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ESTES SÃO OS 20 CARROS HÍBRIDOS QUE GASTAM MENOS DO MERCADO

Razão Automóvel Online

2026-03-24 22:06:23

Os híbridos prometem consumos baixos sem dependerem de carregamentos externos: fique a conhecer os 20 mais poupados à venda em Portugal. Nem todos os condutores estão dispostos a dar o salto para um modelo 100% elétrico ou híbrido plug-in, mas também procuram poupar na fatura de combustível todos os meses. É neste contexto que os híbridos que não precisam de ligar à tomada, ou full-hybrid, ganham relevância. Sem necessidade de carregamento externo e sem exigir mudança de hábitos, permitem uma utilização mais descomplicada, conseguindo consumos inferiores aos carros com motores exclusivamente a combustão. E, numa altura em que os preços dos combustíveis estão pela hora da morte , a carteira agradece. Depois de termos reunido os carros com motor a gasolina e os com motor a gasóleo que gastam menos, chegou a vez de olhar para os modelos que recorrem a sistemas híbridos. Na tabela abaixo vai encontrar 20 modelos híbridos de diferentes segmentos, dos citadinos aos familiares compactos, sem esquecer a carroçaria da moda: os SUV. ModeloVersãoPotênciaConsumo (ciclo WLTP)Preço (desde)Toyota Aygo X1.5 Hybrid 115115 cv3,7 l/100 km22 090 EURMazda2 Hybrid1.5 Hybrid116 cv3,8 l/100 km26 227 EURToyota Yaris1.5 Hybrid 115116 cv3,9 l/100 km26 380 EURRenault Cliofull hybrid E-Tech 160160 cv4,0 l/100 km28 990 EURToyota Yaris1.5 Hybrid 130 GR Sport130 cv4,2 l/100 km32 647 EURMG3Hybrid+194 cv4,4 l/100 km22 819 EURRenault Capturfull hybrid E-Tech 160160 cv4,4 l/100 km35 840 EURHonda Jazz1.5 I-MMD122 cv4,5 l/100 km29 500 EURLexus LBXLBX136 cv4,5 l/100 km34 950 EURNissan Qashqaie-POWER190 cv4,5 l/100 km40 500 EURToyota Yaris Cross1.5 Hybrid 115115 cv4,5 l/100 km27 830 EURDacia Bigsterhybrid 155155 cv4,6 l/100 km29 950 EURDacia Joggerhybrid 155155 cv4,6 l/100 km28 400 EURKIA Niro1.6 GDI 6DCT HEV TECH140 cv4,6 l/100 km34 205 EURDacia Dusterhybrid 155155 cv4,7 l/100 km29 300 EURNissan Juke1.6 Hybrid143 cv4,7 l/100 km29 200 EURToyota C-HR1.8 Hybrid 140140 cv4,7 l/100 km34 830 EURToyota Corolla1.8 Hybrid 140140 cv4,7 l/100 km32 270 EURToyota Corolla Cross1.8 Hybrid 140140 cv4,9-5,2 l/100 km38 130 EURHonda Civic2.0 I-MMD184 cv5,0 l/100 km45 250 EURMG ZSHybrid+194 cv5,0 l/100 km26 319 EUR Toyota lidera, mas já não está sozinha A Toyota foi pioneira na introdução de sistemas híbridos. O primeiro modelo a recorrer a esta tecnologia foi o icónico Toyota Prius, lançado em 1997. Volvidos quase 30 anos, a marca japonesa continua a ser uma das fabricantes que mais investe nesta tecnologia. © Toyota O primeiro modelo de produção em série do mundo a ser animado por um sistema híbrido foi o Prius, cuja primeira geração foi lançada em 1997 - equipava um motor a gasolina de 1,5 litros e um motor elétrico de 33 kW (45 cv). Prova disso é a sua gama, praticamente toda disponível com este tipo de motorização. O mais recente a juntar-se à lista foi o Toyota Aygo X, que encabeça a tabela acima com o consumo anunciado mais baixo: apenas 3,7 l/100 km. Mas hoje a oferta híbrida é bem mais variada. Com a transição progressiva para a eletrificação, praticamente todos os construtores já dispõem de modelos híbridos e cada vez mais sofisticados. Temos o caso da Honda com o sistema e:HEV, onde o motor de combustão funciona a maior parte do tempo como gerador, sem estar ligado às rodas. Só a velocidades elevadas, em autoestrada, é que se liga às rodas, com a marca a afirmar que é mais eficiente do que estar a produzir energia para carregar a bateria. No caso do sistema e-Power da Nissan, a missão do motor de combustão é exclusivamente a de servir de gerador de energia para carregar a bateria. Ou seja, é o motor elétrico que move sempre o veículo, independentemente da velocidade ou das condições de condução. Qual é a diferença para os mild-hybrid e híbridos plug-in? Se esta história da eletrificação ainda lhe parece confusa, simplifiquemos: existem três tipos principais de sistemas híbridos - mild-hybrid (híbridos ligeiros), full-hybrid (híbridos) e híbridos plug-in (PHEV). Os mild-hybrid são os mais simples e o objetivo é claro: reduzir consumos e emissões. Recorrem a sistemas elétricos de baixa tensão (até 48 V) e a uma bateria pequena (por norma, nem chegam a um kWh) que retiram ao motor de combustão tarefas como dar energia a sistemas auxiliares e tomam o lugar do motor de arranque e alternador. Nos sistemas mais recentes e avançados, permitem até deslocação apenas com o motor elétrico em contextos específicos, como o da Peugeot: Os híbridos plug-in ou PHEV, por outro lado, apoiam-se em sistemas de alta tensão (mais de 200 V ou até 400 V como muitos elétricos) e em baterias de maior capacidade - em modelos mais recentes rivalizam com as baterias de alguns elétricos. Já permitem percorrer dezenas de quilómetros em modo elétrico e até mais de 100 km em modelos mais recentes e a bateria pode ser carregada externamente. Os híbridos ou full hybrid, por sua vez, funcionam sensivelmente da mesma forma, só que a capacidade da bateria, em torno do 1 kWh, só permite fazer curtas distâncias em modo elétrico (até 2 km). No entanto, em condução urbana, com muitas oportunidades de desaceleração e velocidades baixas, o motor elétrico poderá ser até o principal responsável pela locomoção. Em relação a um carro equivalente só a combustão, as poupanças de combustível podem ser de 30%. E têm a vantagem de não exigirem carregamentos externos. Tudo é feito de forma automática pelo próprio sistema, que aproveita todas as desacelerações e travagens para carregar a bateria, ou até usar o próprio motor de combustão como gerador. Miguel Nascimento