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BRAGA EM GESTÃO APLICADA - CATÓLICA APRESENTA NOVA LICENCIATURA

Correio do Minho

2026-03-06 22:06:43

Universidade Católica lança licenciatura em Gestão Aplicada TURISMO OU ANALISE DE DADOS são vias a optar no terceiro ano da licenciatura em Gestão Aplicada que a Universidade Católica Portuguesa apresentou ontem em Braga. ENSINO SUPERIOR A UCP - Universidade Católica Portuguesa, apresentou ontem, no evento Braga cria valor.: educação, impacto empresarial e gestão , que levou a efeito no Forum Braga , uma licenciatura em Gestão Aplicada que tem o seu início previsto no próximo ano lectivo. No terceiro ano, vamos ter a diferenciação em duas áreas estratégicas que os estudantes têm de escolher: turismo ou business analytics”, disse a coordenadora do curso, Ana Salazar, em decrarações que prestou aos jornalistas. “são duas áreas que nos parecem que fazem toda a diferença hoje em dia”, adiantou aquela resnonsável denois de exnlicar que o plano de estudos tem nos dois primeiros anos unidades curriculares tradicionais como as economias, as contabilidades, as lideranças, operações, sistemas de informação ou as finanças. Aprofundando as razões por que a UCP elegeu aquelas duas áreas para o terceiro ano da nova licenciatura, Ana Salazar aludiu ao impacto que o turismo tem na economia nacional. “Em 2024 tínhamos grande crescimento, mas em 2025, estamos a falar de 29 mil milhões de euros em receitas, mais de cerca de 82 milhões de dormidas e nós só somos 10 milhões, mais de 30 milhões de turistas e Braga e esta região do Minho tem realmente crescido bastante, exactamente porque tem uma oferta diferenciada”, salientou. E pensamos que a questão da ligação ao tecido empresarial com o business intelligence, com a gestão de dados, com a personalização da oferta que a gestão de dados nos permite, vai fazer essa diferença”, vincou. “ Estamos muito contentes com o corpo docente”, adiantou a coordenadora, explicando que tentámos ir buscar pessoas com experiência e com reputação” em Braga, mas, acrescentou, também temos al guns colegas do Porto que nos vão também auxiliar nessa missão”,. Ana Salazar sublinha ainda a ideia de implementar um ensino com personalização e ligação ao tecido empresarial . Especialização e, ao mesmo tempo, formação transversal da pessoa vão fazer a diferençanas empresas, sustenta, argumentando com “ o valor acrescentado que vai trazer, não só pela parte técnica, mas, especialmente, pela questão de trabalho em equipa e a capacidade de resolver pro-blemas”. A coordenadora enfatiza ainda a formação em trabalho colaborativo, e questões de liderança e de resolução de conflitos. No fundo, para quem tem experiência na área da gestão, no princípio pensamos: eu sei fazer isto, sei fazer aquilo, mas o que vai fazer mesmo a diferença são as pessoas. E se eu não souber gerir pessoas, os clientes são pessoas, os empregados são pessoas, os gestores são pessoas, a pessoa está aqui, está aqui no centro de tudo e, portanto, isso é que vai ser, acho que vai fazer a grande diferença”. Ana Salazar lembrou ainda que a Universidade Católica nasceu aqui em Braga e temos esta identidade jesuíta muito presente, mesmo a nível pedagógico, portanto, o crescimento da pessoa e partilha o sentido de comunidade, faz todo o sentido para nós aqui”. Adiante, a coordenadora da nova licencatura salienta que “já há questões, complicadas a nível, por exemplo, do uso da inteligência artificial, que estão a substituir uma série de funções, mas o que eu acredito é que essas funções vão ser substituídas porque vão ser optimizadas, vai haver melhoria de processos, vai haver ganhos de produtividade, mas, por outro lado, as pessoas vão fazer a diferença na componente que a Inteligência Artificial nunca vai poder fazer”. Universidade é “alimentador” de crescimento VICE-PRESIDENTE da Câmara de Braga, Altino Bessa, realçou ontem as instituições de ensino superior como “alimentador” do crescimento demográfico e económico. ENSINO SUPERIOR Rui Serapicos As universidades constituem um “ alimentador” , considerou ontem Altino Bessa, o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, ao intervir ontem no evento Braga Cria Valor , levado a efeito pela Universidade Católica Portuguesa, no âmbito da apresentação da nova licenciatura em Gestão Aplicada. Primeiro orador no painel Braga: um ecossistema vibrante na criacão de rinmeza o antarca evidenciou o crescimento do concelho em termos demográfi-Cos e económicos e destacou a capacidade de criar riqueza, emprego e fixar talento. Apontou como factor essencial para este crescimento a presença no território de instituições de ensino superior. Não seria a mesma coisa sem esse alimentador”, vincou, acrescentando, no entanto, também o papel desempenhado pelas associações empresariais ou pela agência Invest Braga. Gil Carvalho, director da Area de Dinamização Económica e Atracção de Investimento da InvestRraoa frisou a canacidade que as empresas do concelho têm para se reinventar. Entre outros aspectos, aquele responsável salientou também que as empresas de Braga têm uma “capacidade exemplar de integrar migrantes”, estimando em 130 as nacionalidades dos trabalhadores empregados neste território. Referiu dados quantitativos das exportações e criação de postos de trabalho e apontou para um “novo ciclo” que se aproxima, 1emhrando que com a revisão do Plano Director Municipal vai aumentar também a área afecta As actividades económicas. Numa segunda intervenção, Altino Bessa iria destacar que este crescimento previsto das áreas afectas a actividades económicas ronda os 45%. Outro interveniente, presidente da Associação Empresarial de Braga, Daniel Vilaça, salientou o papel que esta colectividade tem vindo a desempenhar na elaboração de estudos, de modo a nornorcionar aos emnresários ” um barómetro, espelho real” que os posssa orientar melhor nas suas decisões. Por outro lado, admitiu haver no tecido empresarial necessidades de formação Por sua vez, Gonçalo Pimenta de Castro, vice-presidente da Associação Empresarial do Minho começou por revelar ter lido ontem a boa notícia de que a prestigiada marca Louis Vuitton iria incorporar acessórios que são produzidos em Portugal. Gil Carvalho confirmo n1ma segunda ronda, que se trata de uma empresa de Braga Segundo painel A qualidade da gestão e 0 impacto no tecido empresarial de Braga ENSINO SUPERIOR Rui Serapicos | A economia hoje é fundada na imaginação”, na gestão falta ficção” e às empresas falta dar “mais liberdade a cada um”, considerou o presidente do Conselho de Administração do DST Group, José Teixeira, ao intervir ontem no painel, sobre o tema A qualidade da gestão e o impacto no tecido empresarial de Braga . Referindo as práticas que usa no seu grupo, aquele empresário apontou sessões de poesia, de teatro e de discussões de livros para ensinar a imaginar”. Varico Pereira, presidente do Conselho de Administração dos Hotéis do Bom Jesus, fez na sua intervenção a apologia de uma gestão participativa e referiu a prática de apoios monetários e em tempo às trabalhadoras que São mães. O CEO da Greenvolt, Queirós de Almeida, preconizou que se deve escutar as pessoas”, dando lugar a que os próprios elementos da gestão se esponham aos trabalhadores. Nuno Veloso Santos, do Grupo Bernardo da Costa, apontou por sua vez como a oferta do serviço de lavandaria como a regalia que os trabalhadores” daquele grupo mais apreciam. Outra acção que aquele gestor destacou são inquéritos que o grupo promove, que começaram por ser anuais, chegaram a ser trimestrais, mascorrigiu-se para uma periodicidade semestral, e através dos quais os traalhadores podem intervir e considerou importante que os gestores saibam o propósito dos trabalhadores”. Pedro Barros Oliveira, CEO do grupo BM CAR, sublinhou como boa prática envolver todos no propósito da empresa”. De um modo geral, houve uma convergência na ideia de que as empresas devem servir para que as pessoas se sintam bem nos seus trabalhos. .00 “Eu sei fazer isto, sei fazer aquilo, mas 0 que vai fazer mesmo a diferença são as pessoas (...) as pessoas vão fazer a diferença na componente que a inteligência artificial nunca vai poder fazer.” DR Ana Salazar, coordenadora da licenciatura em Gestão Aplicada O nota Análise de Ana Salazar Tendências e desafios globais Ao fazer a apresentação da nova licenciatura, para um auditório em que se encontravam empresários de referência e 0 vice-presidente da Câmara Municipal de Braga que iriam, organizados em dois painéis, fazer relexões sobre a vida empresarial (ver próxima página) a coordenadora da nova licenciatura em Gestão Aplicada comepçou por identificar tendências e desafios globais: Crises geopolíticas e reconfiguração da ordem global; Transformação digital acelerada; Inteligência artificial e computação avançada; Desinformação, polarização social e riscos sociais; Sustentabilidade, transição energetica e pressões ambientais; Reconfiguração das cadeias de abastecimento e proteccionismo; comércio global em transformação; Riscos económicos e volatilidade macroeconómica. Considerou adiante várias destas tendências no âmbito específico da gestão, acrescentando outras como gestão de talentos com flexibilidade e inclusão; Inteligência de dados e análise avançada; Cibesegurança e protecção de dados; Foco em propósito e valor social. + mais Ana Salazar, a coordenadora da nova licenciatura, é professora auxiliar convidada da Universidade Católica Portuguesa. Doutorada em Gestão (ISCTE), é mestre em Gestão de Empresas (PBS); MBA (PBS) e licenciada em Engenharia Mecânica (FEUP). Consultora de Empresas desde 1994, é especialista em estudos de mercado; qualidade em serviços; marketing efdelização; planeamento estratégico. Orienta dissertações de Mestrado e teses de Doutoramento. Autora de publicações em revistas científcas nacionais e internacionais e capítulos de livros. êrevisora científica da EMAC (European Marketing Academy). Membro do Barómetro da Academia de Turismo do IPDT. DR Altino Bessa, vice-presidente da Câmara Municipal, destacou crescimento demográfico e capacidade de fixar talento DR Painel sobre 0 tema A qualidade da gestão e 0 impacto no tecido empresarial de Braga Rui Serapicos