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POLESTAR APOSTA NOS ELÉTRICOS PARA CRESCER E ESTES SÃO OS PRÓXIMOS

Razão Automóvel Online

2026-03-19 22:07:55

A Polestar prepara a maior ofensiva da sua história. Com vendas em alta, dois novos modelos chegam já este ano e outros dois estão nos planos O Polestar 2 foi, durante anos, a cara da marca. Um único modelo, uma única missão: enfrentar o Tesla Model 3 e dar visibilidade a uma marca ainda em construção. Funcionou, mas era apenas o começo. Hoje, o cenário é outro. A gama cresceu, as vendas acompanharam e a Polestar parece finalmente estar a ganhar escala. Em 2025, registou o melhor ano de sempre, com 47 570 unidades vendidas - um crescimento de 55,7% face ao ano anterior. Grande parte desse crescimento tem um responsável claro: o Polestar 4. O SUV-coupé tornou-se rapidamente o modelo mais importante da marca, que se prepara para receber uma nova variante com óculo traseiro. Apenas uma das novidades da maior ofensiva de sempre da jovem marca para continuar a crescer e ser, de uma vez por todas, sustentável. © Polestar A marca sueca já antecipou todas as novidades que vai lançar até 2028. Este ano veremos chegar o 5 e nova variante do 4. Uma espécie de carrinha Se há modelo que explica o momento atual da marca, é o Polestar 4. Foi o mais vendido em 2025 e agora prepara-se para ganhar uma nova variante, com chegada prevista para o último trimestre de 2026. Para já, os detalhes são escassos, mas há um elemento que se destaca: o regresso do óculo traseiro. No modelo atual, a Polestar optou por abdicar deste elemento em nome do estilo e também da eficiência aerodinâmica (permitiu reduzir a altura total). Uma solução disruptiva, mas também controversa. A nova variante parece seguir um caminho mais convencional, mas afinal, de que se trata? A Polestar fala na combinação do espaço de uma carrinha com a versatilidade de um SUV. Tudo indica que a marca vai aproximar a silhueta do 4 a um formato mais convencional, combinando características das carrinhas com elementos de SUV. Uma espécie de carrinha de calças arregaçadas . © Polestar Apesar de parcialmente tapado, o óculo traseiro é perfeitamente visível da nova variante do Polestar 4. Independentemente da classificação que a marca lhe venha a dar, o design deverá continuar a ser um dos argumentos desta nova variante do Polestar 4. Também é de esperar que venha a partilhar com o modelo atual a mesma bateria de 100 kWh e as duas opções motrizes (um e dois motores), com potências até 400 kW (544 cv). Topo de gama que é sinónimo de ambição Se o Polestar 4 representa a base do crescimento, o Polestar 5 representa a ambição. E se o Polestar 2 construiu a marca, este novo topo de gama quer redefini-la. Mais do que um novo modelo, é uma tentativa clara de reposicionar a marca, aproximando-a das outras marcas premium no mercado. Mas o Polestar 5 parece ter um alvo específico em mira: o Porsche Taycan. Para o enfrentar devidamente, estreia uma arquitetura elétrica de 800 V e suporta carregamentos rápidos até 350 kW. Independentemente da versão - Dual Motor ou Performance - recorre sempre a dois motores elétricos, com valores que podem chegar aos 650 kW (884 cv) e 1015 Nm. A berlina elétrica desportiva da Polestar já pode ser encomendada em Portugal, com preços a partir de 122 600 euros. Há mais novidades, mas só para o ano A maior ofensiva de sempre da Polestar continua em 2027 e 2028 com dois modelos com potencial para elevar significativamente as vendas da marca. Já confirmada está a chegada da segunda geração do Polestar 2, modelo que continuará a ser central na gama. Tudo indica que poderá perder os elementos SUV e assumir-se como uma verdadeira berlina, pronta a enfrentar propostas como o novo BMW i3. Um ano depois, deverá chegar o Polestar 7. Apesar da designação, não será um topo de gama. Pelo contrário, posicionar-se-á abaixo do 2, para competir num dos segmentos mais importantes do mercado europeu, enfrentando propostas como o BMW iX1 ou o Audi Q4 e-tron. É com o 7 que a ofensiva vai ganhar escala. E é isso que falta à Polestar: deixar de ser apenas uma marca em crescimento para se tornar uma sustentável. Miguel Nascimento