MUSEU DE PENSAMENTO E ARTE CONTEMPORÂNEA INAUGURA EM ABRIL DE 2026 EM BRAGA
2026-03-03 22:06:09

Com inauguração prevista para abril de 2026, o MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst será um novo museu dedicado à arte contemporânea, à filosofia e ao debate público, em Braga. Fundado pelo dstgroup, empresa com presença relevante em vários setores de atividade, com destaque para a construção civil, obras públicas, energia ou telecomunicações, o MUZEU tem como objetivo estudar e valorizar a coleção de arte contemporânea da instituição, procurando promover o gosto pela arte e cultura de forma mais abrangente e, dessa forma, influenciar positivamente os decisores para a promoção de uma vida mais justa e feliz para todos. MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst Criada ao longo das últimas quatro décadas pelo presidente do dstgroup, José Teixeira, sendo, hoje, uma das mais significativas coleções privadas de arte contemporânea em Portugal, a coleção possui mais de 1.500 obras de 240 artistas nacionais e internacionais. Destaque para nomes como Pablo Picasso, Anselm Kiefer, Nan Goldin, Richard Long, Candida Höfer, André Butzer, Sue Webster &Tim Noble, Caio Reisewitz, Jason Martin, Paula Rego, Helena Almeida, Pedro Cabrita Reis ou Julião Sarmento, entre muitos outros, artistas e obras com forte dimensão poética, filosófica e política, abordando questões como memória, poder, identidade, trabalho, resistência e liberdade. O MUZEU irá funcionar como um fórum aberto para a filosofia e para a arte, com um programa que reúne uma ampla variedade de intervenientes, através de exposições, palestras, performances e música, reforçando o papel do museu como espaço de intervenção e promoção cívica e política. Além disso, o MUZEU será um local de reflexão e inspiração para os 3000 funcionários do dstgroup, oferecendo aos trabalhadores a oportunidade de se requalificarem e melhorarem as suas competências através de formação em funções relacionadas com a área de museologia, tais como guias de exposições, conservação e gestão de coleções, ou mesmo programas e eventos específicos para funcionários. MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst O MUZEU será inaugurado com o programa “Abrir Abril”, o primeiro ciclo de programação, que decorrerá de 23 de abril a 31 de outubro de 2026. Abrir Abril assinala o aniversário da Revolução dos Cravos e reflete sobre a revolução como um momento de rutura e transformação coletiva. Baseando-se no pensamento do historiador Reinhart Koselleck, Abrir Abril aborda a revolução não apenas como uma sequência de eventos políticos, mas como uma experiência do tempo histórico em que as relações sociais e os imaginários futuros são rapidamente reconfigurados. Mais de cinquenta anos depois, num momento de tensões sociais, políticas e ambientais, Abrir Abril revisita os valores comunitários associados à revolução: democracia, liberdade, participação cívica e defesa intransigente dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst No centro do programa de abertura estará a exposição inaugural “Sejamos realistas, exijamos o impossível”, de 23 de abril de 2026 a 23 de outubro de 2027. Ao longo de quatro pisos expositivos com aproximadamente 3.000 m², apresenta mais de 100 obras de 96 artistas, 40 portugueses e 56 internacionais, provenientes da Coleção de Arte Contemporânea do dstgroup. O título da exposição faz referência ao slogan associado ao filósofo germano-americano Herbert Marcuse e aos protestos estudantis parisienses de 1968. A expressão sintetiza a rejeição da ideia de que os sistemas sociais, políticos e económicos existentes representam a única realidade possível, afirmando, pelo contrário, a legitimidade da imaginação, da dissidência e da transformação.Além dos já referidos, entre os artistas presentes na exposição inaugural encontram-se, ainda, Alex Katz, Ana Vidigal, Ângela Ferreira, Annie Leibovitz, Artur Lescher, Axel Hütte, Délio Jasse, Eduardo Batarda, Fernão Cruz, Francesco Clemente, Franz West, Gary Webb, Isabel Muñoz, Jean-Baptiste Huynh, João Penalva, José Bechara, José Pedro Croft, Julian Opie, Manuel Rosa, Muntean & Rosenblum, Nan Goldin, Pedro Calapez, Peter Zimmermann, Rui Sanches, Susy Gómez, entre muitos outros. É dado particular destaque à obra do artista brasileiro Miguel Rio Branco e do artista português Rui Chafes, cujas práticas intensificam a tensão entre a transgressão e a contenção poética. Com curadoria de Helena Mendes Pereira, Diretora, Curadora e Programadora Artística do MUZEU, Sejamos realistas, exijamos o impossível articula uma visão curatorial ancorada na capacidade de transformação social, política e poética da arte contemporânea. MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst O MUZEU acolherá, também, um espaço permanente para as obras do artista Anselm Kiefer, uma das figuras mais importantes da arte contemporânea e presença fundamental na coleção de José Teixeira. O trabalho de Kiefer, que abrange pintura, escultura, montagem e fotografia, confronta a história e a responsabilidade ética, abordando o passado da Alemanha e a persistência de suas consequências no presente. Através de obras com forte carga material que incorporam chumbo, cinzas, palha, terra e cimento, Kiefer transforma a arte num espaço de confronto, resistindo à banalização do mal e ao apagamento da memória. MUZEU , Pensamento e Arte Contemporânea dst Reabilitação pensada por Carvalho Araújo O MUZEU encontra-se instalado no antigo Tribunal Judicial de Braga, no centro histórico de Braga. Projetado pelo arquiteto bracarense José Carvalho Araújo, com longa ligação ao dstgroup, o edifício foi transformado num museu de cinco andares, composto por quatro pisos de exposição e um auditório. O projeto integra ainda elementos arqueológicos com ligações ao perfil industrial do dstgoup, que coabitam com elementos históricos de Braga, nomeadamente, a mais antiga secção da muralha da cidade que começou a ser construída no século XIV e um poço do mesmo período. De frente para a Praça do Município, a fachada apresenta uma intervenção escultórica permanente do artista português José Pedro Croft, estabelecendo uma forte ligação conceptual entre o edifício, a coleção de arte contemporânea e a cidade. Hit The Road, de Pedro Calapez Inauguração com dança, música e performance A entrada no MUZEU será gratuita para o público durante toda a semana de inauguração, a começar dia 25 e até 30 de abril de 2026, com vários motivos de interesse, como, por exemplo, a revelação de uma nova obra site-specific na fachada do museu, da autoria de José Pedro Croft, um dos artistas visuais portugueses com maior reconhecimento internacional. O dia da inauguração continua com uma visita guiada coreografada à exposição, desenvolvida em colaboração com a Companhia Nacional de Bailado, oferecendo uma abordagem performativa do contacto com a obra de arte contemporânea. O dia terminará com a estreia de “O Círculo das Contas de Filigrana Dourada: Ligações Históricas entre a Bahia e Viana do Castelo”, uma performance de Rita GT, criada em colaboração com os conjuntos vocais Cantadeiras Ohùn Obìnrin e Cantadeiras do Vale do Neiva, reunindo as tradições vocais afro-brasileiras e do norte de Portugal, num diálogo transatlântico que destaca histórias partilhadas, património oral e memória coletiva. O Libertino de JPV Antes, no dia 24 de abril, o museu abre com acesso exclusivo para os funcionários do dstgroup, com uma intervenção de rua em grande escala intitulada “A Poesia está na Rua”. Desenvolvida em colaboração com a Oficina Arara, um coletivo artístico sediado em Porto, conhecido pelo seu trabalho participativo e socialmente empenhado no espaço público, e com o Doutor Urânio, um artista performativo cuja prática combina sátira, cultura popular e ritual cívico através de ações itinerantes e estruturas esculturais de desfile, a intervenção transforma o espaço entre a Praça do Município e a Praça Conde Agrolongo numa ação poética coletiva, que marca a abertura ao público do MUZEU. Paralelamente ao programa expositivo, o MUZEU apresenta uma programação contínua de conferências, performances, concertos de jazz, sessões de escuta, oficinas de filosofia para crianças e visitas guiadas durante a semana inaugural, integrada no programa mais extenso que marcará os primeiros meses do novo museu de Braga. Com horários pensados para privilegiar públicos de trabalhadores, famílias e comunidades locais, destaque também para o facto de estudantes, professores, artistas, profissionais da cultura e colaboradores do dstgroup terem acesso gratuito todos os dias e, ainda, para o “Vêm à Quinta-feira”, com horário alargado e entrada gratuita durante todo o dia para o público em geral. TagsAndré Butzer Anselm Kiefer Braga Caio Reisewitz Candida Höfer cultura Helena Almeida Jason Martin Julião Sarmento museu MUZEU Nan Goldin Pablo Picasso Paula Rego Pedro Cabrita Reis Pensamento e Arte Contemporânea dst Richard Long Sue Webster &Tim Noble Filipe