OS COMBUSTÍVEIS DE BAIXO CARBONO
2026-04-02 21:09:12

Engenheiro e Economista | ntegro O Conselho Consultivo da Plataforma para OS Combustíveis de Baixo Carbono, a qual encomendou um estudo a três instituições de ensino superior e universitário, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa, Institutos Politécnicos de Setúbal e Leiria. Está-se a verificar com os veículos elétricos aquilo que normalmente acontece com as novas tecnologias: há uma fase inicial de grande entusiasmo com a procura a crescer liderada pelos early adopters. Só que estes apercebem-se que a nova tecnologia ainda não consegue satisfazer as expectativas e há então um retrocesso no mercado. ê O que está a acontecer com os veículos elétricos (VE) em que muitos early adopters vieram a experimentar uma desilusão pois perceberam que O VE ainda não os satisfaz em viagens longas, tendo voltado aos veículos de combustão interna (VCI) ou aos híbridos. Assumiu-se que a descarbonização no setor automóvel, quer nos veículos ligeiros e sobretudo nos veículos pesados de carga, passava exclusivamente pela eletrificação, esquecendo uma via alternativa mais gradualista e realista que é a introdução de combustíveis de baixo carbono nas atuais frotas de VCI. O referido estudo mostra que o consumo de gasolina em Portugal irá continuar a aumentar até 2030 e o de gasóleo terá um ligeiro decréscimo. Isto mostra a oportunidade que existe para os combustíveis de baixo carbono entrarem nessas frotas a substituírem os combustíveis fósseis. Estamos a falar de biocombustíveis de 23 geração, feitos a partir dos resíduos agrícolas e alimentares de acordo com os princípios da economia circular e não conflituando com as matérias-primas alimentares, como acontecia com os biocombustíveis de 1a geração. O estudo mostra que já há produção portuguesa e um grande potencial em Portugal para esses biocombustíveis de 23 geração. O estudo também evidencia o elevado potencial do biometano nas frotas automóveis, mas cuja utilização será limitada pela reduzida frota movida a gás natural, embora a substituição do gás natural por biometano se afigure fácil. A atual crise energética vem chamar a atenção para a importância dos combustíveis de baixo carbono, biocombustíveis de 2a geração, não só para a descarbonização das frotas, como via complementar à eletrificação, mas também como uma solução racional para fugirmos à dependência dos combustíveis derivados do petróleo e caminharmos, no setor automóvel, para uma maior independência energética. A atual crise energética vem chamar a atenção para a importância dos biocombustíveis de 2a geração para a descarbonização e maior independência dos combustíveis fósseis Luís Mira Amaral