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SÓ EXISTE UM BUGATTI LA VOITURE NOIRE E NINGUÉM SABIA QUEM ERA O DONO

Pplware Online

2026-03-31 21:09:07

Durante anos, ninguém confirmou quem comprou o Bugatti mais exclusivo do mundo, o Bugatti La Voiture Noire. As teorias apontavam para milionários e futebolistas (sim, CR7 entrou no rol), mas a realidade revelou um desfecho inesperado dentro da própria história da marca: estava ligado à família Porsche. Um mistério que durou anos Durante muito tempo, o proprietário do carro mais exclusivo do mundo foi um verdadeiro enigma. Existe apenas uma unidade do Bugatti La Voiture Noire e, desde a sua apresentação no Salão Automóvel de Genebra 2019, nunca houve confirmação oficial sobre quem o comprou. Isso fez com que a Internet se enchesse de teorias e especulações, desde futebolistas de elite a xeques do petróleo. Foi tal a dimensão dos rumores que o então CEO da Bugatti, Stephan Winkelmann, chegou a desmentir publicamente que o comprador fosse Cristiano Ronaldo, um dos nomes mais apontados devido à sua coleção de Bugatti e capacidade financeira. O mistério manteve-se intacto até agora. Um tributo a um ícone desaparecido O La Voiture Noire nasceu como uma homenagem obsessiva a um dos automóveis mais lendários da história. A Bugatti criou este exemplar único inspirando-se no Bugatti Type 57 SC Atlantic, desenvolvido nos anos 30 por Jean Bugatti, filho do fundador Ettore Bugatti. Do Atlantic foram produzidas apenas quatro unidades, e uma delas, conhecida precisamente como “La Voiture Noire”, desapareceu sem deixar rasto antes da Segunda Guerra Mundial, nunca tendo sido encontrada. Afinal, nunca saiu “de casa” Sabe-se agora que o Bugatti La Voiture Noire nunca saiu verdadeiramente do universo da marca. O comprador foi Ferdinand Piëch, neto de Ferdinand Porsche e uma das figuras mais influentes da indústria automóvel no século XX. Durante o seu percurso à frente do Grupo Volkswagen, foi o grande responsável pelo renascimento da Bugatti como marca de hipercarros de luxo, impulsionando o desenvolvimento do icónico motor W16 que equipa este modelo. O motor W16 e uma história improvável A história deste motor tem contornos quase lendários. O conceito do bloco W16 foi desenhado à mão por Piëch enquanto viajava num comboio-bala japonês a 320 km/h. Esse mesmo motor viria a transformar o Bugatti Veyron no primeiro carro de produção capaz de ultrapassar os 400 km/h. Ferdinand Piëch faleceu em 2019, precisamente o ano em que o La Voiture Noire foi revelado. O carro só foi entregue em 2021, passando então para o seu filho, Anton Piëch. O hipercarro mais caro agora à venda Anton Piëch herdou assim o hipercarro mais caro do mundo na altura da sua entrega. No entanto, tomou agora uma decisão simbólica: colocá-lo à venda. Segundo documentos obtidos pelo jornal económico Handelsblatt, o La Voiture Noire está disponível através de um processo discreto de propostas, com um valor base de 23 milhões de francos suíços, cerca de 25 milhões de euros. A razão por trás da venda A venda desta peça única da história automóvel está ligada à necessidade de financiar a Piëch Automotive, empresa fundada por Anton Piëch em 2017 e focada em veículos elétricos. Apesar de mais de uma década de desenvolvimento, a empresa ainda não lançou um modelo de produção. Segundo fontes citadas pelo Handelsblatt, está também a ser avaliada uma possível integração no grupo chinês Chery, embora sem confirmação oficial até ao momento. Vítor M