ESTE CARRO APRENDE CONSIGO: A TECNOLOGIA CHANGAN BLUECORE HEV QUE QUER REDEFINIR A EXPERIÊNCIA AUTOMÓVEL
2026-04-05 21:08:57

Jorge Farromba fez o ensaio ao software revolucionário de IA que chega proposto pela marca automóvel chinesa Ensaiei o Changan Deepal S05 que confirma aquilo que já tinha visto noutros modelos da marca, pois trata-se de um dos automóveis mais avançados na integração de AI. Possui um software denso que, além de ser intuitivo, oferece aquilo que tornou a Tesla e também a Apple verdadeiras Love Brands , diferenciação. Foi isso que estas marcas conseguiram , ser um Oceano Azul, tal como Cirque du Soleil (ver estratégia do Oceano Azul). A experiência digital sente-se logo desde os primeiros quilómetros. Elevado grau de personalização, vários perfis, menus vários, lógicas mas que se moldam ao utilizador e influenciam como sistemas reais que evoluem com o uso. Podemos perguntar se conseguimos viver sem tantas opções. É provável mas depois de as ter custa-nos separar-nos delas. No conforto, o Changan possui os bancos com uma qualidade bastante boa, elétricos, aquecidos, ventilados mas depois vai mais longe pois os bancos podem transformar-se numa single ou double bed e ainda com a possibilidade de termos um colchão insuflável que nos permite pernoitar no automóvel, sendo que o próprio sistema de ar-condicionado está preparado para gastar pouco nestas circunstâncias. Autonomia, qualidade de construção e de materiais continuam a existir, cohabitando com um comportamento rigoroso e coerente com o posicionamento do modelo. Mas se o produto final e a tecnologia já impressionam é no que a marca acabou de apresentar que reside também a ambição da Changan que não se deixou adormecer e quis lançar algo também de verdadeiramente inovador , híbridos de segunda geração , em que surge aqui um saldo geracional massivo com a apresentação da plataforma Bluecore Super Engine, revelada mundialmente a 30 de março. Estes modelos atuais já eram competitivos mas a marca quer obviamente concorrer com a BYD, Leapmotor, Xpeng . e tinha de fazer esta reorientação, apostando na eficiência extrema. Sabemos que a eficiência térmica dos sistemas atuais ronda os 40 a 41 por cento e os consumos entre cinco a 6 l. Este novo bluecore vai elevar a fasquia para 44,28% de eficiência térmica o que pressupõe, nalguns modelos, consumos anunciados de apenas 2,98l. Por outro lado, se até agora os automóveis utilizavam sistemas de injeção direta com valores padrão de mercado à volta dos 250 bares este novo bluecore introduz aquilo que a marca denomina como o primeiro sistema de injeção direta do mundo com 500 bares. E o que é que isto permite? Ao atomizar o combustível de forma muito mais fina consegue-se garantir uma queima quase perfeita, mais potência e também emissões bastante mais baixas Ora tudo isto leva a uma maior autonomia, que a marca já conseguia à volta dos 1000 a 1100 km mas que agora pode chegar perto dos 1500 e com apoio das novas baterias. Este salto tecnológico mostra que a Changan, como as outras marcas asiáticas não estão a acompanhar o mercado, estão a posicionar-se para disputar a liderança tecnológica num segmento que está cada vez mais competitivo. A indústria europeia está também ela a acompanhar este salto exponencial, o que para o utilizador, se traduz em menor dependência da tomada elétrica, custos de utilização mais baixos e também numa experiência híbrida cada vez mais próxima de um elétrico puro. Jorge Farromba