LANÇAMENTO DE SEIS SATÉLITES PORTUGUESES É APENAS O INÍCIO
2026-03-31 21:09:05

Ministro da Economia sublinhou ontem a importância do lançamento dos satélites portugueses e o facto de ainda este ano Portugal passar a ter o seu próprio lançador Lusa Açoriano Oriental O ministro da Economia sublinhou ontem que o lançamento bem-sucedido de seis satélites portugueses faz deste “o dia mais marcante” para a presença de Portugal no espaço, mas é “apenas o início”. “Hoje é o dia mais marcante, maséapenas o início, porque atrás destes satélites irão outros ainda este ano e vamos ter o nosso próprio lançador nos Açores”, sublinhou Manuel Castro Almeida. O ministro da Economia e da Coesão Territorial acompanhou ontem o lançamento de seis satélites portugueses , quatro do con-sórcio LusoSpace, que vão integrar a Constelação Lusíada; um da Força. Aérea Portuguesa e outro do CEiiA = Centro de Engenharia e Desenvolvimento, que fazem parte da Constelação do Atlântico. Os satélites foram lançados às 12h02 na base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos, no âmbito da Agenda New Space Portugal, a bordo de um foguetão Falcon 9 da SpaceX, e o momento foi transmitido em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. O ministro destacou ainda a capacidade de duplo uso, em particular da Constelação do Atlântico, defendendo que deve ser precisamente essa a aposta da Europa. “E Portugal está a ter uma parte determinante, ativa, liderante mesmo, nesse processo de reforço das capacidades de uso militar da Europa”, acrescentou Manuel Castro Almeida, falando numa “era nova na ligação de Portugal com espaço”. Questionado se o aumento da despesa com Defesa passa também pelo investimento nessa ligação de Portugal ao vespaço, o ministro da Economia sublinhou que o investimento do país no setor militar “não é para comprar armamento”. “Queremos participar no reforço das capacidades militares da Europa e isto é uma forma de o fazer, portanto, as des-pesas de natureza militar que estamos a fazer na chegada ao espaçovão, evidentemente, contar no conjunto das despesas militares de Portugal”, explicou. Quatro dos satélites , Camões, Agustina, Pessoae e Saramago, nomeados em homenagem aos escritores portugueses-juntam-se ao primeiro, lançado em janeiro de 2025, da Constelação Lusíada, que vai permitir criar um serviço de navegação marítima. O objetivo é criar um serviço para dar informação aos navios em tempo real, uma espécie de “Waze dos oceanos”, segundo o diretor executivo da LusoSpace, com disponibilização de informações como alertas de piratas, meteorologia, pessoas que estão a precisar de apoio, icebergsà deriva, derrames de petróleo e muito mais. A bordo do Falcon 9, seguiram também outros dois satélites, que fazem parte da Constelação do Atlântico: um satélite SAR (Synthetic Aperture Radar, Radar de Abertura Sintética em português) da Força Aérea, e um satélite ótico (VHRLight NexGen) da responsabilidade do CEiiA e da N30.1 RODRIGO ANTUNES/LUSA