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1 IGNIÇÃO FIM DE LINHA JÁ - DE 2026 NÃO PASSARÁS!

Turbo

2026-03-01 22:06:03

Comprar um automóvel em fim de vida tanto pode ser assumido como um passo arriscado (desvalorização na revenda, ausência de algumas tecnologias mais avançadas, etc) como a última oportunidade para termos aquele modelo que já amadureceu em termos de fiabilidade e com o conjunto de características que mais valorizamos. Em 2026 há vários modelos que saem dos catálogos de oferta das diferentes marcas e, apesar dos ventos de forte mudança que sopram, temos a certeza de que muitos vão deixar saudades ALFA ROMEO STELVIO Apresentado em 2016, o Stelvio foi o primeiro SUV da Alfa Romeo e, ao preservar a dinâmica e o toque desportivo da marca italiana, conquistou de imediato o respeito dos conhecedores da marca e principalmente, dos que queriam aderir à moda dos "quase jipe” sem prescindir do prazer de condução. Construído sobre a plataforma Giorgio que serve, também, o Giulia, o Stelvio desempenhou um papel fundamental na reabilitação da imagem da Alfa Romeo (chegou a ser o modelo mais vendido nalguns mercados) graças ao interior que conjuga requinte e o espirito desportiva da Alfa [como recordamos no ensaio à versão Intensa que publicamos nesta edição), e o prazer de condução e dinâmica que, para muitos, só tinha paralelo no Porsche Macan. A Alfa Romeo, que tinha “sonhado” ser totalmente elétrica em 2027, acordou para a realidade e os seus responsáveis reformularam totalmente essa estratégia que deveria ter tido como ponto cimeiro o lançamento do novo Stelvio precisamente agora, em janeiro de 2026. A atual direção da marca congelou o lançamento do Stelvio, que adotará a plataforma STLA-Large mas, ao contrário do que estava previsto, terá versões híbridas a gasolina. Do portefólio não fará parte, porém, o excelente motor a gasóleo de 2.2 litros com 210 cv que serve a versão Intensa, ainda em comercialização, cheia de equipamento importante, como a tração integral (Q4) e a suspensão ativa. BMW SÉRIE 8 Tudo começou com o lendário E31. Apresentado em 1989 no Salão de Frankfurt, o primeiro Série 8 foi um salto quântico.com faróis escamoteáveis e uma siIhueta em cunha que parecia vir do futuro, foi o primeiro automóvel de produção a combinar um motor v12 com uma caixa manual de seis velocidades. Em 2018, após um hiato de quase duas décadas, a BMW resgatou o Série 8. Devia ser o expoente máximo da gama, mas o Série 8 G15 trocou a exclusividade pelo populismo. Deixou de ser um coupé. Ganhou uma versão descapotável e um Gran Coupé de cinco portas. Não foi consensual e a diminuição da procura reservou-lhe um destino igual ao do BMW Z4. Há rumores que sugerem um possível regresso na forma de Gran Coupé exclusivamente elétrico, mas o certo é que a produção acaba em abril. BMW Z4 Apresentado em 2002, em plena vigência da equipa de design liderada por Chris Bangle, o desenho ousado do BMW Z4 rompia com as linhas clássicas do z3. Foi, provavelmente, a aplicação mais consensual da linguagem de design denominada Flame Surfacing, OO Série 7 da época. Iniceleuma provocou no que tanto cialmente disponível apenas como roadster com capota têxtil (E85). 0 z4 ganhou uma versão coupé (E86) em 2006. A segunda geração (E89) chegou em 2009, com o BMW Z4 a render-se à moda das capotas rígidas retráteis. A terceira geração (G29) foi desenvolvida em parceria com a Toyota, partilhando motores e chassis com 0 GR Supra. A produção foi entregue à Magna Steyr, que no final de março vai encerrar a linha do BMW Z4. A diminuição da procura em conjunto com a mudança estratégica da BMW para modelos elétricos e SUV ditou o fim do roadster. ALPINE A11O AAlpine que dominou os ralis no iníIcio dos anos 70 do século passado ressurgiu em 2017 com o A 110, um desportivo que pretendia rivalizar com o Porsche Cayman na dinâmica e no preço. De série especial em série especial, à procura da exclusividade que nunca alcançou pela via da entrega de uma condução verdadeiramente apaixo-nante, o Alpine a 110 não foi capaz de capitalizar a imagem construída pela marca, o que terá acelerado a decisão de uma subjugação completa à eletrificação, anunciada em 2023. Porém, O que era “full electric", já não é o mundo maravilhoso que levou ao lançamento do A 290, outra confusão que em nada ajudou à clarificação daquilo que a Alpine quer realmente ser. Assim, o futuro A 110 que era para ser 100% elétrico afinal poderá vir a te versões híbridas, com a Alpine a prometer um desportivo que terá no peso reduzido e na potência argumentos para fazer esquecer o atual A11O cuja produção termina já em março. Deixando poucas saudades e uma depreciação assinalável face ao tal rival da Porsche, por exemplo. FORD FOCUS Anotícia de que o último Ford Focus tinha deixado a linha de montagem em Saarlouis, Alemanha, no dia 15 de novembro de 2025 deixou o mundo automóvel europeu em estado de choque. No entanto, tratou-se de uma morte anunciada em 2022, em conjunto com o Mondeo e o Fiesta, como parte da reestruturação da Ford como fabricante de SUV e crossover elétricos. Apesar de já não ser fabricado, ainda vai a tempo de encomendar um dos últimos exemplares daquele que chegou a ser uma referência do segmento c. A afinação do chassis, em particular da suspensão, colocou o Focus em vantagem em inúmeros testes com-parativos. Se o comportamento das versões "“normais" mereceu elogios, o que dizer do Ford Focus RS, com motor 2.3 de 350 Cv? Uma verdadeira lenda! Sem perspetivas de sucessor para o Focus, a Ford encerrou um ciclo que começou em 1998 com o lançamento do sucessor do Escort. Ao longo de 27 anos, as vendas globais ultrapassaram OS 12 milhões de unidades. HONDA CIVIC TYPE R Na verdade, a produção do Honda Civic Type R para a europa terminou em 2025, com o lançamento de uma edição especial denominada Ultimate Edition, limitada a 40 unidades, 15 das quais rumaram a Portugal. A razão para a saída da Europa? A incontornável caça às emissões... isso mesmo! Um desportivo com motor 2.0 turbo de 330 cv e um comportamento de eleição cancelado na secretaria. Lançado em 1997 (EK9), o Honda Civic Type R viu a produção limitada ao arquipélago japonês. As unidades que "escaparam" são muito cobiçadas pelo motor 1.6 B16B, famoso pelas 8200 rpm, e pelos 1050 kg. A ventura europeia do Civic Type R começou em 2001, com a segunda geração (EP3), produzida no Reino Unido. Seguiram-se mais quatro gerações, sempre a inscrever o nome nos livros de recordes dos veículos com tração dianteira. JEEP WRANGLER Ofim do Jeep Wrangler como o conhecemos na Europa está próximo. Sinónimo de aventura e do “american way of life” o Wrangler está a desaparecer dos concessionários Jeep, vítima da caça às emissões. A história do Wrangler começa nos campos de batalha da segunda Guerra Mundial, com o Willys MB, que viria a evoluir para O CJ (Civilian Jeep , Jeep Civil) no final do conflito. Em meados da década de 80 do século passado, a Jeep refresca a imagem da lenda e em 1986 surge O Wrangler YJ. Seguiram-se as versões TJ (1996), JK (2007) e a atual JL (2018). A continuidade da lenda parece estar garantida com o Jeep Recon, um SUV elétrico que promete perpetuar a herança genética do Wrangler. TESLA MODELSEX Será o fim da tesla enquanto fabricante de automóveis? ê pouco provável. No entanto, não há como ignorar uma nova orientação da empresa depois de Elon Musk anunciar final da produção do Model s e do Model x para o primeiro trimestre de 2026, altura em que as respetivas linhas de montagem, em Freemont, EUA, serão reconvertidas para a produção de robots humanoides Optimus. A quebra de vendas e receitas do setor automóvel parece estar a orientar a Tesla em direção à inteligência artificial e à robótica. Lançado na Europa em 2013, O Model S foi o primeiro automóvel elétrico produzido em grande escala pela Tesla. O Model x, com as portas traseiras de abertura vertical Falcon Wings, chegou em 2016 para posicionar a Tesla em território SUV. No entanto, a estreia dos Model 3 e Model y, mais pequenos e baratos, acabou por relegar os modelos originais para um plano secundário, que acabou por ditar o seu fim. com lançamento em 2021 e fim de produção em 2025, o Mercedes EQB tem um dos ciclos de vida mais curtos do mercado automóvel. No entanto, a decisão de encerrar a produção do EQB não se deve a um fracasso, mas sim à velocidade da inovação. Baseado numa plataforma partilhada com motores a combustão, o EQB atingiu o fim do ciclo de vida planeado, para dar lugar a uma nova geração construída sobre a plataforma do CLA. O novo Mercedes GLB promete mais espaço, tecnologia e a opção dos sete lugares. Vai estrear com versão elétrica com bateria de 85 kWh e tecnologia de 800 v para carregamentos rápidos. MERCEDES EQB VOLVO 590 m E V90 ançados em 2016, o s90 e a v90 permitiram à Volvo desafiar diretamente o trio germânico Audi A6, BMW Série 5 e Mercedes Classe E, oferecendo uma alternativa focada no bem-estar, na segurança ativa e no luxo discreto do minimalismo escandinavo. Não chegaram a durar uma década. Em 2025 a Volvo anunciou o final da produção da berlina e da carrinha, como parte da estratégia de eletrificação total da marca até 2030. Para muitos a despedida mais dolorosa é a da V90. Afinal, a Volvo construiu a reputação mundial sobre o conceito de carrinhas familiares robustas e espaçosas. A v90 foi o pináculo dessa linhagem. Vw TOUAREG oTouareg lançado em 2002 destacou-se pela incorporação de muitas tecnologias inéditas. A primeira geração (2002 a 2010) vendeu mais de 1,2 milhões de unidades, um sucesso assente na versão V10 TDI com 313 cv. bem como a estreia da suspensão pneumática. Quanto à segunda geração (2010-2018) estreou um conjunto híbrido (um v6 com 333 cv associado a um motor elétrico com 46 cv) com 380 CV. Por fim a terceira geração, apostou numa aparência mais sofisticada e na propulsão híbrida plug-in com 462 Cv. A Volkswagen ja anunciou que o modelo atual deixará de ser produzido em março, assinalando a despedida com uma Final Edition recheada de equipamento.