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SETOR AUTOMÓVEL EUROPEU

Negócios

2026-03-11 22:09:07

A União Europeia abandonou o plano de impor a transição completa para os veículos elétricos (VE) até 2035. e uma boa notícia para os fabricantes europeus? A curto prazo, sim. Contudo, não põe em causa os conselhos da DECO PROteste Investe para o setor. Em vez de impor uma transição completa para OS VE, a União Europeia (UE) pretende agora reduzir as emissões de co em 90%, face a 2021, deixando uma margem de 10% para os modelos híbridos ou com motor de combustão que utilizem combustíveis sintéticos oui biocombustíveis neutros em carbono. Estamudança reflete a pressão dos fabricantes automóveis e de Estados membros, como a. iAlemanhae: a Itália, preocupados com os custos sociais de uma transição demasiado rápida. Isto não sinaliza um regresso massivo aos motores de combustão interna, mas abre caminho a alguns modelos de nicho (premium, desportivos, veículos comerciais específicos), quie têm uma complexidade tecnológica e regulamentar acrescidas. Boa notícia...a curto prazo A curto prazo, esta flexibilização alivia os fabricantes: Impede a depreciação prematura da sua ainda significativa capacidade de produção térmica, limitando o risco de encerramento de fábricas. Oferece mais tempo para vender plataformas térmicasjá amortizadas e ainda rentáveis, enquanto a procura de VE pliros diminui, penalizada pelos preços elevados e por infraestruturas de carregamento ain-da insuficientes. Porém, este alívio não cria um novo impulso estrutural, mas apenas prolonga uma aatividade madura o e cíclica, enquanto o cerne da batalha se centra agora em VE mais acessíveis, software integrado e serviços relacionados. Risco de diluir os investimentos em VE Grandes grupos europeusjáinvestiram dezenas de milhares de ME em plataformas elétricas, baterias esoftware, com retornos ainda incertos. A possibilidade de prolongar a vida útil dos motores de combustão interna representa um risco de dispersão: os orçamentos de I&D, marketinge investimentoso de capital terão de abranger tanto a gama de veículos de combustãoi internay híbridos, como ade VE, sem um aumento da procura global. Numcontexto de volumes baixos, pressões sobre os preços e al-tos custos de mão de obra de energia, esta estrutura dual pode reduzir permanentemente as margens de lucro. Um handicap face à Asia os fabricantes chineses estão a ganhar rapidamente terreno na Europa com VE2 20; a 30% mais baratos, impulsionados por um ecossistema integrado de baterias e por políticas industriais agressivas. Apesar das tarifas da UE, estas em-presas estão a investir localmente e a conquistar os segmentos de gama média e baixa. Se os grupos europeuls mantiverem durante muito tempo a combinação de veículos de combustão interna e elétricos, arriscam se a ficarem presos numa posição intermédia não rentável, enquanto a China domina os segmentos em crescimento e a Coreia do Sul e o Japão os híbridos. Porque é que o desconto não é suficiente para comprar? os sinvestidores continuam cautelosos mesmo com as ações do setor automóvel europeu a serem negociadas com um desconto significativo face à média do mercado, por vezes de 40% a 60%. Este desconto só desaparecerá se surgirem perspetivas fiáveis de crescimento das vendas e margens: A transição energética é cara e incerta, com regulamentos instáveis, quie complicamo o planeamento estratégico. . A concorrência asiática continua feroz e a capacidade dos fabricantes europeus de produzir VE acessíveis em larga escala e com margens aceitáveis tem de ser comprovada. A pressão sobre as margens é persistente, devido à guerra de preços no mercado dos VE, à procura enfraquecida na Chinae aos elevados custos sfixosna Europa. Conselhos da DECO PROteste Investe Aconselha se prudência para investir neste setor, apesar da flexibilização do calendário de transição. Pode manter Volkswagen VZ, Porsche, Mercedes, BMW e Ferrari, mas venda Renault e Stellantis. Preferimos a exposição aos fabricantes chineses de VE através do ETF Global X China Electric Vehicle and Battery (ISIN: IE00094FRAA6). Mas invista só uma pequena parte da carteira (máximo de 5%).