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BRACARENSE DST GANHA CONTRATO DE 6,4 MILHÕES EM FRENTE À TORRE EIFFEL

Negócios Online

2026-03-26 22:06:11

A DTE, empresa especializada em instalações especiais do grupo DST, foi escolhida pela Eiffage Construction para estar envolvida na renovação integral de 36 milhões de euros do Chaillot - Théâtre National de la Danse, uma das maiores salas de teatro do mundo. Com um efetivo próximo dos quatro mil trabalhadores e uma faturação que ultrapassa os 700 milhões de euros, dos quais cerca de 25% são gerados no estrangeiro, nomeadamente em França, Reino Unido, Holanda, Mónaco e Angola, o grupo DST acaba de ganhar mais um relevante contrato no mercado francês. A DTE, empresa do grupo especializada em instalações especiais, foi escolhida pela gigante gaulesa Eiffage Construction para estar envolvida na renovação integral do Chaillot , Théâtre National de la Danse, em Paris, um dos mais relevantes equipamentos culturais franceses, localizado na Praça do Trocadéro, em frente à Torre Eiffel. A intervenção integra a denominada Operação Vilar e representa um investimento global de cerca de 36 milhões de euros, financiado pelo Ministério da Cultura francês e pela União Europeia, através do plano France Relance, com o contrato da DTE a valer 6,4 milhões de euros, revelou Ricardo Carvalho, CEO da empresa portuguesa, em declarações ao Negócios. Com conclusão prevista para o outono do próximo ano, o projeto corresponde à segunda fase do plano diretor de reabilitação deste teatro nacional e tem como objetivo a modernização profunda de um espaço com capacidade para 1.200 espectadores, “conciliando inovação técnica, eficiência energética e valorização patrimonial”, realça a DTE. A participação da DTE centra-se nos trabalhos técnicos de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e canalizações, sistemas determinantes para garantir conforto térmico, qualidade do ar, segurança e desempenho energético do edifício, com a intervenção permitir “reduzir em cerca de 22% o consumo de energia e 20% as emissões de gases com efeito de estufa, reforçando o compromisso com a sustentabilidade ambiental”. Para além da modernização das infraestruturas técnicas, a DTE detalha que o projeto contempla a ampliação do palco, a instalação de sistemas cénicos informatizados, a criação de um novo estúdio de ensaio sob a bancada e a reorganização das áreas de circulação e dos espaços públicos, melhorando as condições de acessibilidade, acolhimento e trabalho para público, artistas e equipas técnicas. Para Ricardo Carvalho, “a renovação do Teatro Nacional de Dança representa um projeto de grande relevância, não só pela complexidade técnica e patrimonial, mas também pelo seu valor simbólico e cultural, ao intervir num equipamento de referência internacional, situado no coração de Paris”. O teatro irá permanecer aberto durante as obras, porquanto a Sala Gémier estará ativa e com uma programação "fora de portas" para manter a ligação ao público. Rui Neves ruineves@negocios.pt Rui Neves