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ESTRUTURAS DE FAMILY OFFICES EM PORTUGAL DEVERÃO DUPLICAR PARA 500 ATÉ 2030

Jornal Económico Online (O)

2026-04-09 10:06:03

“A profissionalização da gestão de património familiar, através de estruturas como Family Offices, constitui uma das tendências estruturais do mercado”, sublinha a Havos no seu barómetro. Até 500 Family Offices em Portugal até 2030; cerca de 10.000 Family Offices a nível global; ativos sob gestão na Europa sobem de 0,8 para aproximadamente 1 bilião de euros; e o volume global pode atingir 4,7 biliões de euros, são algumas da conclusões do Havos Investment Pulse, mais recente barómetro da Havos Real Estate. A análise da consultora imobiliária portuguesa especializada em capital markets, corporate leasing e gestão de ativos (Private Wealth), com forte atuação na estruturação de investimentos, dá conta que o mercado imobiliário português está a atravessar uma transformação estrutural impulsionada pela aceleração do capital privado e pela mudança no perfil dos investidores. De acordo com o Havos Investment Pulse, mais recente barómetro da Havos Real Estate, o número de estruturas de Family Office em Portugal deverá duplicar até ao final da década, passando das cerca de 250 atualmente existentes para aproximadamente 500 em 2030. A evolução do mercado nacional acompanha uma tendência global de crescimento deste tipo de veículos de gestão patrimonial. Segundo a análise da Havos, o número de Family Offices em todo o mundo poderá atingir cerca de 10 mil até 2030, consolidando o papel destes investidores na economia real e, em particular, no setor imobiliário. Na Europa, os ativos sob gestão destas estruturas deverão crescer de aproximadamente 0,8 biliões de euros em 2024 para 1,4 biliões de euros em 2030. À escala global, o volume poderá alcançar os 4,7 biliões de euros, refletindo uma mudança estrutural na forma como o capital é organizado, gerido e investido. Em Portugal, esta dinâmica traduz-se num reforço do peso dos investidores privados e das estruturas dedicadas à gestão de património, aproximando o mercado nacional das práticas já consolidadas nos países europeus mais maduros. “A profissionalização da gestão de património familiar, através de estruturas como Family Offices, constitui uma das tendências estruturais do mercado”, sublinha a Havos no barómetro. O documento destaca ainda que o crescimento do capital privado deverá contribuir para maior estabilidade e visão de longo prazo no investimento imobiliário, bem como para um aumento da exigência na seleção de ativos e para a profissionalização dos processos. A Havos alerta que esta transformação terá impacto direto na adoção de estratégias de investimento mais disciplinadas, seletivas e orientadas para o longo prazo. “O sinal é que Portugal está a mudar de natureza. O mercado imobiliário nacional evidencia uma trajetória de evolução consistente, caracterizada por uma crescente sofisticação dos investidores e maior exposição do investimento privado, nomeadamente HNWI e Family Offices, em ativos reais”, afirma Sandro Mota Oliveira, Chief Operating Officer da Havos. Num contexto em que o capital se torna cada vez mais exigente, estruturado e seletivo, a capacidade de adaptação dos agentes do setor será determinante para definir quem liderará o mercado imobiliário português nos próximos anos, conclui a consultora. Maria Teixeira Alves