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DS Nº4 HYBRID 145 JULES VERNE - NOVA IDENTIDADE

Carros & Motores

2026-03-26 22:06:11

Com direito a mudança de nome (de DS4 para DS N$4), o renovado compacto francês reforça as suas ambições premium, apostando em melhorias cirúrgicas nas mecânicas e nos equipamentos. A par desta nova identidade, a marca lança a edição limitada Jules Verne, disponível na versão 100% elétrica e neste híbrido ligeiro a gasolina de 145 CV. Com 4,40 metros de comprimento, o novo DS NO4 substitui o DS4, a proposta dom grupo Stellantis para competir com compactos premium como O Audi A3 Sportback, o BMW Série ] OU O Mercedes-Benz Classe A (este último com futuro incerto, segundo várias fontes). Além desta concorrência de elite, o seu público-alvo também considera alternativas como o Lexus LBX e o Volkswagen T-Roc, crossovers focados na versatilidade de utilização, com dimensões semelhantes e um equilíbrio competente entre conforto e dinâmica. Em Portugal, o nosso protagonista não é uma visão comum nas ruas, talvez porque nunca foi barato (embora esta nova versão tenha sofrido alguns ajustes de preço) OU porque o seu segmento (c) está em declínio devido à forte presença dos SUV. Contudo, como descobrirá, é uma excelente opção para quem procura destacar-se do referido trio alemão. Em primeiro lugar, é de facto um carro pouco visto, e embora isso possa exigir que alguns jus-tifiquem a sua compra, não deixa de ter o seu mérito numa altura em que a tendência recai sempre nos suspeitos do costume. Sim, alguns podem recordar-se que a DS começou por ser Citroên DS. Afinal, a origem de tudo está no lendário DS 21, lembram,se? Mas, neste momento, a marca tem uma identidade própria e, embora não apresente todas as tecnologias mais recentes na Stellantis como antigamente, continua a apoiar-se naquele inegável savoir-faire francês em termos de acabamento e seleção de materiais, sobretudo a bordo. MIMADO Este automóvel, curiosamente fabricado na Alemanha, foi mimado pelos seus criadores. Apesar da sua plataforma ser a mesma do Opel Astra (com o qual partilha a linha de produção) e Peugeot 308, e até apresente peças desses modelos (puxadores interiores das portas, comandos dos piscas e dos limpa para-brisas, para citar alguns), a sensação, uma vez acomodado no seu interior, é de mais requinte. Talvez um passo à frente dos seus congéneres de grupo. Estofos, acabamentos decorativos, comandos dos vidros... Na “nossa” série especial Jules Verne, edição limitada que celebra o legado de um dos escritores mais ilustres de todos os tempos, o painel de bordo é revestido em Alcantara e gravado a laser, revelando um delicado esboço de uma rosa dos ventos numa referência à engenharia e ao espírito destemido dos exploradores. Além disso, se um Astra OU um 308 já impressionam neste aspeto, aqui as portas, particularmente as dianteiras, parecem vedar com aquele abafado, sólido e inconfundível bater de carros bem-feitos. Depois, para lhe conferir um ar renovado e adotar a nova nomenclatura da marca, estreada pelo topo de gama N98 com o seu to-que distintamente francês (não acha?), o NO 4 recebe uma nova dianteira (grelha com detalhes e emblema iluminados, luzes diurnas LED em formato v fechado, faróis refinados, incluindo LED Matrix, e novo para-choques), estreia desenhos das jantes e, embora de uma forma mais discreta, traseira revista (para-choques e bagageira, esta última com lettering sobredi-mensionado com o nome da marca e do modelo, o que nos parece algo excessivo). Resumindo, o DS4 já era um carro interessante e agora tem ainda mais presença, por mais subjetivo que isto possa parecer. Mesmo com menos detalhes cromados do que antes, continua a parecer moderno e elegante, com um toque de CoUpé graças à sua linha de cintura elevada e aos pequenos vidros traseiros que, em alguns casos, podem dar a sensação de confinamento. Os puxadores exteriores das portas alinham-se automaticamente quando começa a conduzir. é também um produto bem equipado, principalmente nesta edição Jules Verne que acrescenta “mimos” como os bancos dianteiros aquecidos, refrigerados e com massagem, além de uma série de tecnologias de assistência à condução, incluindo o apoio ao estacionamento dianteiro e traseiro e câmara de marcha-atrás OU o travão de estacionamento elétrico automático. Em qualquer caso, a marca oferece um completo compêndio de itens de equipamento, alguns quase essenciais num automóvel deste porte, como o portão da bagageira com abertura mãos-livres. Aliás, a atuali-zação trouxe melhorias no ADAS e noutras funcionalidades, como um painel de instrumentos digital maior. Além disso, abdicou também do pequeno ecrã táctil na consola central do seu antecessor, usado para digitar endereços de navegação OU números de telefone. CHARME FRANCéS Em breve, a gama será reforçada com um motor Diesel de 130 cv, mas, para já, o catálogo inclui uma versão híbrida Plug-in (225 cv; não disponível na edição Jules Verne), elétrica E-TENSE 100% (215 cv) e este híbrido ligeiro de 145 CV que, apesar do seu tamanho reduzido (1.2 litros, três cilindros), não deixa os seus créditos por mãos alheias. é certo que não tem um desempenho impressionante (as recuperações são algo lentas), mas o turbocompressor ajuda, assim como a transmissão automática de dupla embraiagem de seis velocidades. E por se tratar de um mild hybrid, permite manobrar OU circular em estradas planas sem utilizar gasolina. Em suma, ideal para a cidade, onde pode consumir cerca de 5 //100 km, e competente q.b. para uma condução em autoestrada a um ritmo tranquilo (aqui 6,5-7 litros), cenário propício para usufruir do que O DS tem de melhor, o charme das suas linhas, a suavidade da sua SUSpensão e a condução fácil. D EDUARDO CANO COluls DUARTE RIVAL BMW 116 TIPO DE MOTOR Gasolina, 3 cilindros em linha, turbo CILINDRADA 1.991 cm3 POTeNCIA 122 cv entre as 3.900 e as 6.500 rpm CONSUMO (WLTP) 5,9 l/100 km (misto) PREçO 35.200 EUR Apesar da maior cilindrada, o BMW anuncia menos potência com prestações muito próximas do DS. A dinâmica é exemplar e, ao contrário do que seria de esperar, o preço é éinferior graças, também, a um equipamento de série mais comedido. FICHA TeCNICA DS N4 HYBRID 145 JULES VERNE TIPO DE MOTOR Gasolina, 3 cilindros em linha, turbo CILINDRADA 1.199 cm3 POTeNCIA 136 cv às 5.500 pm BINãRIO MãXIMO 230 Nm às 1.750 pm TRANSMISSãO Dianteira, caixa auto. 6 vel. (dupla embraiagem) SISTEMA ELeTRICO TIPO DE MOTOR Síncrono de ímanes permanentes, dianteiro POTeNCIA 29 CV(21 kW) BINãRIO 55 Nm BATERIA lões de lítio, 0,89 kWh SISTEMA HíBRIDO TIPO DE MOTOR Gasolina-Elétrico, MHEV POTeNCIA (TOTAL) 145 CV (107 kW) BINãRIO (TOTAL) N.D. V. MãXIMA 203 km/h ACELERAçãO 9,4: (0 a 100 km/h) CONSUMO (WLTP) 5,2 l/100 km (misto) EMISSOES CO2 (WLTP) 117 g/km (misto) DIMENSOES (C/LA) 4.400 / 1.830 1.470 mm PNEUS 205/55 R19 PESO 1.538 kg BAGAGEIRA 430-1.2401 PREçO 40.180EUR GAMA DESDE 37.6804 EUR I.CIRCULAçãO (lUC) 108,32 EUR LANçAMENTO Fevereiro de 2026 AVALIACãO PREçO/EQUIPAMENTO PRESTAçOES COMPORTAMENTO CONSUMO/AUTONOMIA Interior em alcantara série soleira das portas nlustradas DR CONCLUSaO Extremamente confortável, não será a melhor alternativa para os condutores mais dinâmicos, mas é fácil de conduzir, bem construído, relativamente económico e com boa resposta, desde que não se exija demasiado. Esta edição Jules Verne enaltece ainda mais a vertente exclusiva e distinta do modelo. Nova assinatura luminosa para a função de luzes diurnas. Faróis LED e farolins, também LED, com efeitos 3D e acabamento em escamas. As jantes de liga leve Lima de 19” com tampa central em dourado são um dos elementos característicos da versão Jules Verne. Mala com capacidade correta para O segmento. Boa acessibilidade. EQUIPAMENTO SERIE Airbags frontais, laterais (dianteiros) e cortina; ISOFIX; controlos de estabilidade e tração; travagem de emergência automática com deteção de peões e ciclistas: alerta e assistente de mudança de faixa; sistema de monitorização do condutor; reconhecimento dos sinais de trânsito; controlo inteligente da velocidade; ajuda ao arranque em subida: cruise control adaptativo: sensor de pressão dos pneus; faróis LED; câmara de visão traseira; ajuda ao estacionamento dianteiro e traseiro;: sensores de chuva e luz retrovisores elétricos aquecidos e retráteis: ar condicionado automático de 2 zonas; acesso e arranque sem chave: travão de estacionamento elétrico: volante multifunções em pele com patilhas e regulação em altura e profundidade: interior em alcantara; bancos dianteiros elétricos (com memória no condutor) e aquecidos; painel de instrumentos digital de 10,25”: sistema multimédia com ecrã tátil de 10". entradas USB, Bluetooth, navegação 3D, reconhecimento de voz e ligação sem fios para Apple Carplay e Android Auto; carregador sem fios para smartphone; chamada de emergência eCall; e jantes de liga leve de 19 polegadas. OPCIONAIS Pintura metalizada (900 EUR); portão traseiro elétrico (450 EUR); ajuda ao estacionamento dianteiro (462 EUR; teto de abrir elétrico (950 EUR. ã FRENTE ã FRENTE VIAJA-SE COM TODO CONFORTO. ATRãS, ESPAçO ALGO LIMITADO AO NíVEL DA LARGURA A BASE E COMUM A OPEL ASTRA E PEUGEOT 308, MAS NOTA-SE UM ESFORçO EM ELEVAR A QUALIDADE Pormenor das patilhas no volante para passagens de caixa manuais-sequenciais. 1. O painel de instrumentos digital é agora maior, com 10,25” e alta definição. Esta é uma melhoria bem-vinda, pois é sem dúvida mais fácil de ler do que antes. 2. O pequeno ecrã na consola central para inserir comandos foi removido. O apoio mantém-se, embora a sua função não seja clara. 3. O sistema de infoentretenimento IRIS é suportado por um ecrã de 10” de boa qualidade; porém, fluidez entre menus não está à altura dos melhores.