TESTE , MAZDA 6E LONG RANGE 245 CV RWD TAKUMI PLUS: RITMOS DE FUSÃO
2026-04-06 21:09:18

O retorno da Mazda ao segmento das berlinas de grandes dimensões faz-se com o 6e, um modelo 100% elétrico que une o melhor de dois mundos: por um lado, concentra a elegância da marca japonesa e, por outro, tira partido da parceria com a chinesa Changan na vertente técnica e tecnológica. Igualmente valorizados, atributos como a qualidade e o desempenho não passam despercebidos bem como o preço. Autêntica junção de competências entre a Mazda e a Changan, parceiras de longa data para o mercado chinês, o 6e aterra na Europa com o intuito ousado de estabelecer-se como uma das referências no segmento das berlinas elétricas de grandes dimensões. Aliás, essa aliança revela-se mesmo fundamental, já que permitiu acelerar o desenvolvimento do 6e e oferecer um modelo avançado repleto de equipamento e com preço final muito tentador. Mas, deixe-se isso para o fim No exterior, esta berlina de quase 5 metros de comprimento é uma evolução da filosofia Kodo , a Alma do Movimento , com a dianteira longa a destacar-se pela grelha de formato típico Mazda, mas totalmente tapada, integrando assinatura luminosa específica. Na traseira, de extremidade curta, sobressaem os grupos óticos a combinar elementos horizontais com semicírculos, que a marca diz serem evocações do RX-7, e o spoiler ativo que se eleva a partir dos 80-90 km/h ou manualmente através do grande ecrã tátil. Interior premium Os 2.895 mm de distância entre eixos são aproveitados para um interior que prima pela amplitude e pelo acolhimento agradável, com ótimos acabamentos e montagem sem falhas, havendo muitos revestimentos macios na parte superior do habitáculo; na unidade ensaiada, camurça sintética castanha combinada com pele preta, num misto que se pode encontrar nos bancos, volante, tablier e portas e bancos. Os bancos dianteiros, ambos com ajuste elétrico (na versão de topo), dispõem ainda de climatização, com aquecimento e ventilação. Há, igualmente, instrumentação digital de 10,2”, head-up com realidade aumentada, carregador wireless refrigerado para smartphone, sistema de som Sony (com 14 altifalantes, um dos quais no encosto de cabeça do condutor) e tejadilho panorâmico bipartido com cortina elétrica. Se no equipamento e na qualidade o 6e não revela fraquezas, a aglutinação de comandos no ecrã central de 14,6” é discutível. A organização dos menus no lado esquerdo é familiar, mas a utilização dos mesmos durante a condução pode ser distrativa para o condutor com muitas funções para percorrer (admita-se que possa ser uma questão de hábito). Os sistemas Android Auto e Apple CarPlay estão garantidos, bem como modos de cenário (alteram diferentes parâmetros, como por exemplo, deixar o animal de estimação em segurança a bordo) e câmara interior. Já o assistente por voz, por enquanto apenas em inglês, tem atuação limitada no que toca a funções do veículo, sendo ainda muito intrusivo. Ponto muito positivo é a habitabilidade, pelo menos no espaço para as pernas e em largura nos lugares posteriores, embora a altura ao tejadilho seja limitada para adultos acima de 1,80 m. Seja como for, este é um modelo que permite que três adultos se acomodem confortavelmente, dispondo ainda de controlos para a climatização e para a cortina do tejadilho. Rapidez controlada O desempenho da versão Long Range, com bateria de iões de lítio de 80 kWh e motor traseiro de 245 CV e 320 Nm de binário é mais do que suficiente para o quotidiano, reagindo com decisão à pressão no acelerador pese embora sem a brusquidão de outros elétricos. O 6e privilegia abordagem mais progressiva nas acelerações, mas tem na facilidade com que recupera velocidade um argumento a favor, resultando bastante agradável de conduzir (também pela ótima insonorização). Os modos Normal , Sport e Individual alteram o seu carácter: em Sport , por exemplo, nota-se maior rapidez de resposta e direção menos assistida. O refinamento e a segurança que transmite na condução são atributos positivos, com amortecimento firme, mas não o suficiente para se tornar desconfortável, absorvendo bem as imperfeições do asfalto e mostrando controlo de movimentos eficaz (não sendo, claramente, um desportivo). Esta variante supera os 550 km de autonomia e o consumo no teste de 14 kWh/100 km é um bom indicativo para confiar num registo em torno dessa cifra. Aquém do esperado está o carregamento rápido: apenas 90 kW, bem abaixo até dos 165 kW permitidos pela versão de bateria LFP de 68,8 kWh. Descontando esse detalhe, esta é uma versão que se afigura como altamente apelativa para quem quer mesmo colocar de parte a ansiedade de autonomia. E o preço de 44.497 EUR desta versão é chamariz interessante Texto Miguel Silva Fotos Paulo Calisto CONCLUSÃO O 6e é uma berlina muito bem concebida, espaçosa, refinada e, sobretudo, sustentada por uma forte componente tecnológica. Face à versão standard de 258 CV, a variante Long Range, ainda que menos potente, tem prestações igualmente despachadas, mas com autonomia alargada e com diferencial de preço reduzido. Logo, mais vantajosa! FICHA TÉCNICA MAZDA 6E LONG RANGE 245 CV RWD TAKUMI PLUS TIPO DE MOTOR Elétrico, síncrono de íman permanente POTÊNCIA 245 CV (190 kW) BINÁRIO MÁXIMO 320 Nm TRANSMISSÃO Traseira, caixa der relação única BATERIA Iões de lítio (NCM), 80 kWh AUTONOMIA (WLTP) 552 km TEMPO DE CARGA 8h a 11 kW CA (0-100%) 47 min. a 90 kW CC (10-80%) V. MÁXIMA 175 km/h ACELERAÇÃO 7,8 s (0 s 100 km/h) CONSUMO (WLTP) 16,5 kWh/100 km (misto) EMISSÕES CO2 (WLTP) 0 g/km DIMENSÕES (C/L/A) 4.921/ 1.890 / 1.491 mm PNEUS 245/45 R19 PESO 1.962 kg BAGAGEIRA 337-1.074 l (+72 L frunk ) PREÇO 44.497 EUR GAMA DESDE 40.047 EUR I. CIRCULAÇÃO (IUC) 0 EUR LANÇAMENTO Setembro de 2025 Tags: 6ecarros elétricosChanganEnsaioFusãoMazdaMobilidade elétricaTeste [Additional Text]: Mazda 6e Virgilio Machado