CARROS A... COMPRAR ENQUANTO EXISTEM
2026-03-09 22:09:07

NOS NA AUTODRIVE NÃO SOMOS MUITO DADOS A LISTAS, PRÉMIOS POLÍTICOS DE CRISTAL E AFINS. MAS... Ha NOMEAçOES QUE SE JUSTIFICAM. E... POR ISSO MESMO, NADA COMO ENUMERAR OS 10 CARROS QUE, PARA NOS, PERTENCEM AO LOTE DE: “A COMPRAR EM 2026 ANTES QUE DEIXEM DE SE FABRICAR!” E OS NOMEADOS SaO... Fotos , Arquivo marcas O final de 2025 foi marcado pela proposta Automotive Package da Comissão Europeia que acaba com a obrigatoriedade de só se poderem vender carros de emissões zero nos países da União Europeia. Em concreto, ao invés dos 100% de redução de emissões a partir de 2035, a Comissão Europeia vem agora propôs uma redução de 90%, deixando assim aberta a porta a que se possam continuar a vender carros equipados com motores de combustão interna. De qualquer forma, as emissões desses carros devem ser compensadas por medidas que baixam/neutralizam as emissões de carbono, como o fabrico com aços europeus de baixo teor de carbono (o que também reduz as emissões no transporte, entre outros benefícios), os combustíveis sintéticos e-Fuel (que podem ser obtidos por captura de carbono da atmosfera, ou do lixo), ou os combustíveis biológicos sustentáveis. Em suma, há uma meta! Já a forma de a atingir em matéria tecnológica passa a ser (mais) livre. Ainda assim, e como os investimentos e o desenvolvimento na indústria obrigam a planeamento, como já se tornou uma (má) tradição, neste início de 2026 já sabemos que uma série de carros a combustão que vão deixar de ser fabricados. A lista que se segue diz respeito aos que não devemos perder a oportunidade de comprar enquanto há tempo (e em... sede própria e tempo útil, Va)! Ei-los por ordem alfabética. // ABARTH 595/695 Os Abarth 500 a combustão já nem sequer aparecem no configurador oficial da marca, mas basta descer” ao nível das concessões para ver que existem vários em stock e até com possibilidade de escolher opções, como o autoblocante mecânico e as bacquets Sabelt, ambos itens muito desejáveis para maximizar a experiência e o valor futuro. Nós sabemos que a Abarth já confirmou novas versões híbridas com base no novo Fiat 500 (e até existem rumores não confirmados de que os “velhos” 595/695 podem, transitoriamente, voltar a ser produzidos), mas esse nunca vai ser tão leve, puro e descomplicado como a geração 100% a combustão: só para começar vai ser híbrido, ter todas as ajudas ADAS obrigatórias e ser uns bons 200 kg mais pesado (pelo menos). E que ter o prazer de conduzir um carro atrevido, descomplicado e que nos deixa com um sorriso na cara a cada momento passado ao volante está cada vez mais difícil, e para esse caderno de encargos não há nada como um Abarth 595/695. Só não atrase muito a decisão! ALFA ROMEO STELVIO 210 CV Q4 E verdade, não existe nenhum Alfa Romeo Stelvio mau, nem mesmo os algo limitados modelos de base com tração apenas traseira e pouca potência, e é claro que o Stelvio supremo é o incomparável Quadrifoglio. No entanto, e sendo um SUV, consideramos que a versão diesel Q4 de 210 cv oferece a combinação perfeita de performance (aceleração surpreendentemente poderosa para um carro tão grande só com 210 cv de potência e 470 Nm de binário), comportamento e capacidade de devorar quilómetros com conforto, baixo consumo, segurança e facilidade; além disso, em modo Dynamic ainda consegue proporcionar passagens de caixa manuais que conjugam pujança com suavidade (só as patilhas e o volante valem o carro) e resolver curvas como nenhum outro carro destas dimensões. Ah, acima de 150 km/h os espelhos fazem demasiado ruido (pela positiva, é uma espécie de aviso de multa cara com perda de pontos na carta) e a câmara de marcha atrás é uma espécie de jogo masoquista para testar a nossa acuidade visual e a memória espacial. Mas... se não tivesse esses detalhes de feitio também não era um apaixonante carro italiano. ALFA ROMEO GIULIA QUADRIFOGLIO Dez anos depois do seu lançamento no mercado o chassis do Giulia permanece como a referência, sendo que comandos de assinatura única como a rapidez/precisão da direção ou o tato dos travões, o feeling mecânico da caixa de velocidades e o equilíbrio geral do chassis podem ser apreciados com qualquer motorização; embora os Q4, com tração às quatro rodas e mais potência sejam mais eficazes a fazer sobressair os dotes dinâmicos. Ainda assim, no caso do Giulia a nossa paixão é mesmo o Quadrifiglio, um carro familiar com uma habilidade natural para embaraçar superdesportivos! As novas versões Quadrifoglio Collezione (63 unidades do Giulia e outras tantas do Stelvio) já “oferecem” de série alguns dos mais apelativos extras, como o tejadilho em carbono, o escape Akrapavic em titânio e os travões carbocerâmicos, embora os de aço sejam excelentes para quem não tem desejo de levar o carro à pista. ALPINE A110 ? Alpine A110 foi lançado no mercado no mesmo ano da autoDRIVE, em 2018, e rapidamente se tornou um dos nossos favoritos: provavelmente, é o melhor carro de motor central feito para quem gosta de conduzir, pouco mais pesado do que as versões mais potentes do Lotus Elise Série III e com um conforto que não fica a dever nada a um pesado Porsche Boxster. A leveza e o fabuloso equilíbrio do chassis em alumínio fazem com que a performance surja de forma fácil e natural, com o A110 a fluir pela estrada com pouco esforço e muito efeito; prova disso está nos excelentes consumos, que podem ser inferiores a 7 l/100 km. A versão GTS passa a potência dos 252 cv para o 300 cv combinados com uma afinação de chassis mais firme, enquanto os radicais R7O (disponíveis em preto, branco e vermelho) elevam o conceito a um nível de foco e eficiência (suspensão regulável de competição, aerodinâmica, bacquets Sabelt com cintos de 6 pontos, jantes em carbono e escape Akrapovic ..) que nos permite rodar em pista a ritmos superiores a desportivos de mais de 500 cv quase sem gastar pneus e travões, muito por culpa de uma capacidade rara de gerar acelerações laterais em curva superiores a 1,5 G! CUPRA LEON VZ EXTREME E TCR Se há um hot hatch capaz de fazer tremer o Honda Civic Type-R é o Cupra Leon VZ Extreme. A versão de 2026 tem a potência do motor atualizada para 325 cv (mais 25 cv face ao carro de capa da autoDRIVE #84) e uma produção anunciada de apenas 1400 exemplares, embora esta limitação tenha sido anunciada antes de ser conhecido o fim do prazo dos motores a combustão na EU, pelo que pode ser revista. Seja como for, o Cupra Leon Vz Extreme está já na categoria dos “superdesportivos de tração dianteira, daqueles que numa estrada de curvas encadeadas e retas curtas consegue imprimir um ritmo que deixa supercarros para trás. Mas a sua melhor característica é que, mesmo nos momentos calmos do dia a dia, o toque preciso dos seus comandos bem proporcionados e o equilíbrio do chassis nos fazem sentir ao volante de algo especial em cada ida ao pão. Por fim, temos ainda o mais focado Cupra Leon TCR, esse sim limitado a 499 unidades. e uma espécie de sucessor espiritual do Mégane RS Trophy-R, com apêndices aerodinâmicos funcionais, pneus Pirelli P-Zero Corsa, apenas dois lugares (com bacquets de carbono) e uma grossa barra de reforço a unir a raiz dos pilares c. HONDA CIVIC TYPE-R Até à chegada do Cupra Leon vz o Honda Civic Type-R FL5 era o único supercarro entre os desportivos de tração dianteira, agora tem de dividir essa coroa com o menino prodígio de Barcelona. ? Honda é mais caro, mais excêntrico na aparência (existe em versão de aileron traseiro mais discreto, mas ele há coisas que ou se assumem ou... não vale a pena) e mais complicado de comprar, mas permite a experiência de conduzir com a melhor caixa manual da atual produção automóvel; é uma caixa quase mágica, tal a assertividade com que executa as passagens. Ou seja, é agora ou nunca a altura de quem quer ter a derradeira experiência de condução de um desportivo de tração dianteira (aquela que o Max não gosta) com caixa manual, comos e diz na gíria, se chegar à frente; bom, para quem não for este um timing oportuno, há sempre a oportunidade de ir ao mercado de usados. Tal como o rival de Barcelona, é impressionante a performance, eficácia e genuíno entretenimento que um moderno chassis de base familiar conseguem sacar de pouco mais de 300 cv a combustão; uns 300 cv que valem por mais do dobro alimentados a eletricidade.. Não é (nunca foi nem nunca será) a potência, é (muito mais) o que se faz com ela. JEEP WRANGLER 4XE RUBICON ? rei da ginga é outra das vítimas da uniformização da gama e da aposta elétrica, que no caso da Jeep até faz toda o sentido: nunca ninguém comprou um Jeep pelo motor, mas muitos compraram apesar do motor; com OS EV isso deixa de ser um problema. Porém, o gingão Wrangler (direção, suspensão, chassis e pneus possuem um par ação/reação muito próprios) é o último com uma série de características únicas, combinando o chassis de longarinas e travessas com eixos rígidos e um roll bar integral estrutural que suporta os painéis de carroçaria (quase todos) desmontáveis. ? novo Jeep Recon EV, que vai ser lançado este ano para substituir o Wrangler como a proposta EV mais aventureira e radical no mercado Europeu, vai manter a possibilidade de desmontar as peças da carroçaria. E, será sem grande margem para dúvidas um carro melhor, mais rápido, mais eficaz e mais confortável, só não vai ter é a ginga e carácter mecânico do nosso amado Wrangler 4xe Rubicon. MAZDA MX-5 A geração ND do MX-5 não está prevista para deixar de ser fabricada em 2026, mas isso não interessa nada, porque o MX-5 é um daqueles carros que é uma compra aspiracional qualquer que seja o ano. E este é um daqueles casos em que menos é mais. Ou seja, a escolha ideal é a versão 1.5 com 132 cv capazes de proporcionarem toda a emoção, diversão e sentimento de viver a vida em que o MX-5 é imbatível; na estrada certa, a capacidade de aceleração entre as 5000 e as 7200 rpm em 2a e 3a é caracterizada por uma surpreendente garra, além de que o pequeno quatro cilindros possui a resposta ideal para manipularmos as transferências de massa e, com isso, o equilíbrio e a atitude do chassis. Além, disso é muito económico, sendo fácil fazer consumos de 6 I/100 km no dia a dia. A questão é apenas entre o mais puro (e leve) roadster de capota de lona, ou o mais versátil RF com tejadilho targa retrátil? Amamos os dois! TOYOTA GR SUPRA LIGHTWEIGHT EVO ? Toyota GR Supra da geração A90 é mal visto pelos puristas (a maior parte deles algo tesos, pelo que pouco relevantes para o negócio..) por ser um Toyota feito em conjunto com a BMW, o que é uma enorme injustiça, até porque com O GR Supra a Toyota se pode gabar de fazer o melhor carro desportivo com (algumas, vá muitas) peças BMW! Isto é tanto mais verdade nestas versões finais, o Lightweight Evo e o Final Edition. O primeiro mantêm os 340 cv de potência combinados com um chassis exemplarmente melhorado para potenciar a dinâmica e a experiência de condução. Em concreto, para além do elegante aileron traseiro bico de pato, temos a suspensão com taragem revista e rodas com mais camber negativo nos dois eixos, sendo que para que esta geometria seja mantida com precisão se montam casquilhos mais rígidos à frente e umas borrachas especiais nos apoios do subchassis traseiro. ê bom. Muito bom até, mas, para nós, o Supra A90 superlativo é o GR Supra Final Edition, com o motor elevado a 435 cv, melhor arrefecimento, chassis reforçado (estrutura de reforço traseira e subchassis traseiro em alumínio igual ao da versão GT4 de competição), suspensões KW reguláveis em compressão e extensão (bem como no camber das rodas, com jantes de 19” na frente e 20” atrás, favorecendo uma inscrição mais incisiva, com menos subviragem, tirando assim melhor partido da direção mais direta), pneus Michelin Cup2 e uma aerodinâmico capaz de produzir apoio graças a um spoiler frontal e a uma imponente asa traseira, ambos em carbono. Infelizmente, para comprar um destes Final Edition é preciso ir fora de Portugal; por exemplo, a Espanha. Resta dizer que estas versões especiais são estão disponíveis com caixa manual ZF de 6 velocidades. Carros dHomem, Va (nota: incluindo mulheres!) VOLKSWAGEN T-ROC CABRIO A virtuosíssima nova geração do T-Roc já circula e nasce, entre nós, todos os dias em Palmela. Contudo, sabe-se que não irá ter uma versão descapotável, pelo que a variante de “lona e céu aberto” da geração cessante irá manter-se à venda durante este ano e, em princípio, em 2027. Mas... não vá o diabo tecê-las, se é fã de descapotáveis (como nós) e quer ter um que seja moderno, até porque não esquece o seu Golf ou New Beetle Cabrio é: agora ou nunca. Os SUV cabrio são uma raridade e em total vias de extinção, com o desaparecimento do Evoque e o insucesso do estrambólico Murano, que nem nunca chegou à Europa. Pelo que... por entre a inexistência total ou ainda poder ter um carro algo singular e que permite andar de cabelos ao léu sem deixar de levar a família à larga, eis que aqui integramos neste top 10 um dos últimos moicanos, sendo que existe apenas com o, anterior, bloco de 4 cilindros 1.5 (não eletrificado) com 150 cv e caixa manual de 6 ou DSG 7. E O NOSSO TOP 3 é: Todos os carros apresentados neste TOP10, e vá nem é bem um TOP é um brainstorming que acreditamos ser útil, são especiais e valem bem a compra. De qualquer forma, nós na autoDRIVE não gostamos de fazer as coisas pela metade, pelo que vamos eleger os três que nos merecem um destaque especial. Em terceiro lugar, temos o Abarth 595/695, o mais barato dos eleitos, o que já deixou mesmo de ser produzido e o Rei dos encantos simples, como ligar o carro com uma chave na ignição e arrancar sem necessidade de desligar/configurar uma série de intrusivos sistemas de auxílio à condução (existe um botão para o modo Sport e outro para o TTC, que trava a roda de tração interior à curva): basta meter primeira e arrancar! Resta apenas acrescentar que existem rumores de uma possível retoma da produção devido ao desejo dos clientes de alterarem os carros com upgrades de performance, algo que fazia parte do conceito original dos Abarth (era até encorajado) e que os elétricos (ainda) não permitem. Em segundo lugar, o Alpine A110. A maravilha de motor central produzida pela Renault, leve, versátil e até económico, que vai do quase delicado nas versões base até ao extremamente eficiente e focado A11O R70. ? em primeiro lugar, o Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, sendo pertinente contar que um nosso leitor que tem a felicidade de ter (ou de já ter tido) carros como o Ferrari F12, o Porsche 911 (991) GT3 RS, ou o Mercedes-AMG GT-R Pro, disse-nos com todas as letras que o carro que mais gosta de conduzir é o seu Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, afirmando que nenhum dos outros tem um eixo dianteiro como o do Giulia! Nós não conseguimos deixar de concordar... Pedro Silva; João Santos Matos