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MEIA VIDA , LIVRO COM FOTOGRAFIAS DO MÉDICO HENRIQUE BOTELHO

Antena Minho Online

2026-03-21 22:03:04

dstgroup apresentou ontem o livro Meia Vida , com fotografias de Henrique Botelho, médico que faleceu quando tinha esta obra em preparação. O Teatro Domingos da Silva Teixeira, no campus do dstgroup quase encheu ontem para assistir à apresentação de Meia Vida , livro com fotografias do médico Henrique Botelho, falecido em 2024. A aldeia submersa de Vilarinho das Furnas - Terras de Bouro, onde exerceu medicina, passos da Semana Santa em Braga, um retrato de Domingos da Silva Teixeira, o fundador da dst, na pedreira de Pitancinhos, são fotos que Alfredo Cunha organizou nesta edição - e assinou o primeiro texto. Seguem-se os textos de Tereza Siza, Ariana Aragão, Eduardo Jorge Madureira, José Teixeira, Mariana e Teresa Botelho, Rui Madeira e Renato Roque. As primeiras fotos do livro são do próprio Henrique Botelho, captado por Renato Roque e por Alfredo Cunha (2024) e depois é um recuo até à decada de 1980. Há fotos do banho santo em São Bartolomeu e as últimas são de espectáculos - José Mário Branco, Jorge Palma, Firmino Neiva e João Lóio, João Gil, ou José Afonso e Carlos Paredes, a que se seguem, na parte final, peças da Companhia de Teatro de Braga e bailados do Bolshoi e do Ballet Gulbenkian. Ligadas em geral à cultura, à fotografia, à política ou ainda à universidade, meios em que Henrique Botelho deixou saudades, mais de uma centena de pessoas homenagearam com a sua presença o homem que José Teixeira, presidente do dstgroup, considera um amigo e “um médico activista social”. Juntou num S. João o Henrique “e o Alfredo (Cunha) à mesa”, lembrou, explicando o tempo em que estava a preparar a obra com fotografias de Henrique Botelho. Faziam, entre os três, telefonemas. Mas, continuou, “um dia parámos de telefonar: o Henrique morreu”. No dia do funeral, prometeu à esposa que o livro seria feito. Antes, José Teixeira assinalara Henrique Botelho como autor “das melhores fotogradias do meu pai” e das “melhores fotografias do meu casamento”. Alfredo Cunha optou por editar as fotografias de Vilarinho das Furnas logo no início do livro, por ser onde se juntam o médico e o fotógrafo. “A barragem tinha esvaziado e o Henrique foi lá conduzido por uma paciente, que lhe permitiu fazer certas fotografias porque era o doutor Botelho”, explicou Alfredo Cunha. Maria João Botelho, a esposa do médico e fotógrafo, lembrou que há três ou quatro anos, José Teixeira “desafiou o Henrique a fazer um livro em que mostrasse todo o espólio, toda a obra que ele foi coleccionando ao longo de muitos anos e que por razões várias nunca foi mostrando”. “Foi alinhavando os temas, as fotografias, as pessoas que poderiam escrever para o livro. Era preciso encontrar um curador e mais uma vez o José Teixeira une o Alfredo Cunha, amigo de ambos, e que teve um trabalho fantástico a fazer a escolha e a orientação de todo este livro”, acrescentou. Maria João Boteho continuou; “o Henrique acaba por falecer em Agosto e tive para mim que aquela que seria uma obra do Henrique ficaria por concretizar. Mas o José Teixeira é muito determinado e é muito focado e honra a palavra que dá”. Rui Serapicos