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NOVO "PACOTE" DE SATÉLITES PORTUGUESES JÁ ESTÁ A CAMINHO DAS NOVAS MISSÕES NO ESPAÇO

Sapo Online

2026-03-31 21:09:07

O lançamento está a ser acompanhado no Pavilhão do Conhecimento, numa sala bem cheia onde as palmas se ouviram a acompanhar o momento do lançamento do Falcon 9 (atualizada) O lançamento dos satélites foi acompanhado no Pavilhão do Conhecimento, numa sala bem cheia onde as palmas se ouviram a acompanhar o momento do lançamento do Falcon 9. O primeiro satélite só foi lançado para o espaço mais de 50 minutos depois da partida do Falcon 9, e os portugueses estavam entre os últimos a sair da cápsula, mas tudo decorreu sem falhas numa missão que durou quase três horas e que já está bem estudada. O foguetão da SpaceX partiu às 12h01 e tudo foi acompanhado em direto e com comentários em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com a sala do auditório muito preenchida. Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt Como o TEK Notícias tinha dado conta esta manhã, são sete satélites “made in” Portugal que hoje seguem para o espaço, para cumprir diferentes missões no espaço, desenvolvidos em projetos diferentes e com objetivos diferenciados, mas marcando a consolidação de uma nova fase do projeto espacial português. Seis vão integrar as constelações Lusíada e Atlântico, esta desenvolvida em parceria com Espanha, e têm financiamento do PRR, enquanto um sétimo satélite, o GEMS2-Amethyst, resulta de uma iniciativa privada da Weather Stream. No “pacote” que hoje chega ao espaço, quatro satélites são da LusoSpace, mais dois que têm “cunho” da Força Aérea Portuguesa e do CEiiA, e ainda o GEMS2-Amethyst da Weather Stream, e todos seguiram a bordo do Falcon 9 na missão Transporter-16 da SpaceX. O lançamento do Falcon 9 aconteceu a partir de Vandenberg, na Califórnia, à hora que estava prevista, 4h02, hora do Pacífico, 12h02 em Portugal continental. A bordo seguem 119 “cargas”, entre cubesats, microsats e outros “passageiros”, entre os quais os sete portugueses. Veja as imagens do lançamento e da colocação dos satélites SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16SpaceX | Lançamento da missão Transporter-16 Quando publicámos esta notícia, a transmissão da SpaceX ainda estava a decorrer e o lançamento do Falcon 9, às 12h02, arrancou palmas da audiência no Pavilhão do Conhecimento, num evento que o TEK Notícias acompanhou. Os primeiros satélites começaram a ser libertados da cápsula cerca de 50 minutos depois do lançamento, como se pode ver no esquema partilhado pela SpaceX para a missão Transporter-16, e os portugueses da constelação Atlântico e Lusíada estão entre os últimos da lista para aproveitar a maior altitude do foguetão e descerem depois para a órbita nos 550 km acima da Terra usando o mínimo de combustível, como explicou ao TEK o Coronel Pedro Costa, Chefe do Centro de Operações Espaciais no Comando Aéreo da Força Aérea. A transmissão terminou 2 horas e 48 minutos depois do lançamento com o regresso do Falcon 9. A manobra já faz quase parte da rotina e a empresa de Elon Musk é uma das responsáveis pelos programas de colocação de satélites no espaço, sendo que no programa Rideshare já transportou mais de 1.600 cargas, entre as quais alguns satélites portugueses, como o PoSAT-2 e o PROMETHEUS-1 que foram lançados em janeiro de 2025. Veja as imagens do evento de lançamento no Pavilhão do Conhecimento PoSAT-2 | Lançamento de satélites portuguesesCamões, Agustina, Saramago e Pessoa da LusoSpace ! Lançamento de satélites portuguesesLISA Laser Terminal da LusoSpace | Lançamento de satélites portuguesesJACS da LusoSpace | Lançamento de satélites portuguesesGeoSAT-2 da Geosat | Lançamento de satélites portuguesesGeoSAT-1 da Geosat | Lançamento de satélites portuguesesSOVA da Omnidea | Lançamento de satélites portuguesesPoSAT-1 | Lançamento de satélites portuguesesLançamento de satélites portuguesesLançamento de satélites portugueses Sete satélites “made in” Portugal Hoje o número de satélites desenvolvidos com cunho português a orbitar a Terra ultrapassa a dezena, com o “velhinho” PoSAT-1 ainda em órbita depois de mais de 30 anos da primeira aventura de Portugal no espaço. Nem todos foram licenciados em Portugal pela ANACOM, como se pode verificar na lista de licenças no site da autoridade. Em março de 2024 o MH-1 foi lançado para o espaço, mas já reentrou na atmosfera, ao contrário do PoSAT-1 que já passou ao estatuto de lixo espacial mas se mantém em órbita, mais de 30 anos depois do lançamento. Seguiu-se o PoSAT-2, o primeiro de uma constelação de microsatélites com ADN português da LusoSpace, ainda em 2024, e já em 2025 mais dois satélites se juntaram à lista, o PoSAT-2 e o PROMETHEUS-1. Agora é a vez da LusoSpace lançar mais quatro satélites, que receberam nomes bem portugueses, o Camões, Agustina, Pessoa e Saramago. Mas há mais “carga” com cunho português a bordo do Falcon 9, com o CA-01, o satélite da Força Aérea Portuguesa que vai reforçar a Constelação do Atlântico, tal como o VHRLight NexGen, desenvolvido num consórcio que envolve o CEiiA e a N3O, com parceiros internacionais. Soma-se a estes o GEMS2-Amethyst da Weather Sream, a empresa norte americana que tem uma subsidiária em Coimbra, e que foi licenciado pela ANACOM. Quatro satélites de nome português da LusoSpace Camões, Agustina, Pessoa e Saramago foram os nomes escolhidos para os quatro satélites da LusoSpace que hoje seguem para órbita para integrar a constelação Lusíada que pretende tornar as comunicações marítimas mais seguras. A constelação já conta com o PoSAT-2 e tem mais elementos em preparação. Quando estes quatro novos satélites ficarem posicionados e começarem a operar, a constelação Lusíada será composta por cinco unidades que vão conseguir comunicar entre si, sendo a operação assegurada pela Geosat. Ao TEK, Ivo Vieira, Chief Executive Officer da LusoSpace, explica que a ideia é ser o Waze dos oceanos, detalhando que o serviço vai permitir garantir as comunicações e localizar outros navios. Estes satélites são abrangidos pela Agenda New Space e integram a missão VDES. A ideia é que a constelação permita observar observar áreas de interesse com uma recorrência aproximada de três horas. “Os dados gerados por esta constelação servirão para o desenvolvimento de soluções avançadas em áreas como resposta a catástrofes, agricultura de precisão, monitorização ambiental, mapeamento de carbono, segurança e defesa“, refere fonte da Agenda New Space, indicando que a constelação conta com satélites óticos e radar. Segundo os dados, o lançamento dos satélites representa um investimento de 15 milhões de euros, dos quais 10 milhões de euros são financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A LusoSpace financia cerca de 2,5 milhões de euros, com o restante montante a ser angariado junto de investidores privados. Os lançamentos de hoje vão também reforçar a Constelação Atlântico, com dois novos satélites da da Força Aérea Portuguesa e do CEiiA, desenvolvidos em colaboração com a N3O, parceiros internacionais e o operador nacional Geosat. A constelação já conta com três satélites em órbita e decorre de uma parceria com Espanha, com capacidade para observar a Terra em condições meteorológicas mesmo adversas, de dia e de noite. “Esta capacidade reforça significativamente a vigilância persistente, a consciência situacional e a segurança nacional, permitindo uma resposta mais rápida a missões militares, desafios de segurança marítima e proteção da Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa“, refere a fonte da Agenda New Space Portugal. O CA-01 da Força Aérea Portuguesa “prepara Portugal para maiores ambições de futuro da presença”, como foi destacado na apresentação. “Hoje é dado o primeiro passo para a autonomia da Força Aérea no espaço”, afirmou o General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Sérgio Pereira. O satélite desenvolvido em cooperação com o CEiiA, o VHRLight NexGen, resulta de um projeto liderado pelo centro de investigação português e a N3O, com parceiros internacionais. É o segundo de dois satélites óticos VHRLight NexGen, concebidos para captar imagens da superfície terrestre com resolução de 70 cm por pixel, recorrendo a tecnologia multiespectral de última geração. No âmbito da Agenda New Space Portugal, vai ser hoje formalizado um acordo entre a empresa Satellogic, a N3O e a Geosat que deverá estabelecer “um quadro de cooperação no domínio de novas tecnologias para satélites e subsistemas e dos serviços downstream, nomeadamente no âmbito do Atlantic Data Hub”. GEMS2-Amethyst de Coimbra para a órbita da Terra O sétimo satélite “made in” Portugal que hoje foi colocado em órbita pela SpaceX tem um percurso mais discreto. É o GEMS2-Amethyst e foi desenvolvido pela Weather Stream, uma empresa norte americana que tem uma subsidiária em Coimbra. Foi licenciado pela ANACOM e vai integrar o sistema Global Environmental Monitoring System (GEMS) da Weather Stream. Este projeto não conta com o apoio do PRR e é um investimento de uma empresa privada, de origem americana, que incorporou em Coimbra, escolhendo Portugal como porta de entrada ao mercado europeu. A empresa diz que faz parte de um “esforço pioneiro para transformar a forma como o mundo observa, compreende e atua com base em dados meteorológicos”. A Weather Stream colocou em órbita em 2019 o primeiro radiómetro de microondas comercial colocado em órbita que demonstrou a tecnologia de sensores da empresa e abriu caminho para uma constelação capaz de observar detalhadamente a atmosfera da Terra, em tempo quase real. O GEMS2-Amethyst é o primeiro satélite desta constelação a ser colocado no espaço. “O GEMS2-Amethyst, observa a radiação de microondas e captará perfis tridimensionais de temperatura e humidade, da superfície terrestre até à estratosfera, fornecendo um tipo de dados que melhorará de forma significativa a precisão das previsões meteorológicas”, refere em comunicado. (Nota da Redação; O TEK Notícias acompanhou em reportagem o lançamento dos satélites e a notícia foi atualizada com declarações, imagens e novos desenvolvimentos. Última atualização 15h24) Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.