PORSCHE VIU LUCRO A DESCER 92% MAS GARANTE "POSIÇÃO FINANCEIRA SÓLIDA"
2026-03-11 22:09:07

No ano passado, a Porsche registou fortes quebras no lucro e nas receitas oriundas das vendas. Em parte, é uma evolução justificada por despesas extraordinárias associadas ao realinhamento estratégico. A Porsche anunciou esta quarta-feira (11 de março) os seus resultados financeiros de 2025, revelando quedas significativas no seu lucro e nas suas receitas resultantes de vendas. O fabricante de Estugarda encaixou 36,27 mil milhões de euros de receitas, contra os 40,08 mil milhões de euros do ano anterior (menos 9,5 por cento). Ainda mais expressiva foi a quebra do lucro operacional: de 5,64 mil milhões de euros para apenas 413 milhões de euros. Ou seja, é um tombo de 92,7 por cento. Segundo o fabricante, estes dados explicam-se, parcialmente, pelas despesas extraordinárias de 3,9 mil milhões de euros - na grande maioria associadas ao realinhamento da estratégia com um abrandar da eletrificação (2,4 mil milhões de euros). Para essa quantia, contribuíram também as tarifas impostas por Donald Trump nos Estados Unidos da América (700 milhões de euros) e despesas extra nas baterias (também com cerca de 700 milhões de euros). O retorno operacional das vendas foi de 1,1 por cento (significativamente menor do que os 14,1 por cento de 2024), enquanto a margem EBITDA do negócio automóvel desceu de 22,7 para 13,3 por cento. Ao todo, entregou 279.449 automóveis (descida de 10,1 por cento). Também se verificou um recuo do fluxo de caixa líquido relativo ao setor automóvel (1,51 mil milhões de euros), enquanto a margem resultante foi de 4,7 por cento - muito longe dos 10,2 por cento do ano anterior. Jochen Breckner, membro do conselho de administração, afirmou: "A Porsche teve desafios enormes no mundo inteiro em 2025. Os desafios globais e o realinhamento da empresa teve impacto nos ganhos em 2025". Segundo o responsável, as medidas tomadas vão continuar a ter impacto ocasional este ano, "na casa dos milhões de três dígitos alta". E frisou: "De forma a garantir as margens adequadas segundo os padrões da Porsche no médio termo e reforçar a nossa resiliência no longo termo, aceitamos estes encargos". Em comunicado, o fabricante deixou uma garantia: "Apesar das condições desafiadoras, a Porsche encontra-se numa posição financeira sólida. A alta liquidez líquida e um balanço patrimonial robusto conferem flexibilidade e resiliência à empresa". Bernardo Matias