BRAGA - PRÉMIO DE LITERATURA DSTANGOLA DISTINGUE PAULO CAMPOS
2026-03-12 06:01:02

Paulo Campos venceu 7.ª edição do Prémio de Literatura dstAngola O escritor angolano Paulo Campos sagrou-se vencedor do VII Prémio de Literatura dstangola/Camões, tendo sido distinguido pela obra “111 Sonetos Novembrinos”. O Prémio, promovido pela dstgroup , grupo empresarial português com um percurso reconhecido de apoio à cultura e às artes ,, em parceria com o Instituto Camões, dedicou-se, nesta edição, a obras de poesia, de autores angolanos, publicadas em 2023 e 2024. O galardão, no valor de 15 mil euros, será entregue ao vencedor, na quantia correspondente em Kwanzas, em maio deste ano, em local a anunciar. A obra premiada constitui uma homenagem simbólica à data da Independência da Angola, 11 de Novembro de 1975, cruzando rigor formal do soneto clássico com a memória histórica, a identidade cultural e a vivência contemporânea do país. «A existência de prémios como este, que valoriza a cultura literária angolana, não deixa de ser uma das iniciativas mais oportunas para o desenvolvimento da escrita como arte necessária. Considero que este prémio é, acima de tudo, um reconhecimento à persistência do fazer poético. Ganhar este concurso signifci a, pois, que as vozes e os silêncios que depositei em cada verso ecoaram para além do papel. Para mim, esta distinção valida a busca pela pedra angular da nossa identidade cultural, provando que a poesia ainda é o porto seguro, onde a alma se revela sem máscaras», manifesta o vencedor, Paulo Campos. O júri, presidido por José Mena Abrantes e composto por David Capelenguela e Amélia Dalomba, destacou «a forma hábil como Paulo Campos domina as regras clássicas do soneto, com uma linguagem simples, fluente e acessível», sublinhando, ainda, a capacidade do autor para abordar, com beleza e rigor, histórias antigas, lendas e parábolas africanas, cenas do quotidiano rural e urbano, bem como temas existenciais, amorosos e patrióticos, numa perspetiva de defesa dos valores universais da Humanidade». Para o promotor da iniciativa, José Teixeira, presidente da dstgroup, «a literatura sempre foi um instrumento de subversão, sempre foi marginal. Sempre serviu para resistir e ser eco, ser a ressonância das vozes sufocadas. Em Angola, a literatura e a poesia sempre foram muito importantes. Hoje, Angola é livre e sabe que não pode prescindir da voz crítica dos poetas e dos escritores. A liberdade é um processo. Pela nossa parte, como pequeno operador em Angola, incentivamos e apoiamos os poetas e os escritores no seu labor social» 15 mil euros é o valor do galardão, que será entregue ao vencedor, na quantia correspondente em Kuanzas, em maio deste ano, em local a anunciar. A obra premiada chama-se “111 Sonetos Novembrinos” O escritor angolano Paulo Campos foi o vencedor