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CIRCULAR COM PRAGMATISMO

Fleet Magazine

2026-03-21 22:03:02

Surge como resposta à necessidade de eletrificação. É um plug-in que privilegia a condução elétrica no dia a dia, sem abdicar da flexibilidade exigida por quem percorre muitos quilómetros. E com um pormenor que ainda faz a diferença para alguns entusiastas: é um sedan, e a sua ausência já se fazia notar Alógica do funcionamento de um super-híbrido BYD é bastante simples. Esta tecnologia conjuga a experiência de condução de um veículo elétrico com a fexibilidade e autonomia mais alargada de um sistema híbrido gasolina-elétrico. Isso signifca que opera em dois modos: EV, no qual as rodas são movidas exclusivamente pelos motores elétricos, e HEV, no qual o motor a gasolina vai carregando a bateria e o motor elétrico através de um inversor, permitindo assim a resposta só possível ao volante de um 100% elétrico. Assim que é necessária potência extra, o modo HEV alterna entre série e paralelo, combinando o motor e o sistema elétrico. O que esta tecnologia “super híbrida” faz, no fundo, é dar prioridade ao motor elétrico na grande maioria das situações. Isso resulta em consumos de combustível mais baixos , um enorme atrativo para as empresas que têm na estrada condutores que fazem muitos quilómetros e não podem perder muito tempo em operações de carregamento elétrico. A sua autonomia elétrica anunciada de 105 km pode facilmente ser alcançada até que o motor a com-bustão comece a dar sinais de vida. A partir daí, e fazendo uso do seletor que ativa a propulsão híbrida, o Seal 6 DM-i consegue fazer consumos entre os 3 e os 4/100 km, deixando antever por isso um longo caminho a percorrer até ser necessário parar quer para abastecer, quer para recarregar a BYD Blade Battery com 19 kWh de capacidade. A potência máxima de carregamento em corrente contínua (CC) é de 26 kW, o que signifca que são precisos pouco mais de 23 minutos para alcançar os 80% da capacidade de carga da bateria. Conforto com mínimas concessões Embora o nível de conforto seja bastante elevado, a suspensão acusa quando posta à prova em superfícies irregulares (ou lombas, por exemplo), o que seria de esperar num automóvel claramente feito e pensado para viagens de negócios ou para a maioria dos trajetos urbanos, feitos sem recorrer a combustíveis fósseis. Também no campo acústico, algum ruído aerodinâmico manifesta-se em velocidades mais elevadas, o que pode tornar-se cansativo quando percorridas distâncias maiores. IMPRESSÕES Se olharmos para o facto de este ser um plug-in altamente bem equipado , destaque, por exemplo, para o carregador de indução para smartphones instalado na consola central, com 50 W de potência , e para a sua eficiência (são garantidos 100 km de condução 100% elétrica), o potencial para frotas é significativo, dado também a possibilidade de dedução do IVA e a reduzida taxa de Tributação Autónoma sobre os encargos. A tecnologia DM-i é sem dúvida o grande atrativo deste modelo, uma vez que permite aos condutores fazerem a grande maioria das suas viagens (caso se tratem de movimentos pendulares casa-trabalho) em modo 100% elétrico. A isso junta-se uma flexibilidade e um alcance combinado que ultrapassa os 1.400 km sem necessidade de paragem. Uma solução de mobilidade económica, sustentável e bem equipada, para empresas que, em virtude da fiscalidade que ainda penaliza os full hybrid, procurem transitar a sua frota para veículos mais eficientes, otimizando dessa forma custos e reduzindo a sua pegada ambiental, porém sem comprometer a autonomia. POTÊNCIA MÁX. SISTEMA 212 cv CONSUMO 1,5 l/100 km* BATERIA 19 kWh CARGA MÁXIMA AC 6,6 kW CARGA MÁXIMA CC 26 kW AUTONOMIA ELÉTRICA 105 km* AUTONOMIA TOTAL 1.455 km* EMISSÕES CO2 34 g/km *CICLO COMBINADO