pressmedia logo

OS PLANOS DA MARCA SUECA DE AUTOMÓVEIS ELÉTRICOS - POLESTAR TEM AMBIÇÃO

e

2026-04-02 21:09:10

APolestar, depois de início de caminhada com muitos obstáculos, recomenda-se, dizem os responsáveis da marca sueca na “órbita” do consórcio chinês Geely. Em 2025, contra ventos e marés, considerando a situação de instabilidade na maioria dos mercados internacionais de referência (China, EUA e Europa), número recorde de vendas, com 60.119 automóveis elétricos novos entregues a clientes (aumento de 34%, comparativamente a 2024). Em Portugal, registou-se a mesma tendência e o crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo os 80,4% considerando só a tecnologia de substituição das mecânicas de combustão interna, no nosso País, o aumento na procura, ainda que significativo, foi de 25,8%, para 23,2% de quota de mercado. E neste contexto que a Polestar, garantidos os financiamentos de que necessitava, anunciou plano de ação novo. Sob a direção de Michael Lohscheller, alemão com currículo importante na indústria automóvel assumiu o comando da companhia em outubro de 2024 e, no passado, entre outras funções, liderou a Opel de 2017 a 2021, o ano da integração da marca no consórcio Stellantis =, desenvolvimento de estratégia ambiciosa: como traves-mestres para um crescimento sustentável do fabricante baseado em Torslanda, subúrbio de Gotemburgo, Suécia, quatro carros novos em três anos: Polestar 5, variante inédita do Polestar 4, segunda geração do Polestar 2 e, em 2028, o Polestar 7, Sport Utility Vehicle (SUV) “premium” que será posicionado na base da gama. Loscheller apresenta este programa como a maior ofensiva de produtos da marca e reconhece que a produção do 7 é fundamental para o futuro da marca, devido ao facto de Reportagem. A Polestar, em 2025, derrubou recordes: globalmente, a marca sueca de automóveis elétricos progrediu 80, ,40% nas vendas, na comparação com 2024, e essa tendência de crescimento na procura também foi registada em Portugal, com aumento de 80,4% nos registos, também no frente a frente com o ano precedente. E, independentemente da situação de instabilidade no(s) mercado(s), a promessa é de (mais) investimentos e quatro carros novos até 2028. competir em categoria muito importante no mercado europeu é-o tanto em termos de volumes de produção e vendas, como no capítulo da rentabilidade. E a Europa, diz o administrador-delegado da Polestar, é o “alvo” preferencial deste programa. Atualmente, a marca está representada apenas em 25% do mercado de elétricos. em 2028, com mais quatro carros na gama, a participação da Polestar aumentará, globalmente, para 55%. "Preparamo-nos para competir nos segmentos-chave. E é por isso que acreditamos tanto no nosso potencial, na capacidade de crescermos de forma muito rentável”, diz o Michael Lohscheller, que antecipa mais progressos este ano, e recorde novo de vendas, com aumento de dois dígitos tanto no volume de produção, como nos registos de automóveis. Para cumprimento bem-sucedido da missão, a marca também preparou investimentos significativos na expansão da rede, que deverá aumentar 30% durante 2026, depois de passar de 140 pontos em 2024 para 210 em 2025. Prioridade ao mercado europeu ? este ciclo novo de produtos é determinante para o futuro de empresa que nunca anunciou lucros e, como a generalidade dos fabricantes, está confrontado com as tarifas nos EUA e o abrandamento da procura na China. E é esta a razão por detrás da concentração de recursos na Europa: a região, em 2025, representou 79% das vendas da Polestar = comparativamente a 2024, cresci-mento de 56%, para 47.623 carros. Esta tendência, acredita-se, manter-se-á nos próximos anos, uma vez que existe a previsão de manutenção do crescimento da procura de carros elétricos e a marca, reagindo à previsão, continuará a empenhar-se no crescimento da rede na região recentemente, depois da resolução de “conflito” com a Citroên, também passou a competir no mercado francês. O Polestar 5 (ver caixa), Gran Turismo de 4 portas adversário de BMW i7 e Porsche Taycan, por exemplo, é apresentado como não apenas como topo de gama. Para a Polestar, trata-se do automóvel de referência, do carro que apresenta tudo o que a marca é capaz de propor , também para os fãs de condução e “performances”. Os suecos produzem-no na China. Por contar com este carro, o fabricante decidiu-se pelo adiamento da introdução do “roadster” 6. A prioridade é aumentar as vendas, o que significa a produção de modelos que garantam volumes maiores, caso do 4, que contará com variante nova durante este ano (combina o espaço das carrinhas com a versatilidade dos SUV). Depois, em 2027, introdução da segunda geração do 2, automóvel que de a marca já vendeu quase 200.000 exemplares desde 2020. Finalmente, em 2028, estreia do 7, SuV compacto “premium” concorrente de BMW iX1, Mercedes-Benz EQA & Cia. no ano passado, nesta categoria, as motorizações elétricas representaram cerca de 30% das vendas na Europa. Este carro será fabricado pela Volvo na Eslováquia. Assim, teoricamente, menos exposição às tarifas alfandegárias e mais margens de lucro. Atualmente, a parceira sueca já produz o 3 nos EUA e assegura a assistência dos carros da Polestar em cerca de 2000 pontos na Europa, o que também é fator-chave para o sucesso do programa de crescimento na região. Menos de 10 anos de atividade A Polestar tem menos de 10 anos. As raízes da marca encontram-se em equipa de competição criada em 1996 e vendida em 2005, o que coincidiu com mudança no nome de Flash Engineering para Polestar Racing. Posteriormente, esta companhia especializou-se na preparação de automóveis da Volvo. O sucesso da iniciativa fez com que a marca decidisse “absorvê-la” em 2015. Em 2017, a estrutura desportiva mudou de designação para Cyan Racing, enquanto a Polestar ganhou autonomia e passou a funcionar como fabricante de automóveis elétricos. O primeiro carro, O Polestar 1, foi apresentado em outubro de 2017 e produzido de 2019 a 2021, em Chengdu, China. Também em 2019, estreia do Polestar 2, modelo que seria fabricado apenas a partir de março de 2020, em Luqiao, China. Depois, a marca introduziu o 4 em 2024 (fá-lo em Busan, Coreia do Sul) e, em 2025, iniciou a carreira comercial do 3 (Chendu, China, e Ridgeville, EUA). A Polestar faz parte do ecossistema industrial da Geely, segundo maior fabricante privado chinês de automóveis, consórcio que também controla a Volvo Cars, outro acionista de referência de marca sueca que teve Thomas Ingenlath como primeiro administrador-delegado (o “designer” comandou a criação e o posicionamento da empresa). Lohscheller substituiu-o com o objetivo de trabalhar na consolidação e, sobretudo, na expansão. Os planos da marca sueca de automóveis elétricos JOSÉ CAETANO