CONSTRUTORA DE GUIMARÃES REABILITA MUSEU NACIONAL DO AZULEJO POR 4 MILHÕES
2026-04-07 17:52:04

A Cari, empresa de Guimarães, está a executar o projeto de reabilitação e conservação do Museu Nacional de Azulejo, em Lisboa. Trata-se de uma intervenção no valor de 4 milhões de euros, que deverá estar concluída no início do segundo semestre deste ano. Promovida pela Associação de Turismo de Lisboa e integrada num projeto do Património Cultural Instituto Público e do Museus e Monumentos de Portugal, no âmbito do PRR, a obra de resulta de um protocolo com a Câmara de Lisboa. Em comunicado enviado a O MINHO, a construtora vimaranense explica que se trata de uma empreitada de requalificação patrimonial num imóvel classificado que conjuga trabalhos de recuperação de coberturas, fachadas e vãos com uma componente especializada de conservação e restauro, que permitirá melhorar a experiência dos visitantes e contribuir desta forma para a valorização cultural e turística da cidade de Lisboa. Na vertente de conservação e restauro, a intervenção incide sobre o Claustro D. João III, Claustrim, restaurante e Jardim de Inverno, abrangendo cantarias, pavimentos, fontanários, rebocos, tetos, pintura decorativa e envidraçados, incluindo o revestimento azulejar do murete exterior da galeria do 1.º piso do claustro e os azulejos da parede nascente do restaurante. Na vertente construtiva e de recuperação do edifício, a empreitada contempla também trabalhos nas coberturas, nomeadamente revisão e reparação de estrutura em madeira, remoção de elementos degradados em telha, aplicação de membranas, isolamento, coberturas em telha e revestimento em chapas de cobre, rufos, capeamentos, caleiras em zinco, reparação do para-raios e instalação/adequação de iluminação. A intervenção nas fachadas pretende corrigir anomalias, melhorar a estanquidade em janelas e portas, travar processos de degradação e devolver unidade estética e funcionalidade ao conjunto edificado. “A intervenção apresenta, assim, um elevado grau de exigência técnica, pela necessidade de conciliar a preservação patrimonial com a integração de soluções construtivas contemporâneas, assegurando padrões elevados de funcionalidade, segurança e eficiência”, salienta a Cari. A empresa sublinha que intervenções em edifícios classificados como património cultural exigem um enquadramento técnico e legal particularmente rigoroso. “A Cari reúne essas competências, sendo igualmente responsável pelo registo técnico e documental da obra, incluindo o levantamento gráfico, relatório final e documentação de apoio à futura manutenção”, destaca o comunicado. “Nesta obra a Cari coloca a engenharia e a execução ao serviço da conservação do património, assegurando uma intervenção tecnicamente exigente que protege, valoriza e devolve qualidade de fruição a este ícone nacional”, explica Rui Alves, diretor de produção da Cari, citado no comunicado. A obra insere-se “num esforço mais amplo de modernização das infraestruturas culturais nacionais, com o objetivo de melhorar as condições de conservação, acessibilidade e fruição do património, garantindo simultaneamente o respeito pela identidade histórica do edifício. Para além disso, contribui também para reforçar a atratividade turística do Museu Nacional do Azulejo, um dos mais emblemáticos equipamentos culturais do país”. Pedro Luís Silva