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SUGESTÕES

Público

2026-03-10 06:00:05

Triunfo do Triunfo e Outros Contos Escolhidos Autoria: Luísa Costa Gomes (Dom Quixote; 176 págs.; 16,60EUR. Hoje nas livrarias) Depois de Visitar Amigos e Outros Contos, Grande Prémio de Literatura dst, considerado pelos críticos do PÚBLICO como o melhor livro de ficção de 2024 e o melhor livro desse ano para o Expresso, mais contos. Logo no início, uma explicação da autora: “Andavam por aí dispersos, coitados, em jornais, revistas, antologias. A Cecília Andrade convidou-me a reuni-los e, melhor ainda, a escolhê-los. Foi uma boa ideia. Vieram por atmosferas, por tons, por manchas, em pequenos grupos, ou desgarrados pedindo integração (...).” “Uns de veia mais abertamente satírica, como a noveleta que dá título à colectânea, muito refundida para esta edição, outros de tom ambíguo, humor vago, à procura de definição. Chamem-lhe fantasista, também pode ser”, revela a editora. São “os contos de que ainda gosta, com que ainda se identifica e que não se envergonha de assinar”. O Fantasma do Rei Leopoldo Autoria: Adam Hochschild (Tradução: Manuel Ruas; Gradiva; 368 págs.; 19EUR. Hoje nas livrarias) Regressa às livrarias pela Gradiva esta obra que estava esgotada e tinha sido editada, em 2002, pela Caminho. Lembra a editora que a obra foi rejeitada por nove editores de Nova Iorque e “hoje, volvidos mais de 25 anos, custa a acreditar que aquele que é já considerado um clássico moderno de divulgação histórica tenha encontrado semelhante resistência”. Venceu o Prémio Duff Cooper e esta é uma edição de aniversário, com prefácio de Barbara Kingsolver. “Durante várias décadas, Leopoldo II governou o Congo à distância. Seria responsável por um assassínio em massa. Hochschild narra a história de forma notável”, escrevia o crítico António Tomás no PÚBLICO, em 2002. Eurotrash Autoria: Christian Kracht (Tradução : Ana Falcão Bastos; Relógio D Água; 160 págs.; 19EUR. Já nas livrarias) Considerado um dos 12 melhores livros de 2024 para o The Times e para o Financial Times, foi nomeado para o International Booker Prize 2025. O autor suíço é um antigo jornalista e tem obras adaptadas para o teatro e cinema. “Eurotrash começa em Zurique, aonde Christian regressa para cuidar da mãe octogenária, após esta ter tido alta de uma instituição psiquiátrica. Confrontando-se com as sombras do passado da família em particular, as fortes ligações do avô ao regime nazi e lutando para navegar o terreno emocionalmente dilacerante da relação com a mãe, parte com ela numa viagem. Enquanto atravessam a Suíça de táxi, mãe e filho tentam doar a vasta fortuna dela, enfiada num grande saco de plástico, a desconhecidos. (...) Eurotrash narra uma história pessoal, que é também uma crítica da cultura contemporânea”, lê-se na contracapa. Díptico de Lisboa: Op. 28 + Rua Cesário Verde Autoria: Mário Santos (Teodolito; 136 págs. + 232 págs.; 19,50EUR. Já nas livrarias) Apresentado dentro de uma caixa com os dois volumes, estes são “dois livros inteiramente autónomos” da autoria do crítico literário do PÚBLICO, que se estreia na ficção ao abrigo de uma bolsa de criação literária. Um excerto de Op. 28: “Galgando a Calçada de São Vicente, o 28 encalhara num carro parado em contramão (...). Os turistas aproveitavam a paragem forçada para fotografarem o palácio do infeliz director de jornais, a frontaria da igreja, as pedras e o alcatrão da calçada, a montra da padaria, os dejectos do cão, os cabos do eléctrico, os rabos da fidalguia de Alfama e proveito, a cantaria do velho mosteiro e a fancaria da feira que até ali se estendia.”