ENCONTRO FORA DA CAIXA JUNTOU LÍDERES PARA DEBATER COMPETÊNCIAS E INOVAÇÃO INDUSTRIAL - INDÚSTRIA INTELIGENTE REFORÇA VALOR DAS COMPETÊNCIAS HUMANAS
2026-03-28 13:43:04

Competências técnicas, digitais, comportamentais e analíticas voltaram a estar no centro da reflexão no “Encontro Fora da Caixa”, que reuniu, ontem, decisores empresariais, académicos, líderes industriais e representantes do setor público, no Espaço Vita, em Braga. A conferência , subordinada ao tema “Competências num Mundo de Indústria Inteligente” , explorou como as organizações enfrentam rápidas transformações tecnológicas e económicas, numa altura em que automação avançada, inteligência artificial e análise de dados se afirmam como pilares de competitividade. O programa incluiu intervenções de diferentes oradores e a apresentação do vencedor da 1.ª edição do Prémio Inovação para a Sustentabilidade COTEC,CAIXA, que distingue práticas ESG que articulam inovação, risco e sustentabilidade. Moderado por profissionais experientes, o debate principal abordou tendências económicas e modelos de competitividade, com ên-fase no papel das competências humanas na adaptação das organizações. Na sessão “Competências que Criam Vantagem”, José Teixeira, presidente do Conselho de Administração e CEO do Grupo dst, refletiu sobre a integração de tecnologia e talento humano em empresas diversificadas. Destacou que «o que conta são os trabalhadores, são as pessoas», lembrando que «quem faz a fatura são os nossos operários». Frisou que, em ambientes de elevada inovação, é essencial promo-ver criatividade, inovação e liberdade, alertando para os perigos de estruturas baseadas apenas na obediência. Para José Teixeira, caraterísticas como «ser boa pessoa» têm valor económico real, e trabalhadores com cultura e imaginação elevam a competitividade das empresas. O CEO recorreu, ainda, a referências filosóficas para sublinhar a importância de alimentar a imaginação, defendendo que sem a capacidade de «sonhar e fazer o impossível», as organizações per-dem vantagem. O executivo comentou também o impacto da inteligência artificial no trabalho, destacando como estas ferramentas podem libertar as pessoas de tarefas repetitivas e permitir que se concentrem em funções de maior valor acrescentado, sem comprometer a estabilidade dos postos de trabalho. O encerramento esteve a cargo do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que apontou a complexidade global como grande desafio, dizendo que «temos hoje um mundo com muito maior complexidade. Só há uma solução efetiva para lidar com essa complexidade, que é mais educação, mais conhecimento». O ministro deta-lhou a reforma em curso no seu ministério, que pretende modernizar processos, digitalizar bases de dados e integrar ferramentas avançadas, permitindo que professores e diretores se concentrem no essencial: «melhorar as aprendizagens dos alunos». O responsável reforçou que o foco nas competências essenciais , como pensamento crítico, capacidade de fazer perguntas, interação humana e inteligência social , é fundamental num mundo em que a tecnologia e a inteligência artificial são, cada vez mais, presentes, afirmando que «estas competências não são substituíveis por máquinas e devem ser cultivadas no sistema educativo para preparar as gerações futuras». Futuro das organizações passa pela integração de tecnologia avançada com competências humanas essenciais, garantindo resiliência e competitividade Conferência abordou impacto da inovação e inteligência artificial no trabalho Cristiana Barbosa