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NO GRUPO RENAULT, MAIS 36 CARROS ATÉ 2030 - NOVIDADES MIL

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2026-04-01 21:09:22

Reportagem. No Grupo Renault, plano estratégico novo: O "futuREady" concentra-se, sobretudo, na eletrificação do automóvel, na expansão internacional e, ainda, no desenvolvimento e na produção de plataformas tecnológicas muito modernas. E o consórcio compromete-se com 36 carros novos até 2030. Grupo Renault, depois da estratégia Renaulution apresentada por Luca de Meo, em 2021, que tinha a renovação da gama de automóveis como o ponto de partida para a recuperação financeira do consórcio francês. Agora, com François Provost no comando das operações, anuncia-se etapa nova, que mantém o produto como elemento central, mas valoriza ainda mais a experiência do cliente e, sobretudo, a inovação tecnológica. Em cinco anos, 32 carros novos nas marcas Renault, Dacia e Alpine. Seguem-se, até ao final da década, 36 lançamentos. O objetivo é ganhar o estatuto de “fabricante europeu de referência a nível global”. A Europa mantém-se como mercado prioritário, mas a empresa pretende reforçar a presença em regiões que considera estratégicas para o seu crescimento, casos de india, América do Sul e Coreia do Sul. Dos 36 carros anunciados, 22 destinam-se ao Velho Continente , no lote, nada menos do que 16 elétricos! =, enquanto 14 serão desenvolvidos e produzidos para outras latitudes. E, a médio prazo, o grupo estima alcançar resultados financeiros consistentes e com margens operacionais de 5% a 7%. Uma marca, uma estratégia No plano estratégico novo, cada marca mantém um posicionamento específico. A Renault espera aumentar produção e vendas com a introdução de 12 automóveis na Europa e 14 nos demais mercados internacionais em que tem operações. Para a marca do losango, eletrificação prioritária, com manutenção dos investimentos na tecnologia híbrida até de 2030 em diante. No caso dos elétricos, a ambição é o desenvolvimento de plataformas novas que contribuam para progresso no campo da eficiência (menos consumo de energia, mais autonomia). O objetivo da Renault é mensurável: dois milhões de carros vendidos anualmente até ao final da década, metade fora da Europa, com as motorizações eletrificadas a representarem 100% dos registos europeus e cerca de 50% dos globais. Na Dacia, manutenção do foco na mobilidade acessível, baseada na relação entre preço, custo e valor para o cliente. A marca romena também pretende aumentar o ritmo da eletrificação, que deverá representar dois terços das vendas no fim desta década, e continuar a ganhar quota de mercado no segmento médio-inferior (c). A ambição é de os modelos concorrentes nesta categoria correspondem a cerca de um terço das vendas anuais. E, também até 2030, quatro carros elétricos na gama em vez de apenas um. Por fim, na divisão Alpine, a estratégia de crescimento baseia-se na geração nova do A110, que assentará na Alpine Performance Platform (APP) e contará com mais variantes. A290 e A390 criam base de clientes maior e as edições limitadas A110 R Ultime, por exemplo , aumentam as fontes de receitas, por garantirem margens de lucro maiores. o consórcio também pretende trabalhar na modernização da rede, introduzindo o conceito “software-defined retail”, que digitaliza os processos comerciais e utiliza “gémeos” digitais dos automóveis para otimizar as áreas de exposição, de forma a conseguir aumento de eficiência que diminua os custos em cerca de 20%. Plataforma elétrica nova A estratégia tecnológica do Grupo Renault baseia-se em eletrificação, “software” e arquiteturas técnicas novas. Uma das prioridades passa pelo desenvolvimento de geração nova de carros sem motores de combustão interna para posicionar no segmento c. Para mais eficiência com menos dinheiro, introdução da plataforma RGEV medium 2.0 com tecnologia de 800 V, O que permite recargas ultrarrápidas. Até 2030, sobre esta base, produzir-se-ão berlinas e Sport Utility Vehicles (SUV). Esta bateria adotará a fórmula “cell-to-body”, garantia de mais rigidez estrutural, menor peso e até menos 20% de componentes. Anunciam-se autonomias de até 750 km nos automóveis elétricos e 1400 km nas motorizações com extensores de autonomia, todas com emissões de co2 inferiores a 25 g/km. Os carros baseados nesta plataforma serão definidos por “software” (SDV), com cerca de 90% das funções integradas a admitirem atualizações remotas, devido à disponibilidade de Internet a bordo. Para o desenvolvimento do sistema operativo, a Renault associou-se à Google. E O grupo também está a desenvolver o conceito de carro definido por inteligência artificial (AIDV), para gestão ainda mais capaz de funções como o sistema multimédia, os apoios eletrónicos à condução (ADAS) ou os programas de controlo do chassis. A plataforma RGEV medium 2.0 será desenvolvida em França, maioritariamente, e com o objetivo de garantir uma diminuição de custos na ordem dos 40%, no frente a frente com as arquiteturas técnicas dos carros elétricos atuais. Existirão, ainda, dois tipos de química para as baterias. As versões de maior densidade energética destinam-se aos automóveis com autonomias ou potências maiores, enquanto as de menos estão reservadas para os concorrentes nos segmentos A e B (citadinos e utilitários, respetivamente), e mantêm as arquiteturas de 400 V. O consórcio está, ainda, a desenvolver um motor elétrico de terceira geração, que não necessita de terras raras, tem 275 cv e apresenta uma eficiência na ordem de 93%! Será produzido internamente, por um preço cerca de 20% inferior ao atual, e poderá equipar carros com tração dianteira ou traseira. Parcerias estratégicas O Grupo Renault sublinha a importância de parcerias industriais para alavancar o crescimento que pretende. Mesmo assim, na Europa, manutenção da autonomia industrial e tecnológica, e manutenção da produção para outras marcas, como já acontece atualmente. Entre os parceiros, Nissan, Mitsubishi, Volvo (Renault Trucks) e Ford. E este plano de ação prevê, ainda, a criação, na índia, de centro de produção específico para a Nissan, que alimentará até o mercado doméstico da marca nipónica. Na América do Sul e na Coreia do Sul, consolidação da parceria com a chinesa Geely. No total, e só para estes cinco fabricantes, o Grupo Renault ambiciona fazer mais de 300.000 carros/ano até 2030. para satisfação das diferentes necessidades do mercado. Até 2030, a Dacia espera contar com quatro elétricos. O primeiro chegará já este ano e será produzido na Europa, com base na plataforma AmpR Small do Grupo Renault. é a mesma do Twingo novo. Desenvolvido em menos de 16 meses, o modelo manterá o ADN do fabricante, e apresentará um preço-base inferior a 18.000 EUR. Beneficiando da introdução de carros com tecnologia "full-hybrid” (HEV) e outras soluções tecnológicas modernas, a Dacia estima que dois terços das suas vendas sejam compostas por motorizações elétricas e eletrificados até ao fim da década. O plano de renovação também contempla geração nova do Sandero, carro que há quase duas décadas desempenha um papel determinante para o crescimento da marca na Europa. Contará com gama de motorizações multienergias, e manterá o foco na relação qualidade/preço. Dacia Striker A Dacia prepara-se para reforçar a presença no segmento médio-inferior (c) com o Striker, "crossover" com motorizações multienergias pensado para famílias que procuram versatilidade e preços acessíveis. A apresentação encontra-se marcada só para junho, mas a marca romena anuncia versão de acesso com preço inferior a 25.000 EUR. A Dacia, com o Striker, espera tornar a eletrificação mais barata no segmento dos compactos. Este automóvel propõe-se combinar a funcionalidade das carrinhas, o dinamismo das berlinas compactas de 5 portas e a distância ao solo e a posição de condução sobrelevadas dos Sport Utility Vehicles (SUV). O "design" destaca-se pela silhueta aerodinâmi- ca e pela dianteira muito vertical, onde surge a assinatura luminosa mais moderna da marca. Na traseira, os grupos óticos apresentam-se unidos por peça em preto brilhante que tem textura técnica específica para este modelo.com 4,62 m de comprimento, o Striker posiciona-se ao "lado" do Bigster. Nos dois Dacia, versões híbridas, Hybrid 4x4 e motorizações que consomem gasolina e GPL, tecnologia que continua a ter muita procura entre os clientes da marca. O Striker destina-se tanto a clientes particulares, categoria em que a Dacia está a destacar-se da concorrência em toda a Europa, como demonstram os registos do ano passado, como a empresariais. Elétrico novo ainda este ano Em 2025, a Dacia comemorou marco importante: 10 milhões de carros entregues em todo o mundo desde o lançamento do Logan, em 2004. A marca tem, também, níveis altos de fidelização dos clientes na Europa mais de 70% dos proprietários compram outro carro novo ao fabricante quando trocam de automóvel, enquanto cerca de 10% permanecem dentro do grupo, optando por um Renault. A marca romena também prepara etapa nova de expansão, com mais automóveis e tecnologias Alpine A110 EV A Alpine apresentou os primeiros detalhes da segunda geração do A110, que será elétrica e baseada na Alpine Performance Platform (APP) com uma arquitetura de 800 v, base desenvolvida para maximizar dinamismo, agilidade e "performances". Para o desportivo com dois motores no eixo posterior, promessa de desempenho superior ao dos modelos equivalentes equipados com mecânicas de combustão. Desenvolvida na fábrica Jean Rédélé, em Dieppe, França, terra-natal da Alpine, a plataforma otimiza o peso e a integração de componentes sem “beliscar" o ADN da marca: carácter desportivo e precisão na condução. A estrutura em alumínio é leve e rígida, e beneficia de construção com recurso a técnicas muito inovadoras de colagem e rebitagem. Para o A110 novo, anunciam-se, ainda, distribuição do peso entre eixos de 40/60 e baterias "cell-to-pack" que reduzem o peso e permitem recargas muito rápidas. O inversor é em carboneto de silício (SiC). Todos os sistemas do chassis, incluindo a direção e os travões, mais a aerodinâmica ativa, serão controlados por tecnologia nova , chama-se Alpine Dynamic Model (ADM ECU) e é o "cérebro" da plataforma. O A110 elétrico também contará com Alpine Active Torque Vectoring (AATV) capaz de mudar a repartição de binário entre as rodas a cada 10 milissegundos, além de dois conjuntos de suspensão em alumínio. A posição de condução será inspirada na Fórmula 1, baixa e com volante vertical, para experiência mais desportiva. Em 2025, a Alpine superou pela primeira vez as 10.000 unidades vendidas num só ano. O crescimento da marca continuará com o A290 e O A390. O A110 a gasolina "sairá de cena” durante 2026. Philippe Krief, diretor da Alpine, afirma: "Queremos impor-nos, globalmente, como a marca francesa de desportivos, desenvolvendo e produzindo os melhores automóveis da era elétrica. O novo A110 será fiel ao ADN da Alpine, e superará os melhores desportivos a combustão, graças à APP”. PEDRO JUNCEIRO