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FCTUC EMPRESTA CASA PARA PROJECTO-PILOTO EUROPEU PARA AUMENTAR POUPANÇAS ENERGÉTICAS EM EDIFÍCIOS

PC Guia

2026-03-03 22:06:15

Os projetos-piloto do BungEES = Building Up Next-Generation Smart Energy Services Offer and Market Up-take, uma iniciativa europeia com participação do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), demonstraram que é possível «alcançar poupanças energéticas entre 15 e 30% em edifícios residenciais e de serviços». Entre os contributos da FCTUO está a criação de um modelo "one-stop-shop", que concentra, num único ponto de contacto, serviços como «painéis solares, baterias, carregadores de veículos eléctricos e auditorias energéticas». A solução prevê que, no futuro, os consumidores «possam ser remunerados pelo apoio prestado à estabilidade da rede», assumindo um «papel activo» no sistema energético. o próprio edifício do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da FCTUC serviu como «laboratório» deste projecto: aqui, foram testadas soluções de automação baseadas em loT, aplicadas à climatização, armazenamento em baterias, carregamento inteligente de veículos elétricos e produção solar fotovoltaica. Segundo a universidade, o objetivo consistiu em «disponibilizar serviços de flexibilidade à rede nacional ao converter edifícios em «centrais eléctricas virtuais». Em paralelo, decorreram testes no sector habitacional de Coimbra, esclarece a FCTUC. «O BungEES demonstrou que é possível reduzir as faturas de eletricidade e as emissões de co2 sem sacrificar o conforto dos utilizadores», afirma Nuno Quaresma, coordenador do projecto e investigador do ISR. o mesmo responsável refere que a aplicação de algoritmos de automação «permitiu que os consumidores deslocassem o seu consumo para horários de menor carga, evitando sobrecargas na rede eléctrica nacional». Este projecto foi igualmente desenvolvido na Alemanha, França, Espanha, Eslováquia e República Checa e «alinha-se directamente» com o plano Fit for 55 da União Europeia, que prevê uma «redução de 55% das emissões até 2030».