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GENERAL CARTAXO ALVES PROMOVIDO A CEMGFA

Público

2026-03-01 22:06:03

Força Aérea não tinha um militar no cargo desde 2014, altura em que foi ultrapassado no processo de rotação dos ramos O Governo propôs ao Presidente da República o general João Cartaxo Alves para o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), decisão que poderá representar o regresso de um militar da Força Aérea ao cargo após 12 anos. De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, que se reuniu anteontem electronicamente, o Governo decidiu propor a Marcelo Rebelo de Sousa o nome do actual chefe militar da Força Aérea, o pilotoaviador João Cartaxo Alves, para comandar o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), e o do tenente-general Sérgio Roberto Leite da Costa Pereira para lhe suceder no cargo e comandar a Força Aérea, com efeitos a partir de 1 de Março. O executivo propôs também ao Comandante Supremo das Forças Armadas a recondução do general Eduardo Mendes Ferrão no cargo de chefe do Estado-Maior do Exército, para um novo mandato de dois anos. A Força Aérea não tem um militar a assumir a chefia do EMGFA desde 2014, nessa altura com o general Luís Esteves de Araújo, que cumpriu um mandato de três anos. Cartaxo Alves pode assim suceder no cargo ao general José Nunes da Fonseca, militar do Exército, cujo mandato termina a 1 de Março. A Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas estabelece que o CEMGFA e os chefes militares dos ramos são nomeados e exonerados pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, após consulta dos conselhos superiores militares. Cartaxo Alves, de 63 anos, defende a transição dos actuais F-16 para as aeronaves norte-americanas F-35, de quinta geração, como essencial para a soberania nacional. Deu seguimento e desenvolveu ainda o projecto do KC-390 e das Supertucano, aeronaves adquiridas à brasileira Embraer nas quais são introduzidas tecnologias nacionais para as adequar aos padrões NATO e União Europeia, com lucro para o Estado português. Marcelo Rebelo de Sousa ainda dará posse aos novos chefes de Estado-Maior antes de terminar o seu mandato, dia 9. Lusa