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LUCRO DA BMW CAIU E CONCORRÊNCIA NA CHINA TEM CULPA

Notícias ao Minuto Online

2026-03-12 22:06:23

O lucro da BMW tombou três por cento em 2025 face ao ano anterior, para os 7.451 milhões de euros. A concorrência na China justifica boa parte desta evolução negativa. Num ano marcado pela apresentação da Neue Klasse e do novo iX3, a BMW revelou uma quebra de lucros em 2025, para os 7.451 milhões de euros. A descida face a 2024 é de três por cento, muito devido à concorrência na China. Na informação hoje divulgada, a BMW informou que reduziu a faturação no último exercício em 6,3 por cento, para 133.453 milhões de euros. O lucro operacional (EBIT) caiu no ano passado 11,5 por cento, para 10.186 milhões de euros, sobretudo no negócio automóvel, com uma queda de 20,7 por cento. O volume de negócios por vendas de automóveis caiu 5,9 por cento em 2025 e o de motociclos, 2,4 por cento, enquanto o dos serviços financeiros subiu 3,2 por cento. Em todo o caso, ainda conseguiu uma subida de 0,5 por cento nas entregas globais de automóveis (2.463.681 unidades), apesar de quebrar 3,7 por cento no que aos motociclos diz respeito (202.563 exemplares). A rentabilidade operacional sobre as vendas no negócio automóvel baixou em 2025 para 5,3 por cento, em comparação com 6,3 por cento em 2024. A justificação para os números De acordo com a marca, a margem de rentabilidade foi prejudicada por depreciações e tarifas sobre as importações nos Estados Unidos da América (EUA) e na União Europeia (UE). Estes números refletem também a forte concorrência no negócio automóvel, especialmente na China, onde as vendas da BMW caíram 12,5 por cento: "Permanece como o nosso maior mercado único. Contudo, devido ao ambiente de mercado intensivamente competitivo, o desenvolvimento das nossas vendas ficaram aquém das nossas expectativas para o ano", disse o diretor-executivo do Grupo BMW, Oliver Zipse. O dirigente considerou, na apresentação dos resultados anuais, que a atual estratégia da empresa é adequada e que, por isso, não devem reorientá-la num ambiente difícil, mas manter o ritmo e implementá-la de forma consistente: "Definimos o caminho certo nos últimos anos e não precisamos de mudar a nossa direção estratégica. Desta maneira, podemos manter a empresa bem encaminhada no longo termo", frisou. A BMW foi menos afetada pelas tarifas nos EUA porque tem uma grande fábrica no país norte-americano, onde no ano passado produziu cerca de 413.000 automóveis, dos quais mais de metade permaneceram nesse mercado. A administração e o conselho fiscal da empresa irão propor na próxima assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo de 4,40 euros por ação ordinária (4,30 euros para 2024) e de 4,42 euros por ação preferencial (4,32 euros para 2024). Além disso, a BMW pretende recomprar dez por cento do capital nos próximos cinco anos e, para tal, irá adquirir ações próprias no valor de até 2.000 milhões de euros até, o mais tardar, 30 de abril de 2027. Para 2026, o grupo prevê uma queda moderada do lucro antes de impostos devido às tarifas, às taxas de câmbio negativas e às matérias-primas mais caras. Notícias ao Minuto com Lusa