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BRAGANÇA - PLANO DE MOBILIDADE APRESENTADO

Mensageiro de Bragança

2026-03-12 22:04:03

// Bragança Câmara chamou popu para o Plano de Mobili O Município de Bragança quer apresentar em setembro o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). O documento, que conjugará os vários sistemas, será delineado com os contributos que a população deu durante uma sessão de participação cívica que se realizou no Museu Ferroviário, na passada sexta-feira. À sessão compareceram, sobretudo, pessoas ligadas ao Partido Socialista, um ou outro militante ou simpatizante de partidos da oposição e cidadãos, que participaram nos grupos de trabalho criados para fazerem o ponto da situação da mobilidade no concelho e darem sugestões. O município quer sensibilizar os habitantes do concelho a usar mais os transportes públicos e vai estudar a realidade atual, para ver as falhas de modo a reforçar o Sistema de Transportes Públicos Urbanos de Bragança (SUTB) com mais linhas, novos percursos e horários, bem como aumento de paragens. “O objetivo final é ter um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável. Para ter um plano de ação é preciso ter um diagnóstico o mais completo possível. A fase de diagnóstico envolve várias fases, algumas internas do município, análises de dados, reunião de informação e consideramos que é importante ter uma fase de par-ticipação cívica para, desde o início, a população possa dar os seus contributos sobre a mobilidade urbana”, explicou a presidente da Câmara, Isabel Ferreira, antes de a sessão ter início. Para já sabe-se que “é preciso fazer ajustamentos à mobilidade”, admitiu a autarca ao Mensageiro, acrescentando que “Bragança é um dos concelhos onde o uso do automóvel é mais intenso, porque as famílias não utilizam o transporte público” vincando que a autarquia “quer incentivar esse tipo de mobilidade”. Andar de autocarro em Bragança é grátis para quem pedir o cartão do município. “Vamos apostar em ações de sensibilização para incentivar a população a andar de autocarro e a ter uma cultura urbana que temos de começar a dinamizar e sensibilizar para os compromissos ambientais. Todos os dias vemos catástrofes, não é em Bragança, mas um dia pode ser”, referiu a autarca. O município está a ultimar a criação do PAMUS, um documento que defina as soluções dos sistemas rodoviário, pedonal, estacionamento, a mobilidade elétrica, logística urbana e os transportes públicos, entre outros. “Dentro do sistema de transporte público, queremos fazer o diagnóstico da oferta para definir novas linhas, paragens e interfaces”, descreveu Isabel Ferreira. ulação para dar sugestões idade Sustentável Ajustar ao crescimento do concelho Ainda no que respeita ao Sistema de Transportes Públicos de Bragança (STUB) a autarca defende que é preciso ajustá-lo a novas realidades da cidade, que tem crescido. “Temos as zonas industriais onde é preciso que o transporte chegue. Não vai à zona industrial de Mós”, acrescentou. Até à apresentação do PAMUS existem várias etapas, nomeadamente o diagnóstico da situação. Após a sua conclusão partir-se-á para o plano de ação “para implementar a partir do final do verão, provavelmente em setembro”. Por agora está a decorrer a fase de diagnóstico, que absorve diferentes contributos. “Por isso queremos ouvir as pessoas para sinalizar sugestões, dificuldades, problemas que, depois, possam ser resolvidos pelo plano de ação”, referiu Isabel Ferreira. Está a ser delineado um diagnóstico técnico com uma empresa de consultadoria. “Já têm muito trabalho feito do ponto de vista do enquadramento das dinâmicas populacionais de Bragança e do seu posicionamento da região, sobretudo, na escola da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, dinâmicas de mobilidade. Depois dentro do sistema urbano, também os padrões de mobilidade, a topografia, a estrutura espacial e um sistema de centralidades, o diagnóstico daque-la que é a oferta de mobilidade presente nos vários sistemas, como no rodoviário, módulos ativos, como é o caso da via pedonal e ciclável, bem como no sistema de transporte público”, descreveu a autarca. O plano não esquece a componente ambiental e vai estudar o ruído e as emissões de poluição no ambiente urbano. “Queremos que contemple todos os compromissos para a descarbonização”, indicou Isabel Ferreira. Prevê-se também o aumento das zonas pedonais através da restrição automóvel em algumas artérias, ajustamentos à circulação em outras ruas, verificação das necessidades de estacionamento e de segurança rodoviária, bem como diminuição da sinistralidade. “Era importante que as pessoas participassem pois são os utilizadores e têm necessidades e sugestões”, afirmou a autarca que considera a mobilidade um dos aspetos mais importantes no desenvolvimento dos concelhos. “Está ao nível da Educação, da Saúde e da Cultura. Quando falamos da provisão de serviços básicos é isto”, vincou. Pré-Diagnóstico 74% das deslocações são feitas em automóvel Segundo as primeiras análises do diagnóstico que está a ser preparado, dizem que as deslocações de automóvel em Bragança representam 74% (2021), o que significa uma subida de 2% face a 2011. Bragança é um dos concelhos da CIM Terras de Trás-os-Montes onde se usa menos o transporte público. Também nas freguesias rurais, mesmo aquelas mais próximas da cidade (Castro de Avelãs, Donai, Gostei, Nogueira, Samil) o uso do automóvel está entre os 73 e os 92% e o transporte público tem expressão reduzida. Dinâmicas da pendularia Fluxos de entrada mais intensos provem de Macedo de Cavaleiros. Fluxos de saída mais representativos para Macedo de Cavaleiros e Mirandela. Bragança regista mais entradas do que saídas. Utilização do STUB Aumento de 170823 passageiros De 2024 para 2025 o número de passageiros nos transportes públicos em Bragança subiu de 111 741 para 282 564. Até 28 de fevereiro 47 337 passageiros tinham viajados nos autocarros sistema de transportes do município. Linhas 16 linhas, 13 são rurais e outras três são urbanas. São estas as que registam maior frequência, tendo em 2024 viajado 72.100 passageiros. Nas rurais viajaram 39641. Glória Lopes Apresentação do PMUS Glória Lopes