VARIANTE À EN222 NA FEIRA, GONDOMAR E CASTELO DE PAIVA ADJUDICADA POR 70,2 ME
2026-04-09 21:06:15

IP refere que variante vai "funcionar como uma via alternativa entre o nó de Canedo da A32 e a zona industrial de Serrinha". A construção da variante à Estrada Nacional 222 (EN222) entre Canedo (Santa Maria da Feira), e Pedorido (Castelo de Paiva), que também atravessa a Lomba (Gondomar), foi adjudicada à DST por 70,2 milhões de euros. De acordo com uma publicação no portal de contratação pública Base, em causa está um contrato da Infraestruturas de Portugal (IP) com a construtura bracarense DST, de 70,2 milhões de euros, mais de oito milhões de euros abaixo do preço base do concurso público (78,5 milhões de euros) "Esta variante tem como objetivo, face ao aumento do volume de tráfego na EN222, funcionar como uma via alternativa entre o nó de Canedo da A32 e a zona industrial de Serrinha, no prolongamento da variante existente e que atravessa o concelho de Castelo de Paiva", pode ler-se numa publicação da IP de setembro do ano passado, aquando do lançamento do concurso público. Segundo a IP, a variante "terá uma extensão máxima de cerca de 10 quilómetros, com uma via em cada sentido e via de lentos em cerca de metade da extensão do troço", e as ligações à rede viária atual "serão garantidas através da construção de dois entroncamentos e seis rotundas". "Serão também construídas duas passagens superiores, para assegurar o funcionamento da rede viária, bem como três viadutos (Vale da Cova, Labrecos e Serrinha) e duas pontes (Rio Inha e Ribeiro do Portal)", detalha a IP. A variante atravessa as freguesias de Canedo (Santa Maria da Feira), Lomba (Gondomar) e Pedorido (Castelo de Paiva). A obra está prevista na Resolução de Conselho de Ministros (RCM) 69/2025, de 20 de março, e, segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação (MIH), “é um dos investimentos rodoviários estratégicos para o país (...) e há muito reclamado pelas populações e autarquias dos concelhos envolvidos, dada a sua importância para o desenvolvimento económico e para a redução do isolamento da região”. Citado num comunicado de setembro de 2025, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, considerou que esta intervenção é "mais um exemplo de reforço da coesão nacional e do equilíbrio de oportunidades de todos os cidadãos, independentemente do local onde vivam", sendo esta "uma função fundamental do Estado”. Ainda segundo o Governo, a RCM 69/2025 prevê um conjunto de cerca de 30 grandes investimentos, avaliados em cerca de 6,5 mil milhões de euros. A obra tem um prazo de execução de 900 dias.