NOVO OPEL ASTRA - CONTINUIDADE COM SUBSTÂNCIA E EQUILÍBRIO ALEMÃO
2026-03-30 21:06:20

Já conduzimos os novos Opel Astra, automóveis “made in Germany” de design elegante e comportamento exemplar no segmento. Mas o mais interessante acabou por ser a condução nocturna. a Em 90 anos cabe muita história. O mais recente capítulo no velho livro dos familiares compactos da Opel é um Astra o 13.º, contando com o Kadett , um automóvel sólido e bem apetrechado, que mantém a sobriedade do modelo. Conhecemo-lo em estreia mundial no Salão Automóvel de Bruxelas, no passado mês de Janeiro, e agora fomos pô-lo à prova, em passeios por Split, na Croácia. Chega a Portugal em meados de Abril em cinco motorizações. Conduzimos o híbrido plug-in e a Sport Tourer (carrinha), nas variantes híbrida e eléctrica ficou por testar o motor Diesel. Em todas elas a primeira impressão é a de um carro confortável e muito silencioso. O exterior foi renovado e mostra elegância (sem correr riscos), com o verde e o amarelo a sobressair na paleta de cores tradicionalmente escolhidas pelo público-alvo do segmento C. A nova assinatura luminosa é uma evolução da estética da linguagem Vizor e representa os pontos cardeais; o símbolo da Opel e as luzes de sinalização estão agora sempre iluminados também atrás. É vistosa, mas não exagera. Por dentro, um desenho sóbrio (uma vez mais), bons materiais, bem construído. Os bancos são muito bons, o espaço é generoso, o sistema de entretenimento é fácil de utilizar e esforçado em manter-se o mais simples possível. A Opel mantém felizmente o acesso ao sistema de climatização e volume do rádio através de botões físicos. A qualidade do sistema de som a bordo é adequada e inclui a opção “áudio espacial”, mais envolvente. Tudo é muito normal (em bom), no sentido daquilo que é esperado num Astra. Mas há duas coisas que achámos particularmente interessantes neste carro alemão desenvolvido e construído na sede da Opel em Rüsselsheim. A primeira, o comportamento do híbrido plug-in, a mostrar que a plataforma do Astra está perfeitamente adaptada para receber uma versão GSE (desportiva).com um bloco de quatro cilindros 1,6 litros turbo a gasolina com 150cv, um motor eléctrico com 125cv e potência combinada de 195cv (144 kW), chega ao binário máximo (250 Nm) logo às 1750 rpm, o que lhe confere uma condução ágil e particularmente divertida em modo Sport. Tem um bom “disparo” e o comportamento em curva revela-se seguro. A velocidade máxima é de 225 km/h e vai dos 0 aos 100 em 7,6 segundos. É económico fizemos uma média de 2,6 l/100km em estrada e mesmo com a bateria a zeros, a marca anuncia consumos na ordem dos 5,5 litros por cada cem quilómetros. A bateria de 17 kWh suporta uma velocidade máxima em modo eléc-trico de 135 km/h, com autonomia (média) anunciada de 80 quilómetros. Havendo a possibilidade de carregar em casa ou no trabalho, é perfeitamente possível andar sempre em modo eléctrico nas deslocações do dia-a-dia. O outro ponto especialmente interessante no novo Astra é o sistema óptico, que melhora significativamente o conforto e a segurança da condução nocturna. Estreada no modelo Grandland, a iluminação adaptativa Intelli-Lux HD um opcional na versão GS que custa 1190 euros é constituída por duas lâmpadas com mais de 25 mil elementos (píxeis) cada e muito software. Equilíbrio O novo Astra situa-se no chamado segmento C (familiares compactos), tem 4,37 metros de comprimento a Sport Tourer tem mais 26 centímetros e acomoda cinco pessoas com facilidade. O volume da mala é adequado em ambos os modelos, com destaque para os quase 600 litros na carrinha, expansíveis com o rebatimento dos bancos traseiros até aos 1634 litros. As duas versões disponíveis, Astra Edition e GS, diferem em alguns detalhes, nomeadamente nos bancos (todos confortáveis), que têm mais apoio lateral no GS, bem como opções de aquecimento e massagem. As Sport Tourer híbrida e eléctrica possuem dinâmicas distintas, mas são ambas igualmente confortáveis, silenciosas , mais no eléctrico, naturalmente , e com bom comportamento em curva, sem que se note o tamanho do carro. O motor eléctrico gera 156 cv, faz dos 0 aos 100 km/h em 9,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 170 km/h.com uma bateria de 58 kW, a carrinha tem autonomia anunciada de 445 quilómetros (ciclo combinado WLTP), com o consumo anunciado de 15,6 kW/100 km; na nossa volta, quase sempre em estrada, registámos 13,6 kW. A carrinha com motorização mild hibrid, cerca de 300 quilos mais leve, tem um desempenho idêntico ao modelo eléctrico, mas anda mais. Equipado com motor tricilíndrico 1.2, gera 145cv (107 kW) de potência combinada, 210 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em nove segundos. Com preços em Portugal a começar nos 31 mil euros no híbrido e 37.500 euros no híbrido plug-in e eléctrico, o novo Astra mostra um desempenho global sólido em linha com a tradição do modelo e por isso aponta a um público-alvo bastante amplo o que justifica também a opção a gasóleo. Além disso, tem no desenvolvimento e construção na Alemanha um argumento que agradará aos consumidores mais tradicionais. O novo Astra não é globalmente surpreendente, mas poderá ser uma opção segura por muitos anos. Na prática, o sistema adapta a luminosidade ao ambiente e à presença de obstáculos e às condições atmosféricas. É particularmente impressionante ver um “túnel escuro” em torno do carro que segue à nossa frente, para evitar encandeamentos, mantendo bem iluminadas as laterais da estrada. Estas tecnologias são muitas vezes acompanhadas de “truques”, o que é o caso, seja na animação projectada quando se liga o carro, seja no efeito de cortina em dois momentos, visível quando as luzes “abrem” na passagem automática dos médios para os máximos. É bonito, e isso também conta. O Opel Astra chega a Portugal em meados de Abril em quatro motorizações: eléctrico, plug-in, gasolina híbrido e a gasóleo; os preços começam nos 31 mil euros Pedro Esteves