PLUG-IN HYBRID NA PEUGEOT - MOBILIDADE INTELIGENTE
2026-04-01 21:09:22

ano passado, 69,7% dos automóveis matriculados no nosso País dispunham de energias alternativas (logo, não tinham mecânicas que consumiam só gasolina ou gasóleo). Dissecando os números da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), e concentrando-nos na fatia maior do bolo, 23,2% dos ligeiros de passageiros novos eram elétricos, 22,3% dispunham de motorizações híbridas, 15,2% contavam com sistemas híbridos Plug-In (PHEV) e 9% tinham outros sistemas/tecnologias. A Peugeot, para o processo de mudança de paradigma no automóvel, adotou uma abordagem do tipo multienergia, por dispor de plataformas que admitem todas as tecnologias e conservando, nalguns carros, os motores Diesel outrora dominantes no mercado europeu em 2025, em Portugal, representaram só 5,8% dos registos de carros novos! Esta diversidade de opções encontra-se na maioria dos modelos da marca, nomeadamente no 308/308 SW, Reportagem. A mudança de paradigma no automóvel não está por detrás somente da transformação que todos testemunhamos no domínio da mobilidade. Também tem impactos na forma de pensar, conduzir e até tributar os carros novos. E, nesta fase de transição tecnológica, os híbridos Plug-In (PHEV), por associarem motores térmicos e elétricos, são soluções mais do que interessantes para os que receiam, ainda, o “adeus” às mecânicas de combustão. Na gama da Peugeot, 308, 308 SW, 3008, 5008 e 408 com este sistema. no 3008, no 5008 e no 408. Nos quatro, mecânicas de combustão coabitam com motorizações híbridas e elétricas. Os PHEV, procurando-se forma inteligente de mobilidade, propõem compromisso atrativo, por combinarem as vantagens dos motores térmicos e as mais-valias dos elétricos. Na prática, isto significa a disponibilidade quase permanente de energia sob o pé direito e resposta muito rápida aos movimentos no pedal do acelerador, o que proporciona agilidade, rapidez, prazer e segurança na condução. Somam-se o conforto e a eficiência proporcionados pela possibilidade de movimentar-nos com a mecânica de combustão interna parada, e as vantagens fiscais que beneficiam a tecnologia. As motorizações híbridas Plug-In também proporcionam primeiro contacto com a condução elétrica. E, assim, contando com duas fontes de energia, a adaptação à mudança de tecnologia faz-se mais facilmente e sem sobressaltos, uma vez que o sistema, por dispor de bateria e depósito de combustível, elimina, por exemplo, os episódios de ansiedade associados à autonomia dos elétricos e permite, também, a aprendizagem progressiva de formas de aumento da eficiência, razão por detrás dos muitos quilómetros que OS PHEV percorrem antes de pararem para receberem combustível e eletricidade. Benefícios fiscais Em Portugal, os PHEV contam com diversos benefícios fiscais. Isto torna-nos mais atrativos para empresas e empresários em nome individual (ENI) e o canal B2B é o que representa mais registos de carros novos, mesmo se nenhuma marca ignora a importância do B2C (particulares). Procurando-se eficiência, sustentabilidade e otimização financeira, tecnologia relevante, por permitir baixar, significativamente, os custos associados tanto à aquisição, como à utilização do automóvel. Na tabela de vantagens fiscais, 75% de desconto no Imposto Sobre Veículos (ISV), o que torna o investimento inicial mais competitivo, dedução total do IVA, Taxa de Tributação Autónoma reduzida, com impacto na eficiência financeira da empresa, e na rentabilidade, depreciação a 100% do IRC, O que assegura recuperação fiscal mais rápida do investimento e, ainda, redução dos custos quer com combustíveis, quer com eletricidade (dedução do IVA nos carregamentos das baterias). Os Peugeot equipados com a tecnologia combinam, por isso, tecnologia moderna com prazer de condução e vantagens financeiras significativas, sobretudo quando comparados com carros que têm apenas mecânicas de combustão interna. E 308, 308 SW, 3008, 5008 e 408 partilham sistema muito competente, principalmente se os condutores cumprirem a regra do carregamento regular da bateria que alimenta o motor elétrico, para beneficiarem das capacidades e qualidades dos PHEV. No sistema da Peugeot, 1.6 PureTech a gasolina, motor elétrico, bateria com muita capacidade e caixa automática. Esta combinação garante autonomia elétrica real, recuperação e regeneração de energia durante as desacelerações e travagens (nos carros com mecânicas de combustão interna, a energia, em vez de reaproveitada, é perdida) e transição suave entre os modos de condução elétrico e térmico. Mais: OS PHEV dependem (muito) menos da rede de pontos de carregamento, facto que os torna mais práticos para deslocações maiores. Perfis de utilização Os cinco Peugeot com a tecnologia partilham muitas características, mas existem diferenças nos perfis tanto da utilização, como dos utilizadores. Nos 308 e 308 SW Plug-In Hybrid, por exemplo, mais condução em ambiente urbana, que pode fazer-se, maioritariamente, em modo elétrico e de forma silenciosa. As acelerações são imediatas e muito suaves, o que melhora a agilidade e o conforto da condução em cidade. A mecânica térmica trabalha só em caso de necessidade. Movimentando-nos num ambiente diferente, o sistema contribui para a moderação no consumo. 308 e 308 SW foram atualizados muito recentemente = esta terceira geração surgiu no mercado em 2021 e ainda não beneficia das plataformas desenvolvidas depois pela Stellantis, que não são mais do que otimizações muito significativas da EMP2 nos compactos da Peugeot. Nos dois, 1.6 Turbo a gasolina (150 cv), motor elétrico (150 cv), bateria com 14,6 kWh de capacidade e caixa automática de embraiagem dupla e 7 velocidades com modo manual operado, sequencialmente, em patilhas no volante. A berlina de 5 portas (225 km/h, 7,6 s de o a 100 km/h, 2,2 1/100 km de consumo médio e 50 g/km de emissões de co2) é capaz de até 86 km elétricos. O preço: desde 35.760 EUR (com o nível de equipamento Allure). A carrinha (308 sw), como a berlina de 5 portas, posiciona-se no topo da gama, no que respeita à potência (a Peugeot reivindica 195 cv!), e apresenta números quase iguais (225 km/h, 8,0 s de 0 a 100 km/h, 2,2 I/100 km de consumo médio e 51 g/km de emissões de co2). Para o modo de condução elétrico, a autonomia anunciada é de 85 km. Preço: a partir de 36.860 EUR (Allure). 3008 e 5008 Plug-In Hybrid são carros maiores e mais espaçosos orientados para famílias e utilizadores que percorrem muitos quilómetros, sobretudo em estrada e autoestrada. E, nestas situações, o facto de poderem contar com o motor térmico depois de esgotada a energia na bateria que ativa o motor elétrico, assume (ainda) maior importância. Os dois baseiam-se na STLA Medium da Stellantis, arquitetura técnica de ponta otimizada para as tecnologias da eletrificação. Por isso, nos dois automóveis, ao contrário do que sucede no 308 ou no 308 sw, esta tecnologia não tem impacto negativo nas bagageiras, que mantêm as capacidades. As bagageiras dos compactos são penalizadas, uma vez que as demais versões da gama contam com compartimentos de carga maiores. No 3008 Plug-In Hybrid, motor 1.6 Turbo a gasolina (150 cv), máquina elétrico (125 cv), bateria com 17,8 kWh de capacidade, caixa automática de embraiagem dupla e 7 velocidades, também com programa manual controlado sequencialmente em patilhas no volante. A marca do leão, para O Sport Utility Vehicle (SUV) com 225 cv, anuncia 220 km/h, 7,8 s de 0 a 100 km/h, 2,4 I/100 km de consumo médio e, ainda, 55 g/km de emissões de c02. A autonomia do modo de condução 100% elétrico é de até 81 km, de acordo com a norma europeia WLTP. Preço: 40.550 EUR (Allure). Regras novas em 2026 e 2027 O automóvel, na Europa, passa por fase de transição regulatória, que também tem muito impacto nos carros novos com motorizações PHEV. Este processo arrancou em janeiro de 2025, com a implementação da norma Euro 6e-bis, a atualização da Euro6 que introduziu critérios mais exigentes de homologação, principalmente na forma de medição dos consumos e das emissões dos híbridos Plug-In! A ideia por detrás da mudança é fazer com que os números sejam muito mais representativos da utilização real, o que exigiu correção do método anterior para a eliminação das distorções na origem dos registos inferiores obtidos apenas em laboratório. O método novo atualiza o ciclo de ensaio WLTP e atribui peso maior à operação da unidade de combustão, com o objetivo de refletir melhor a utilização real. Entre as consequências diretas da mudança, muitos PHEV passaram a apresentar registos mais elevados de consumos e emissões, mesmo não apresentando qualquer tipo de intervenção técnica nas baterias e nos motores, o que diminuiu a elegibilidade para benefícios fiscais e aumentou os custos. Na “linha do horizonte", encontram-se mais novidades, com a entrada em vigor, a 29 de novembro, da norma Euro 7, de cumprimento obrigatório para carros novos, e para os componentes e sistemas instalados nessas viaturas, à venda na Europa. Doze meses depois, todos os automóveis registados na região ficarão abrangidos por regulamento com limites quer para as emissões, quer para a durabilidade das baterias e dos sistemas de controlo das emissões. A combinação da Euro 6e bis e da Euro 7 em 2026/2027 altera, significativamente, a forma como OS PHEV são homologados e tributados. Antecipando-o, mudanças nas regras fiscais, nomeadamente nos critérios de acesso aos benefícios, com os limites máximos de emissões de co2 a aumentarem de 50 g/km para 80 g/km, no caso dos automóveis obrigados ao cumprimento na norma Euro 6e-bis. Nos mais antigos (Euro 6), manutenção da exigência de até 50 g/km. Quase todos OS Peugeot Híbridos Plug-In da Peugeot cumprem as exigências das normas europeias mais restritivas no domínio da proteção ambiental, mantendo, por isso, a condição de alternativas válidas durante o processo de transição para a eletrificação total do automóvel. Os números do 5008, SUV que tem a particularidade de dispor de até sete lugares, são muito semelhantes aos do 3008: 220 km/h, 8,3 s de 0 a100 km/h, 2,8 l/100 km e 62 g/km de emissões de c02. Para este automóvel, promessa de até 78 km entre recargas da bateria = esta operação, em ponto com corrente alternada e 7,4 kW de potência, demora 2h54 (5h30 com 3,4 kW). Preço: 42.460 EUR (Allure). Finalmente, no 408, que também beneficiou de atualização, muito recentemente, a Peugeot propõe a variante mais potente do sistema, com 240 CV. Preço: 40.645 EUR (Allure). Para este modelo, anunciam-se 233 km/h, 7,5 s de 0 a 100 km/h, 2,6 l/100 km de consumo médio e 56 g/km de emissões de c02. No 408 Plug-In Hybrid novo, motor 1.6 Turbo a gasolina (180 cv), máquina elétrico (125 cv), bateria com 14,6 kWh de capacidade e caixa automática de embraiagem dupla e 7 velocidades, também com programa manual. Para o recarregamento do acumulador de energia, a Peugeot anuncia 2h06 com corrente alternada e 7,4 kW de potência promete-se o mesmo tanto para O 308, como para o 308 SW. Todos os carros beneficiam da garantia Peugeot Care de oito anos ou 160.000 km, cumprindo-se as operações de manutenção na marca. JOSÉ CAETANO