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BMW LUCRA MENOS EM 2025 MAS RESISTE MELHOR QUE OS RIVAIS

Razão Automóvel Online

2026-03-12 22:03:48

O Grupo BMW apresentou os resultados financeiros de 2025 que, apesar de terem caído face a 2024, não caíram tanto como noutros construtores. O ano de 2025 foi difícil para muitos construtores, marcado por desafios globais, desde tensões geopolíticas e comerciais, à pressão crescente dos novos concorrentes vindos da China. O Grupo BMW (BMW, MINI e Rolls-Royce) soube navegar melhor nestas águas turbulentas que outros, e conseguiu fechar 2025 com resultados sólidos. Também registou perdas face a 2024, mas são bastante menores do que, por exemplo, a rival Mercedes-Benz ou a conterrânea Porsche. As receitas caíram 6,3% face a 2024, totalizando 133,45 mil milhões de euros. Mas a queda nos lucros até foi menor. O Grupo BMW registou um lucro líquido de 7,45 mil milhões de euros, uma quebra de 3% em relação ao ano anterior. © BMW O BMW i3 será um dos lançamentos mais importantes da marca para 2026. Com revelação agendada para o próximo dia 18 de março, este modelo, que há 50 anos define o ADN da BMW, prepara-se para entrar na era elétrica. Mas a margem operacional, por outro lado, manteve-se estável em 7,7%. Fenómeno que pode ser justificado em parte pelo corte das despesas relacionadas com investigação, desenvolvimento e produção, e outras administrativas em 2,5 mil milhões de euros. Entre outros fatores que impactaram os resultados, segundo o grupo, estiveram a queda de 12,5% nas vendas na China, o efeito de tarifas adicionais dos EUA e a volatilidade cambial, sobretudo em relação ao dólar, won (moeda sul-coreana) e remimbi (moeda chinesa). Mesmo assim, o Grupo BMW registou um aumento nas vendas na Europa e nas Américas, de 7,3% e 5,6%, respetivamente. Ajudou a compensar a perda chinesa, terminando 2025 com um aumento marginal das vendas de 0,5%, que se fixou nas 2 463 681 unidades. Eletrificação impulsionou vendas O Grupo BMW tem sido um dos mais vocais na continuação dos motores de combustão, mas, curiosamente, também tem conseguido vender mais elétricos que os rivais do costume , a Mercedes-Benz e a Audi. Em 2025, as entregas de elétricos no Grupo BMW voltaram a subir 3,6%, para 442 056 unidades, representando 17,9% das vendas totais do grupo. A Mercedes, por exemplo, viu as vendas de elétricos descerem. © BMW A BMW M registou um crescimento notável em 2025. Pelo 14.º ano consecutivo, a divisão desportiva do construtor alemão registou um recorde de vendas, com 213 449 unidades entregues (+3,3% face a 2024). Os BMW M2 e M3 foram os modelos mais vendidos. Considerando também os híbridos plug-in, o grupo entregou um total de 642 071 veículos eletrificados - um em cada quatro veículos vendidos era eletrificado. Na Europa, esse valor foi ainda mais expressivo: 40% das vendas no velho continente corresponderam a veículos elétricos e híbridos plug-in. Se analisarmos por marca, na BMW, o Série 5 foi um dos responsáveis por liderar as vendas do construtor bávaro, tendo registado um crescimento superior a 25% face a 2024, ao lado do X2, cujas vendas aumentaram em 33%. Quanto à MINI, com um total de 288 279 unidades vendidas (+17,7%), o Countryman foi o modelo mais vendido da marca durante o ano passado. Do lado do luxo, a Rolls-Royce manteve-se estável, com 5664 unidades vendidas, o que se traduz numa queda ligeira de 0,8%, com os modelos mais procurados a serem o Cullinan e o 100% elétrico Spectre. Descubra o seu próximo automóvel: 20 modelos elétricos até o final de 2026 Para 2026, o Grupo BMW prepara-se para reforçar a sua aposta na eletrificação. Segundo Oliver Zipse, diretor-executivo do grupo, “até ao final do ano vamos oferecer 20 modelos totalmente elétricos”. Destes, a maior fatia será da BMW, que vão integrar a nova família de modelos Neue Klasse. O pontapé de partida fez-se com o iX3, mas desta farão parte outros 39 modelos novos e atualizados, que chegarão ao mercado até ao fim de 2027. O próximo é o novo BMW i3, o primeiro Série 3 elétrico. Zipse afirma que “com a nossa vasta gama de veículos eletrificados, garantimos uma posição competitiva sólida. Vamos manter o ritmo de inovação à medida que introduzimos as tecnologias da Neue Klasse em todo o nosso portfólio”. Além da chegada de novos modelos, o Grupo mantém-se focado em reduzir custos. Continua a prever um ano com condições desafiantes - impacto de tarifas e matérias-primas, bem como um mercado de usados em retração -, mas prevê vendas globais estáveis. E prevê também manter a mesma proporção de elétricos no total de vendas alcançado em 2025. Miguel Nascimento