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DSTGROUP LEVA ESPERANÇA EM FORMA DE POESIA À PRISÃO DE GUIMARÃES

Diário do Minho

2026-03-26 13:42:03

Consultas Poéticas. «A ação integra a visão do dstgroup de apoiar a cultura como um território vivo de intervenção social, onde a arte não se limita a representar o mundo e participa ativamente na sua transformação». O dstgroup leva amanhã, Dia Mundial do Teatro, ao Estabelecimento Prisional de Guimarães, a segunda edição das Consultas Poéticas, iniciativa «que transforma a arte num gesto íntimo de escuta, dignidade e esperança», foi ontem anunciado. « Após uma primeira edição marcante, esta iniciativa regressa a um contexto particularmente desafai nte, onde a arte assume um papel essencial como ferramenta de expressão, reflexão e humanização», refere o grupo em nota de imprensa, acrescentando que «no total, cerca de 75 reclusos participaram nesta experiência, num momento que se des-tacou pela forte adesão e pelo impacto gerado junto dos participantes». «Não devemos descansar da poesia como a ferramenta de recuperação espiritual e como a chave que abre a porta da esperança para que a vida possa melhorar. A poesia cumpre essa função de homeostasia íntima e desafia cada um para a passagem do umbral da vida boa», realça José Teixeira, presidente do dstgroup, citado na mesmo comunicado. Desenvolvido em parceria com a Associação Paisagem Periférica, o projeto «propõe encontros individuais entre artistas e reclusos, onde cada história é acolhida sem julga-mento e cada silêncio encontra espaço para se expressar, criando um território raro de escuta interessada e partilha». A edição deste ano decorre entre as 09h30 e as 16h30 e contará com cinco artistas de diferentes disciplinas, do teatro, à música, mas também à dança, que irão conduzir sessões ao longo do dia numa abordagem profundamente personalizada. «Um ano após a primeira intervenção, as Consultas Poéticas regressam ao Estabelecimento Prisional de Guimarães. Este regresso afri ma a importância da presença e da escuta como matéria essencial do teatro. Em cada consulta, a pa-lavra torna-se um espaço de partilha e escuta, onde a experiência poética se revela no encontro», salienta Manuela Ferreira, diretora artística da iniciativa e presidente da Associação Paisagem Periférica. Também Augusto Urjais, diretor do Estabelecimento Prisional de Guimarães, destaca o impacto da iniciativa: «A experiência do ano passado deixou marcas invisíveis, mas profundas: vozes que se abriram, esperança que voltou a respirar. Deixou, acima de tudo, memórias, boas memórias e experiências lindas. Porque a arte não reconhece muros. E ninguém fica de fora da criação». A edição deste ano conta com cinco artistas de diferentes disciplinas, do teatro, à música e à dança