PRODUÇÃO LOCAL E NOVOS MODELOS. MG APOSTA FORTE NA EUROPA
2026-03-05 22:04:02

A MG tem uma forte aposta na Europa, onde recentemente superou o milhão de vendas de automóveis. E o investimento é para reforçar, com planos delineados para o futuro - como a expansão da gama ou a produção local. De origem britânica, a MG tem atualmente propriedade chinesa, mas quer continuar a aumentar a sua pegada na Europa - incluindo com produção local, estando a estudar potenciais localizações. Em fevereiro, a marca anunciou ter alcançado a fasquia do milhão de automóveis vendidos no Velho Continente - isto menos de 20 anos depois de ter voltado em 2008. A sua gama é composta por carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in. É um número alicerçado no investimento feito, incluindo em modelos particularmente talhados para os clientes europeus. Atualmente, a MG tem presença no Reino Unido com um centro de engenharia em Birmingham e um estúdio de design em Londres, Também há um centro de engenharia em Frankfurt (Alemanha) - o que deixa bem vincada a ambição de crescimento existente. William Wang, diretor da MG para a Europa, reiterou numa entrevista ao site Automotive News Europe: "É altura de produzir localmente. Vemo-nos como uma marca local". Posto isto, a escolha dos sítios de produção será criteriosa, tendo em conta aspetos como apoios governamentais ou a cadeia de abastecimento: "Precisamos simplesmente de assegurar que a nossa decisão é correta", disse o dirigente. Neste momento, a procura centra-se em cinco países. Difícil, será aceder à capacidade existente na região: "Os proprietários não a querem partilhar conosco", reconheceu. Desde outubro de 2024 que a União Europeia aprova tarifas de importação adicionais para veículos totalmente elétricos produzidos na China - uma medida de proteção contra uma concorrência que considera desleal, pelos subsídios que as empresas daquele país recebem do Estado. Produzir na Europa é uma forma de mitigar estas condicionantes. Por outro lado, a estratégia da marca da SAIC passa por ter uma gama de 18 modelos no mercado europeu nos próximos dois anos - atualmente são dez. William Wang não diz quais poderão ser as futuras propostas para a Europa, mas há candidatos como o MG 8 híbrido plug-in - que é uma berlina. No mês passado, a publicação britânica Auto Express noticiou que no próximo ano deverá surgir o MG2 - um modelo de entrada de gama, numa alternativa 100 por cento elétrica ao MG3. Jozef Kaban, vice-presidente de design global, descreveu-o como "o bebé fofo da família". Já David Allison, diretor de produto e planeamento para o Reino Unido, falou à mesma publicação de "uma verdadeira oportunidade de um ponto de vista do design e da forma como a marca evolui". E a distinção da concorrência não será, necessariamente, pelos preços competitivos: de facto, segundo William Wang, há planos para oferecer tecnologia mais recente do que os adversários e, assim, atingir patamares de preços superiores. O Honda Insight tem uma longa história e foi pioneiro entre os híbridos do fabricante. Agora, está perto de voltar ao mercado, mas em moldes diferentes - sendo 100 por cento elétrico. Em 1999, o Honda Insight inaugurou uma nova era no construtor, ao ser o seu primeiro modelo híbrido de produção em massa. Em breve, poderá voltar mas como totalmente elétrico. Na verdade, o modelo nunca chegou à Europa até deixar de ser comercializado em 2022. E tampouco deverá estar nesta nova geração agora anunciada. Segundo em comunicado, será muito diferente daquilo que se conhece, tornando-se num crossover. No passado, começou como coupé de duas portas, mas também assumiu as formas de hatchback e de sedã. A Honda anuncia mais de 500 km de autonomia (ciclo WLTC) e 310 Nm de binário. No entanto, ainda não entra em detalhes acerca do automóvel. Mas sabe-se que tem uma carroçaria leve e de grande rigidez, amortecedores de frequência e até um Modo Sport - que aumenta a sensação de aceleração e de travagem através dos efeitos sonoros. O modo é selecionado na consola central tal como outros três (Normal, Económico e Neve). Mais nenhuns detalhes foram anunciados, mas no site da Honda pode ler-se que o carro irá proporcionar espaço interior e um espaço futurista - incluindo permitir que atrás não se circule com as pernas muito apertadas. Depois, apresenta um volante forrado a couro sintético e bancos dianteiros em couro de qualidade. Por dentro, encontra-se um painel de instrumentos por trás do condutor, de dimensões mais reduzidas, enquanto ao centro há um ecrã tátil vertical para a multimédia. Os ocupantes podem usufruir de iluminação LED e de um sistema de som Bose premium com 12 altifalantes. Bernardo Matias