PAULO CAMPOS VENCE VII PRÉMIO DE LITERATURA DSTANGOLA/CAMÕES
2026-03-11 22:09:07

dstgroup anunciou que o escritor angolano Paulo Campos é o vencedor do VII Prémio de Literatura dstangola/Camões, distinguido pela obra 111 Sonetos Novembrinos O escritor angolano Paulo Campos é o vencedor do VII Prémio de Literatura dstangola/Camões. Foi distinguido pela obra 111 Sonetos Novembrinos - anunciou ontem o dstgroup. O prémio, promovido pelo dstgroup, em parceria com o Instituto Camões, dedicou-se nesta edição a obras de poesia, de autores angolanos, publicadas em 2023 e 2024. O galardão, no valor de 15 mil euros, será entregue ao vencedor, na quantia correspondente em kwanzas, em Maio deste ano, em local a anunciar. A obra premiada constitui uma homenagem simbólica à data da Independência de Angola, 11 de Novembro de 1975, cruzando o rigor formal do soneto clássico com a memória histórica, a identidade cultural e a vivência contemporânea do país. “A existência de prémios como este, que valoriza a cultura literária angolana, não deixa de ser uma das iniciativas mais oportunas para o desenvolvimento da escrita como arte necessária. Considero que este prémio é, acima de tudo, um reconhecimento à persistência do fazer poético. Ganhar este concurso significa, pois, que as vozes e os silêncios que depositei em cada verso, ecoaram para além do papel. Para mim, esta distinção valida a busca pela pedra angular da nossa identidade cultural, provando que a poesia ainda é o porto seguro, onde a alma se revela sem máscaras”, reage o vencedor, Paulo Campos. O júri, presidido por José Mena Abrantes e composto por David Capelenguela e Amélia Dalomba, destacou “a forma hábil como Paulo Campos domina as regras clássicas do soneto, com uma linguagem simples, fluente e acessível”, sublinhando ainda a capacidade do autor para abordar, “com beleza e rigor, histórias antigas, lendas e parábolas africanas, cenas do quotidiano rural e urbano, bem como temas existenciais, amorosos e patrióticos, numa perspectiva de defesa dos valores universais da Humanidade”. “A literatura sempre foi um instrumento de subversão, sempre foi marginal. Sempre serviu para resistir e ser o eco, ser a ressonância das vozes sufocadas. Em Angola, a literatura e a poesia sempre foram muito importantes. Hoje, Angola é livre e sabe que não pode prescindir da voz crítica dos poetas e dos escritores. A liberdade é um processo. Pela nossa parte, como pequeno operador em Angola, incentivamos e apoiamos os poetas e os escritores no seu labor social”, nota o promotor da iniciativa, José Teixeira, presidente do dstgroup, O galardão afirma o dstgroup como o único grupo empresarial português a promover, de forma continuada, um prémio literário em Angola. [Additional Text]: Citação Redacção