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ENSAIO. BYD SEAL 06 DM-I: A HEGEMONIA DA EFICIÊNCIA CHEGA A PORTUGAL

Executive Digest Online

2026-03-24 22:06:10

Jorge Farromba garante que, após testar este modelo em Lisboa, nas estradas nacionais mas também em autoestrada, a conclusão é inequívoca: a BYD não veio apenas para competir no segmento D com argumentos novos, mas para competir pela liderança A um ritmo quase mensal, as marcas estão a lançar novos modelos e a BYD é disso um exemplo, diria mais, um enorme exemplo. Após testar este modelo em Lisboa, nas estradas nacionais mas também em autoestrada a conclusão é inequívoca: a BYD não veio apenas para competir no segmento D com argumentos novos, mas para competir pela liderança. Desenhado por Wolfgang Egger (ex-Audi e Alfa Romeo), utiliza a estética Ocean Séries e abandona uma certa agressividade da estética para uma elegância mais fluída com linhas aerodinâmicas e uma eficiente resistência de apenas 0,219cd, posicionando-se como uma alternativa mais refinada ao Tesla Model 3. O desenvolvimento ocorreu em Shenzen mas com a abertura do seu novo centro em Budapeste na Hungria será por aqui que teremos a localização dos componentes e das afinações para o mercado europeu. Também os testes ao modelo foram realizados no centro tecnológico na Alemanha para garantir um comportamento dinâmico que vai ao encontro do consumidor europeu e percebe-se isso ao volante, até mesmo na precisão e feedback da direção. Ao volante, a tração dianteira é gerida com bastante suavidade com uma experiência predominantemente elétrica, com mais de 90km de autonomia mais que suficientes para o dia-dia. Mas a grande vantagem reside no sistema DM-i (Dual Mode intelligence) de 5ª geração que, na realidade é o coração deste modelo permitindo que o motor de 1.5 l funcione quase exclusivamente como gerador de alta eficiência o que permite apresentar um recorde de eficiência térmica de cerca de 46% e que entrega o movimento às rodas através de carca de 160 kw. No interior, a qualidade volta a dar um salto qualitativo face a outros modelos, o que já por si é um elogio, pois os anteriores modelos já tinham boa qualidade de construção onde predominam os materiais macios ao toque, a pele vegan e o écra central horizontal de boa legibilidade e onde a ergonomia e usabibilidade são a tónica dominante. Os botões físicos desaparecem quase por completo do automóvel, mantendo-se os modos de condução na consola central, o botão de start stop, o botão para mudarmos para elétrico. A distância entre eixos é uma suficiente grande para garantir um espaço para as pernas atrás de referência superando mesmo rivais alemães do segmento superior. Por outro lado usa o novo AI Energy Management System 2.0. Ao contrário dos sistemas híbridos convencionais, esta IA utiliza algoritmos de deep learning para fazer previsão de terreno onde através de mapas de alta precisão, o Seal antecipa subidas ou descidas nos próximos 10 km, ajustando a distribuição de carga da bateria em tempo real para maximizar a poupança. Não é por acaso que o Seal garante 1.200kms de autonomia entre a versão elétrica e a combustão. Para maximizar a poupança importa falar das baterias Blade fabricadas pela própria marca e que utilizam uma estrutura de sanduíche integrada no chassis, com a tecnologia cell-to-body que aumenta a rigidez torsional mas sobretudo uma segurança térmica sem paralelo, sobrevivendo ao teste de perfuração por prego sem ser incendiado. Esta tecnologia DMI de quinta geração oferece uma transição sem ansiedade para a mobilidade elétrica sendo um game changer pela forma como gera a energia e com um preço estimado já com o IVA incluído de cerca de 43.000EUR. Por outro lado fatores também a ter em conta passam pelo conforto de elevado nível, isolamento acústico e sobretudo um comportamento exemplar que ajudado pelos vários modos de condução nos permite encontrar o melhor modo para o nosso perfil desde o modo eco, Sport, neve. Com este modelo a marca volta a dar mais um passo no caminho da eletrificação para todos aqueles que continuam a pretender um híbrido sem abdicar da componente elétrica dada por um sistema híbrido de elevada eficiência. Jorge Farromba