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GUERRA NO IRÃO: VENDA DE ELÉTRICOS EM PORTUGAL DISPARA 22%

Pplware Online

2026-04-06 21:09:18

O mercado dos veículos elétricos continua a acelerar em Portugal, impulsionado por fatores externos como a subida dos preços dos combustíveis. Cada vez mais consumidores estão a virar-se para alternativas elétricas e híbridas. Venderam-se 6063 veículos 100% elétricos (BEV) em março de 2026 O segmento dos veículos elétricos registou um crescimento de cerca de 22% em Portugal, refletindo uma mudança no comportamento dos consumidores. A escalada dos preços da gasolina e do gasóleo, influenciada por tensões no Médio Oriente, tem levado muitos condutores a procurar soluções mais económicas a longo prazo. Em março de 2026 foram matriculados em Portugal 30.303 veículos automóveis, ou seja, mais 9,1 por cento que no mesmo mês de 2025. Relativamente aos veículos eletrificados foram matriculados 17.903 num só mês. Só no segmento dos Ligeiros de Passageiros eletrificados registaram-se 17.465 unidades. No que diz respeito a veículos 100% elétricos (BEV), de acordo com a ACAP, venderam-se 6063 veículos, um crescimento de 22,1% face a fevereiro. Apesar de se manter na liderença, com 1 189 veículos vendidos, a Tesla teve uma quebra de 1,7%. A BYD aparece na segunda posição, com 476 unidades vendidas, o que corresponde a um crescimento de 21,1%. Já a Mercedes-Benz vendeu 471 unidades, um crescimento de 73,2%. Das marcas que mais cresceram, destaque para a Skoda (363,6% ), DS (350%), FORD (161,3%) e XPENG (136,9%). Este contexto tem sido decisivo para acelerar a adoção de veículos eletrificados, que incluem não só modelos 100% elétricos, mas também híbridos e híbridos plug-in. Mais do que uma tendência momentânea, este crescimento parece refletir uma mudança estrutural no setor automóvel. Com os custos dos combustíveis a manterem-se elevados e a pressão para reduzir emissões, os elétricos continuam a ganhar terreno. Se o atual cenário se mantiver, com combustíveis caros e maior oferta elétrica, é provável que o crescimento continue ao longo de 2026. Para muitos consumidores, a escolha já não é apenas ambiental, mas também económica. [Additional Text]: Ensaio com o novo Xpeng G6 Pedro Pinto