a caixa e manter o motor nos regimes mais altos. No mercado nacional, continua a ser possível encontrar unidades entre os 16 500 e os 18 000 euros, dependendo do estado de conservação e dos quilómetros feitos. No PiscaPisca encontra pelo menos três unidades nesta faixa de preço. Ford Fiesta ST200 O Ford Fiesta ST foi, durante muitos anos, um dos reis dos hot hatch compactos. Só não o é agora porque a marca da oval azul resolveu acabar com a sua raça. Infelizmente. © Ford O ST200 foi apresentado no Salão de Genebra de 2016 e era, na época, o Ford Fiesta de produção mais potente de sempre. Mas continua a ser possível apanhá-los no mercado de usados e há vários exemplares que cabem no orçamento de 20 mil euros que definimos para este exercício - pode vê-los abrindo esta ligação. Encontram opções de 2021 e 2022, já com o motor de três cilindros com 200 cv. Mas recuámos no tempo para recomendar o Fiesta ST200 da geração anterior, que tem outro potencial de valorização. Lançado em 2013, o Fiesta ST desta época recorria a um bloco de quatro cilindros e 1,6 litros que entregava 182 cv e 240 Nm. Essa seria a base para, três anos depois, a Ford apresentar o Fiesta de produção mais potente sempre até à data. Assim nascia o Fiesta ST200, com 200 cv (215 cv em overboost, durante 20s) e 290 Nm de binário. A aceleração dos 0 aos 100 km/h cumpre-se em cerca de 6,7 segundos e a velocidade máxima ronda os 230 km/h. Mas mais do que os números, era o acerto do chassis que o distinguia: direção bastante direta, eixo dianteiro incisivo e uma traseira suficientemente móvel para nos deixar de sorriso na cara. Honda Civic Type R (EP3) O EP3 foi o primeiro Civic Type R a ser comercializado na Europa e apesar do aspeto mais quadradão , era um desportivo fabuloso. Talvez por isso ainda continue a ser um dos hot hatch mais desejados da sua geração. © Honda Os anos passam mas o Honda Civic Type R (EP3) continua a ser um dos hot hatch mais desejados da sua geração. O motivo? Tinha quase tudo o que se exige a uma proposta deste tipo. Um chassis super bem afinado pelos engenheiros nipónicos da Honda, uma direção comunicativa q.b. e o famoso motor K20A2, com 2,0 litros, atmosférico, VTEC, que desenvolvia 200 cv e chegava às 8100 rpm. Associado a tudo isto, a fiabilidade mecânica da Honda. Este motor era capaz de aguentar até os piores tratos em pista. E é também por isso que é comum encontrar unidades com mais de 200 mil quilómetros em circulação, além de ser uma excelente base de preparação para quem quer construir uma máquina infernal para track days. Os preços têm vindo a subir nos últimos anos, mas ainda surgem alguns exemplares abaixo dos 20 000 euros, sobretudo com muita quilometragem. Pode encontrá-los em PiscaPisca. MINI John Cooper Works (F56) Por fim, o MINI John Cooper Works, que representa a interpretação mais musculada do MINI moderno. A geração F56, lançada em 2015, utiliza um motor de quatro cilindros com 2,0 litros turbo, entrega 231 cv e 320 Nm e era, à época, o MINI de produção mais potente de sempre. © MINI O MINI John Cooper Works representa a interpretação mais musculada do MINI moderno Disponível com caixa manual de seis velocidades ou automática Steptronic, o MINI JCW (F56) era capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,3 segundos (-0,2s com a caixa automática), ao mesmo tempo que mantinha o feeling de kart que sempre caracterizou o modelo. Contudo, face aos antecessores, sentia-se mais crescido e bem comportando, muito por culpa da frente muito eficaz. Se aprecia mais uma sensação mais analógica pode fazer sentido olhar para a geração anterior do modelo, mas esta acaba por ser mais equilibrada. No mercado de usados em Portugal, os valores deste modelo tendem a posicionar-se na fronteira dos 20 000 euros para as primeiras unidades de 2015: encontra alguns exemplares no site do PiscaPisca. Dito isto, não há escolhas certas ou erradas. São cinco carros com perfis diferentes e com tipos de utilização distintos. Mas qualquer um é capaz de oferecer uma experiência de condução envolvente e de nos deixar com um sorriso de orelha a orelha. E isso, num desportivo, conta mais do que tudo o resto. Certo? Miguel Dias