HÍBRIDO QUE FAZ TREMER ELÉTRICOS. PRIMEIRO TESTE AO NOVO TOYOTA RAV4
2026-04-07 21:05:50

Pela primeira vez o Toyota RAV4 PHEV tem versões de tração dianteira, dando-lhe um trunfo adicional, o preço, que é mais baixo do que antes Pela primeira vez o Toyota RAV4 híbrido plug-in tem versões de tração dianteira e isso deu-lhe um trunfo adicional, o preço, que é mais baixo do que antes. Toyota RAV4 PHEV Primeiras impressões 9/10 Data de comercialização: Junho 2026 O novo Toyota RAV4 evoluiu imenso sem precisar de inventar muito. Prós EficiênciaComportamentoConfortoTecnologia PHEV Contras Interior pouco “uau”Sem versão híbridaVelocidade de carragemento base Acho que no vídeo não deixei muita margem para segundas interpretações: a Toyota não quer mesmo saber de modas. Num mundo cheio de intenções a marca japonesa continua a recorrer a um pragmatismo que parece ter caído em desuso. E o novo Toyota RAV4 é o mais recente discípulo dessa linha estratégica que tem feito da marca japonesa a líder mundial há vários anos consecutivos. Nem toda a gente quer um elétrico e a Toyota sabe disso. É por isso que o novo RAV4 é um híbrido plug-in (PHEV), ou seja, um híbrido de ligar à corrente. A autonomia anunciada em modo elétrico supera os 130 km e quando a energia acaba continuamos a ter um sistema híbrido capaz de consumos abaixo dos cinco litros aos 100 km, sobretudo em cidade. O mais interessante é que a Toyota conseguiu fazer tudo isto sem transformar o RAV4 numa montra de excentricidades. Há um novo sistema de infoentretenimento, quatro vezes mais rápido do que o da geração anterior (não era difícil diga-se de passagem ), atualizações remotas e uma aplicação para controlar tudo à distância. E sem ruído excessivo ficou melhor em tudo o resto, como explico neste vídeo: Ainda mais robusto A apresentação do novo RAV4 faz-se logo no exterior, que foi totalmente redesenhado para conferir uma imagem mais robusta e sofisticada. Ostenta agora uma nova grelha com padrão hexagonal, inserida na frente tubarão de martelo , que já conhecemos de outros modelos da marca. Mas além das óbvias funções estéticas, esta nova grelha também permite camuflar todas as câmeras e sensores dos sistemas T-MATE de segurança ativa e ajuda à condução. Tudo de forma discreta. E isto ganha uma importância adicional porque a Toyota apresenta este RAV4 como o seu modelo mais seguro até à data. Parece mais compacto do que a geração anterior, mas isso não passa de uma perceção: as medidas são exatamente as mesmas. Depois, somam-se as linhas muito marcantes ao redor de toda a carroçaria, o guarda-lamas traseiro saliente, as cavas das rodas em preto e a nova assinatura luminosa. Para quem procura exclusividade e uma imagem mais agressiva, pode encontrá-la nas versões GR Sport, que adicionam pára-choques exclusivos, uma nova grelha, jantes maquinadas de 20” com acabamento em preto e vias mais largas (+20 mm). Melhor em tudo No interior, o Toyota RAV4 está melhor em todos os aspetos. Continua funcional e bem construído. O espaço é mais do que suficiente. E em termos tecnológicos o salto foi gigante. É verdade que não é o interior mais impactante ao nível da apresentação (mesmo na versão GR Sport). Faltam os LED e as escolhas de materiais mais exóticos que encontramos na concorrência. Mas a Toyota não quer saber, lembra-se? A tomada de ventilação que encontramos na traseira já esta na marca desde 1976. É com este tipo de pragmatismo que estamos a lidar. © Toyota As versões GR Sport adicionam apontamentos desportivos ao habitáculo e reforçam a agressividade do exterior. A Toyota preocupou-se em melhorar o que era necessário. E por isso mesmo há uma nova plataforma de software, denominada ARENE (que vai chegar à restante gama), que está dois furos acima do que conhecíamos na marca japonesa. A NÃO PERDER: Que carro misterioso é que a Toyota anda a testar em Portugal? Este novo sistema inclui um novo sistema multimédia, com um ecrã de 12,9”, cujo processador é quatro vezes mais rápido do que antes. Além disso, tem navegação, serviços conectados (como o caso da app MyToyota) e comandos por voz melhorados. Atrás do volante, destaque para o novo painel de instrumentos digital, com 12,3”, que nas versões mais equipadas é complementado por um novo sistema de head-up display. © Toyota No interior, o RAV4 evoluiu onde precisava de evoluir. E sempre sem precisar de “reinventar a roda”. Quanto ao espaço, pode contar com uma segunda fila capaz de cumprir as necessidades de uma família e com uma bagageira que anuncia 446 litros de capacidade. Não é a maior bagageira do segmento, mas também não compromete. Uma boa surpresa Está mais refinado que nunca, estranho era se fosse ao contrário. Parece mais pequeno e leve, e está mais dinâmico, apesar de ter exatamente as mesmas dimensões do RAV4 anterior. Estas melhorias foram conseguidas através de um aumento de 9,7% na rigidez estrutural da plataforma TNGA-K. © Toyota Nas versões AWD, a capacidade de reboque está fixada nas duas toneladas. O resultado é uma condução mais precisa, mais estável e confortável. Muito disso deve-se ao trabalho que os engenheiros da Toyota fizeram para reduzir ruídos e vibrações, através do pilar A redesenhado, da forma dos espelhos e de uma suspensão atualizada. Naturalmente, esta dinâmica adicional sente-se ainda melhor na versão GR Sport, com tração integral e 304 cv. Mas precisa mesmo de tanto? Quanto a mim, esta versão vale sobretudo pela estética. E se quiserem mesmo falar de versões GR, então veja isto: Voltando ao RAV4, as versões normais já oferecem uma dinâmica suficientemente apurada. Quanto à qualidade do amortecimento, fazem todos um ótimo trabalho a filtrar as imperfeições do asfalto. O mesmo posso dizer da versão de tração dianteira (FWD), a menos potente de todas. Com 274 cv de potência é mais do que suficiente. Nunca vai sentir falta de motor. E com outra vantagem: pela primeira vez em Portugal há uma versão híbrida plug-in do RAV4 abaixo dos 50 mil euros. Descubra o seu próximo automóvel: Mais de 100 km de autonomia Seja qual for a versão que escolher, terá sempre uma bateria com 22,7 kWh (antes era de 18,1 kWh) de capacidade (refrigerada a água), que garante uma autonomia em modo 100% elétrico sempre superior a 100 quilómetros. Nas variantes de tração dianteira, a autonomia elétrica máxima anunciada é de 137 quilómetros. Já nas versões AWD este número desce para os 121 quilómetros. Outra diferença está relacionada com o carregamento, uma vez que as variantes FWD carregam a 11 kW em corrente alternada (AC), mas não admitem cargas em corrente contínua (DC), ao contrário das AWD, que podem suportar até 50 kW. Preço é trunfo Como explicava mais acima, pela primeira vez na longa história do RAV4 há versões híbridas plug-in com apenas tração dianteira. Isto ajudou a baixar o preço até 2000 euros comparando versões equivalentes. Se considerarmos que o nível tecnológico melhorou e as baterias aumentaram então é mesmo algo notável. Outro dado importante: mesmo a versão base (Exclusive) - começa nos 48 550 euros - já tem um nível de equipamento muito interessante. Destaca-se o portão traseiro elétrico, o volante em pele aquecido e o ecrã multimédia de 12,9”. Mas para mim, o ponto de rebuçado do novo RAV4 está mesmo na versão que custa 52 400 euros, denominada Square Collection. © Toyota As primeiras unidades do novo Toyota RAV4 vão chegar a Portugal no próximo mês de junho. Quanto às motorizações AWD, arrancam nos 59 750 euros para o nível de equipamento GR Sport e nos 61 900 euros para a variante topo de gama, designada Luxury. Se o Toyota RAV4 podia ser mais barato? Talvez. Mas parece que não é necessário. Segundo a marca, a produção dos primeiros meses já está quase esgotada. Chega ao mercado em junho e a dificuldade vai ser conseguir um em poucos meses. Quando há fila de espera é bom sinal, pelo menos para as marcas. Tanto assim é que a Toyota nem vai comercializar em Portugal as versões full hybrid (sem precisar de ligar à corrente). É uma pena, mas nunca teriam muito sucesso fruto da nossa fiscalidade. Tal como acontecia na geração anterior, o RAV4 continua a pagar Classe 1 com dispositivo Via Verde. Veredito Toyota RAV4 PHEV Primeiras impressões 9/10 O Toyota RAV4 manteve a fórmula de sucesso que fez dele um dos carros mais vendidos do mundo, mas mesmo sem dramatismos, evoluiu em todos os capítulos que realmente importam: autonomia 100% elétrica no híbrido plug-in, conforto, refinamento, segurança e tecnologia. E a somar a tudo isto, porque agora também tem versões PHEV de tração dianteira, ficou mais barato do que antes. Por tudo isto, é difícil imaginar um cenário em que este RAV4 não volte a ser um campeão de vendas. Data de comercialização: Junho 2026 Prós EficiênciaComportamentoConfortoTecnologia PHEV Contras Interior pouco “uau”Sem versão híbridaVelocidade de carragemento base Guilherme Costa