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ATUALIDADE - STELLANTIS VOLTA AO DIESEL

Auto Drive

2026-03-09 22:09:07

O GRUPO STELLANTIS ESTA A REVITALIZAR A OFERTA A GASÓLEO EM VÁRIOS MODELOS, QUER PORQUE A PROCURA ASSIM O EXIGE QUER PORQUE AS ALTERAçOES DOS PRAZOS SOBRE AS LEIS DE EMISSOES FAZEM COM QUE O DIESEL VOLTE A SER UMA OPÇÃO QUE GANHA FORÇA; ATÉ PORQUE TUDO O RESTO, SENDO IGUAL A UM MOTOR DO CICLO DIESEL, EMITE SEMPRE MENOS CO2 DO QUE UM DO CICLO OTTO As estratégias necessitam de ser repensadas em função das oportunidades que o mercado oferece e do que os clientes (efetivamente) procuram quando equacionam comprar o seu próximo carro novo. E nestes aspetos parece que há novidades em solo europeu. Segundo a Reuters, a estratégia da Stellantis não só passa por manter a oferta Diesel que já tem nas suas marcas Alfa Romeo, Citroên, Peugeot e Opel, como pretende investir nesse capítulo e estar pronta para a eventualidade de ter de alargar a oferta, por exemplo, à Fiat (provável) e à Jeep (menos provável ou... talvez não). Sem futurologia, o que se sabe é que fontes da empresa declararam à Reuters que “decidimos manter os motores Diesel no nosso portfólio e nalguns casos aumentar a oferta dos mesmos, porque é o que os clientes querem”. Com efeito, a Stellantis recuperou lentamente desde o final do ano passado pelo menos sete opções a gasóleo na sua gama, apesar de este tipo de motorizações terem representado apenas 7,7% dos carros novos na Europa em 2025; mas no futuro próximo é estimado que este tenha sido o “low point” da curva, existindo indicadores de uma inflexão. Assim, alguns modelos comerciais da Opel, Peugeot e Citroên voltaram já a ter opções Diesel. Mas também modelos como o DS 7 ou OS Alfa Romeo Giulia, Stelvio e Tonale (na imagem) manterão as opções já existentes. No fundo, o conglomerado quer desafiar a era elétrica com o seu novo motor Diesel Euro 7, um 1.6. A pergunta agora é qual a origem desse 1.6, FCA ou PSA? Segundo a imprensa alemã o bloco em questão será “mild hybrid” de 48v, graças à associação a uma caixa de dupla embraiagem eDCT6, o mesmo esquema híbrido utilizado com o bloco 1.2 Puretech em todos os modelos do grupo dos segmentos A, B e c. No entanto, neste momento as coisas apontam que a base seja o robusto e fiável bloco JTD oriundo da parte italiana, um motor sem complicações ou pontos fracos mecânicos e de excelente reputação. Seja como for, são esperadas novidades já durante este ano. // José Branco