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ESTRATÉGIA PARA VENCER: RENAULT ACELERA TRANSIÇÃO ELÉCTRICA APOIADA NOS HÍBRIDOS

Aquela Máquina Online

2026-03-10 22:09:17

Construtor lança plano estratégico futuREady para incluir motorizações hibridizadas É ambicioso o plano estratégico futuREady que o grupo Renault delineou para 2026-2030. A construtora francesa sublinha que irá acelerar a transição para os veículos eléctricos no documento apresentado esta terça-feira. Mais decisivo é o fim das vendas de automóveis alimentados a gasolina e gasóleo no território europeu até ao final desta década. "Até 2030, a marca Renault ambiciona vendas de 100% de veículos electrificados na Europa e 50% fora da Europa", refere o grupo em comunicado. Na mesma nota à imprensa, acrescenta que, actualmente, vende 40% de modelos com motor de combustão interna no Velho Continente. Híbridos como factor-chave É uma revisão da estratégia do grupo automóvel que vem alargar a sua meta anterior. Estabelecida em 2021, visava 100% de viaturas totalmente eléctricas até 2030 para incluir os híbridos. Todavia, como as vendas de automóveis totalmente eléctricos têm sido mais lentas do que o esperado, em Dezembro a União Europeia flexibilizou a sua meta de electrificação para 2035, abrindo caminho aos modelos hibridizados. O grupo Renault planeia manter os modelos híbridos na Europa após 2030 mas, mesmo com este compromisso, mantém o rumo da electrificação para a sua marca principal. É uma aposta mais concreta para uma era pós-motores de combustão interna, ao contrário da rival Stellantis, que visa relançar modelos a gasolina e a gasóleo. Este objectivo é um dos pilares do plano estratégico futuREady, que prevê o lançamento de 36 novos modelos, 16 dos quais serão eléctricos. Tal medida representa um aumento em relação aos 32 modelos lançados entre 2021 e 2025. Electrificação total na Renault A marca Renault quer reforçar o seu potencial na Europa com 12 novos modelos, e generalizar a electrificação da gama, mantendo os híbridos após 2030. É seu objectivo desenvolver esta tecnologia a nível internacional, sem esquecer a expansão da sua oferta 100% eléctrica com uma nova plataforma. Pretende ainda intensificar a sua ofensiva mundial com 14 lançamentos, atingindo até 2030 a venda anual de 2 milhões de veículos, com metade fora da Europa. Outra aposta é que 100% das vendas no espaço europeu, e 50% fora dele sejam de veículos eléctricos. Dacia apontada ao segmento C Assumida pela Dacia em 2030 é a total transição para a electromobilidade, com a gama a passar de um para quatro "eléctricos". O acelerar da electrificação visa atingir dois terços das vendas até ao final da década, tendo o preço, custo e valor para os clientes como as suas premissas. Irá manter-se a ofensiva no segmento C para atingir um terço das vendas em 2030. Aproveitada será também a experiência em sistemas 4x4, assim como no híbrido E-Tech do grupo Renault, e a sua liderança em veículos a GPL. À espera do novo Alpine A110 Para a Alpine, será basilar o A110 de nova geração baseado na Alpine Performance Platform (APP), com os A290 e A390 a prosseguirem o seu caminho para atrair novos clientes. Será ainda reforçado o desenvolvimento de séries limitadas ainda mais exclusivas, como é exemplo o Apine A110 R Ultime. Já segue o Aquela Máquina no Instagram? Pedro Rodrigues Santos